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Erdogan: exército sírio parou de avançar para Afrin

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, declarou que as tropas do governo sírio deixaram de avançar para a cidade de Afrin "após consultas", realizadas pelo líder turco nesta segunda-feira.
Sputnik

As tropas do governo sírio "foram realmente detidas ontem (segunda-feira)", afirmou Erdogan, segundo a agência de notícias Anadolu. Segundo o chefe de Estado, isso aconteceu "após consultas". No entanto, Erdogan não especificou à que consultas estaria se referindo.


Nesta segunda-feira, o líder turco discutiu a situação em Afrin durante conversa telefônica com seus homólogos russo e iraniano, Vladimir Putin e Hassan Rouhani.

Erdogan também afirmou que as milícias pró-governo que tentaram entrar em Afrin nesta terça-feira, e que foram repelidas pelas tropas turcas, o fizeram por iniciativa própria.

"A milícia síria decidiu entrar em Afrin por conta própria. Isso é inaceitável e não ficará sem resposta", alertou Erdogan.

Anteriormente, a imprensa infor…

Chefe da ONU condena ataque a hospital do Médicos Sem Fronteira no Iêmen

Com relatos de bombardeios aéreos e ataques nas ruas, o número de vítimas afetadas pelo conflito superou 8 mil. O secretário-geral da ONU pede respeito ao direito internacional, que proíbe ataques a instalações médicas.


ONU Brasil


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta segunda-feira (11) o ataque ao hospital sob a supervisão do Médicos Sem Fronteira na província de Saada, no Iêmen, que deixou ao menos quatro mortos e vários feridos. 


Um bebê em uma incubadora em um hospital em Saná. As disputas intensas provocam cortes de luz, bombardeios e falta de remédios prejudicam a saúde dos pacientes e iemenitas. Foto: UNICEF/Magd Farid
Um bebê em uma incubadora em um hospital em Saná. As disputas intensas provocam cortes de luz, bombardeios e falta de remédios prejudicam a saúde dos pacientes e iemenitas. Foto: UNICEF/Magd Farid

Este é o último incidente envolvendo ataques a instalações médicas, após o ataque em 2015 ao Hospital Haydan em Saada e a uma clínica móvel em Taiz. O chefe da ONU afirmou que além de limitar a atenção médica já limitada para os iemenitas, ataques a estas instalações configuram como crime, segundo o direito internacional humanitário.

Em outra declaração, realizada nesta sexta-feira (08), Ban Ki-moon disse estar “profundamente preocupado” com a intensificação dos ataques aéreos de coalizão liderado pelos sauditas, dos combates no terreno e bombardeios no Iêmen, apesar dos repetidos apelos pelo fim das hostilidades. O secretário-geral da ONU também condenou a expulsão do representante de direitos humanos do país, acusado de imparcialidade nas avaliações sobre a atuação do governo.

Segundo informações das Nações Unidas, o número de vítimas afetadas pelo conflito superou a faixa de 8.100, com cerca de 2.800 mortos.

Ban expressou preocupação com os relatos de bombardeios em áreas residenciais e em construções civis na capital, Saná, além do uso de bombas de fragmentação na última quarta-feira (6) em diferentes localidades – este tipo de explosivo, ao ser lançado, distribui grande número de projéteis, causando alto número de vítimas.

Ele também pediu às partes para que se comprometam com “boa fé” com o enviado especial da ONU para o Iêmen a fim de organizar novos diálogos sobre a paz o mais rápido possível.

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