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Turquia acionará judicialmente os EUA, caso entregas dos F-35 sejam bloqueadas

Segundo o porta-voz do presidente turco, Ibrahim Kalin, a Turquia recorrerá a medidas jurídicas caso as entregas dos F-35 sejam bloqueadas pelos EUA.
Sputnik

Ibrahim Kalin citou para a mídia turca que "não é nada fácil rescindir este contrato, somos parte de um contrato multilateral, cumprimos com todas as exigências e pagamos, caso os EUA não cumpram, recorreremos à lei".

O Congresso americano decidiu recentemente suspender as entregas dos caças americanos de quinta geração F-35 à Turquia devido aos planos de Ancara de adquirir o sistema de defesa antiaérea russo S-400, além de ameaçá-la com sanções em diversas ocasiões, como citado em artigo da Sputnik Mundo.

O avançado sistema antiaéreo S-400 Triumph (SA-21 Growler, na classificação da OTAN) é capaz de abater alvos aéreos com tecnologia furtiva, mísseis de cruzeiro e mísseis balísticos táticos e táticos-operacionais, tem um alcance de até 400 km e pertence à geração 4+, sendo duas vezes mais eficaz que seus antecessores.

Os se…

Chefe da ONU condena ataque a hospital do Médicos Sem Fronteira no Iêmen

Com relatos de bombardeios aéreos e ataques nas ruas, o número de vítimas afetadas pelo conflito superou 8 mil. O secretário-geral da ONU pede respeito ao direito internacional, que proíbe ataques a instalações médicas.


ONU Brasil


O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, condenou nesta segunda-feira (11) o ataque ao hospital sob a supervisão do Médicos Sem Fronteira na província de Saada, no Iêmen, que deixou ao menos quatro mortos e vários feridos. 


Um bebê em uma incubadora em um hospital em Saná. As disputas intensas provocam cortes de luz, bombardeios e falta de remédios prejudicam a saúde dos pacientes e iemenitas. Foto: UNICEF/Magd Farid
Um bebê em uma incubadora em um hospital em Saná. As disputas intensas provocam cortes de luz, bombardeios e falta de remédios prejudicam a saúde dos pacientes e iemenitas. Foto: UNICEF/Magd Farid

Este é o último incidente envolvendo ataques a instalações médicas, após o ataque em 2015 ao Hospital Haydan em Saada e a uma clínica móvel em Taiz. O chefe da ONU afirmou que além de limitar a atenção médica já limitada para os iemenitas, ataques a estas instalações configuram como crime, segundo o direito internacional humanitário.

Em outra declaração, realizada nesta sexta-feira (08), Ban Ki-moon disse estar “profundamente preocupado” com a intensificação dos ataques aéreos de coalizão liderado pelos sauditas, dos combates no terreno e bombardeios no Iêmen, apesar dos repetidos apelos pelo fim das hostilidades. O secretário-geral da ONU também condenou a expulsão do representante de direitos humanos do país, acusado de imparcialidade nas avaliações sobre a atuação do governo.

Segundo informações das Nações Unidas, o número de vítimas afetadas pelo conflito superou a faixa de 8.100, com cerca de 2.800 mortos.

Ban expressou preocupação com os relatos de bombardeios em áreas residenciais e em construções civis na capital, Saná, além do uso de bombas de fragmentação na última quarta-feira (6) em diferentes localidades – este tipo de explosivo, ao ser lançado, distribui grande número de projéteis, causando alto número de vítimas.

Ele também pediu às partes para que se comprometam com “boa fé” com o enviado especial da ONU para o Iêmen a fim de organizar novos diálogos sobre a paz o mais rápido possível.

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