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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Daesh pode iniciar 'Blitzkrieg' na Líbia, afirma ex-diretor da CIA

Sputnik

Os militantes do grupo terrorista Daesh podem conduzir uma "blitzkrieg” (termo alemão para “guerra-relâmpago”) na Líbia, da mesma forma que fizeram no Iraque em 2014. Ao menos é o que pensa Michael Morrell, ex-diretor interino da Agência Central de Inteligência (CIA) dos EUA.


Trípoli, capital da Líbia
Trípoli, capital da Líbia © Sputnik/ Vladimir Fedorenko


"Eles estão atualmente expandindo esse território e combatentes estrangeiros estão começando a ir para a Líbia para lutar com o grupo ISIS [Daesh, autodenominado Estado Islâmico] lá. Eu não ficaria surpreso se nós acordássemos uma manhã e o ISIS na Líbia tivesse agarrado uma grande parte do território líbio. O mesmo tipo de blitzkrieg, em escala menor, que vimos no Iraque", testemunhou Morrell perante o Comitê de Serviços Armados do Senado norte-americano.


Após Iraque e Síria, a Líbia tornou-se o próximo país na mira das ambições expansionistas do Daesh, cujos membros esperam estabelecer um “califado” mundial. De acordo com o Ministério do Interior líbio, cerca de 5.000 militantes do grupo terrorista estão lutando atualmente no país.

Geopoliticamente, a importância estratégica da Líbia se resolve por sua localização no Norte da África, que separa o país da Europa apenas pelo Mar Mediterrâneo, segundo destaca um relatório divulgado pela ONU em dezembro. Segundo o documento, a Líbia é também uma "porta para o deserto africano que se estende para uma série de países africanos".

Além disso, trata-se de um dos países mais ricos em petróleo no Norte da África, o que fornece mais um motivo para a investida do Daesh, especialmente desde que os recursos petrolíferos do grupo começaram a ser alvejados pela operação militar russa na Síria, no final de setembro.

"A liderança do Estado Islâmico está buscando maneiras de compensar as perdas financeiras que sofreu, e de criar novos postos de backup fora do Oriente Médio. É por isso que [o Daesh] tem sido bastante ativo nos planos para assumir o controle da Líbia, que é particularmente rica em 'ouro negro'", observou o jornalista Martin Berger para New Oriental Outlook.

Desde que o líder líbio Muammar Khaddafi foi derrubado e morto em 2011, durante uma intervenção da OTAN na guerra civil líbia, o país tem sofrido uma profunda crise.

O Estado atualmente tem dois governos: um parlamento eleito sediado em Tobruk, no leste do país, reconhecido pela comunidade internacional, e um Congresso Geral Nacional em Trípoli.


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