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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Mundo em pânico: bomba norte-coreana viola direito internacional

A Coreia do Norte afirmou ter testado uma bomba de hidrogênio “com sucesso absoluto”. Muitos países, primeiramente, o Japão e a Coreia do Sul condenaram fortemente esta ação do país.


Sputnik

Kim Jong-un, durante teste com submarino da Coreia do Norte.
Kim Jong-un © KCNA

Coreia do Sul


A presidente sul-coreana, Park Geun-hye, apelou na quarta-feira (6) ao endurecimento das sanções contra a Coreia do Norte.

"São necessárias medidas duras, incluindo sanções rigorosas do Conselho de Segurança da ONU e nações aliadas e amistosas", disse a presidente, citada pela agência de notícias local Yonhap.

Vale lembrar que Pyongyang, por sua vez, emitiu um comunicado do governo, explicando que recorreu ao desenvolvimento das armas nucleares para se proteger contra a agressão externa e que nunca iria usar estas armas em primeiro lugar, a menos que a soberania da Coreia do Norte fosse violada.

Japão

O primeiro-ministro japonês, Shinzo Abe, considerou o teste norte-coreano “uma ameaça à segurança” do seu país, teste que “não pode ser justificado de modo nenhum”.

De acordo com a agência de notícias Kyodo, jatos Kawasaki T-4, equipados com dispositivos especiais para coletar poeira atômica, estão sendo preparados na base aérea da prefeitura japonesa de Aomori norte para realizar voos de vigilância na região.

China

"Hoje a Coreia do Norte anunciou um teste nuclear, ao qual o governo chinês se opõe com firmeza. A prevenção da proliferação nuclear e a manutenção da paz e estabilidade no nordeste da Ásia — esta é a posição da China", disse Hua Chunying, porta-voz do Ministério das Relações Exteriores do país.

Ela acrescentou que Pequim apelou a Pyongyang para agir em conformidade com as suas obrigações em matéria de não-proliferação nuclear.

Rússia

Moscou também chamou os ensaios de uma bomba de hidrogênio por parte de Pyongyang de "uma clara violação do direito internacional".

"A Rússia condena estes testes, pois são uma clara violação do direito internacional", disse Vladimir Voronkov, enviado da Rússia para as organizações internacionais em Viena, Áustria, à RIA Novosti.

No entanto, a chancelaria russa chamou a todas as partes interessada a manter a máxima tranquilidade.

“Reafirmamos a nossa posição a favor da resolução pacífica dos problemas da Península Coreana no âmbito das negociações de seis partes e de lançamento no futuro mais próximo de um diálogo com vista a criar um sistema firme de paz e estabilidade na região”, disse a representante oficial do Ministério das Relações Exteriores, Maria Zakharova.

EUA

Os Estados Unidos ainda não confirmaram os ensaios nucleares na Coreia do Norte, mas apelaram ao país para observar os compromissos internacionais, comunica a agência France Press as palavras do porta-voz do Conselho da Segurança Nacional, Ned Price.

Ele adicionou que os EUA vão responder do modo adequado a quaisquer provocações da Coreia do Norte.

Além disso, uma preocupação profunda já foi expressa pelas autoridades indianas, britânicas e francesas.

O líder da AIEA chamou o teste da bomba de hidrogênio na Coreia do Norte de “violação evidente das resoluções do Conselho de Segurança da ONU” e apelou ao país para as observar.

O chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, afirmou num comunicado que é necessário que a Coreia do Norte volte ao diálogo com a comunidade internacional e ponha fim a este “comportamento ilegal e perigoso”.


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