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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Na guerra tudo vale? CIA falsifica vistos para terroristas de Al-Qaeda

A cooperação entre a Arábia Saudita e os EUA, inclusive a datada por 2013 e autorizada pelo presidente Barack Obama, provou-se pouco inocente.


Sputnik

A parceria duradoura entre a Agência Central de Inteligência (CIA na sigla em inglês) com a Arábia Saudita, o exemplo mais recente da que é um programa para armar rebeldes sírios autorizado pelo presidente Obama no início de 2013. No âmbito do programa "Timber Sycamore" (Madeira Sicômoro em português) os sauditas financiam e compram armas para os rebeldes sírios, enquanto a CIA treina-los em campos secretos na Jordânia. 


A placa da CIA
© flickr.com/ Erik bij de Vaate

A revelação respectiva foi feita pelo jornal norte-americano The New York Times e a Sputnik conseguiu obter declarações exclusivas de um dos ex-chefes da CIA que pessoalmente emitiu os vistos.


Cabe mencionar que a cooperação respetiva já dura por muitos anos e envolve também o serviço secreto britânico. Durante a época da presidência nos Estados Unidos de Ronald Reagan os sauditas financiaram generosamente, transferindo todo o dinheiro recebido dos EUA aos mujahidins no Afeganistão para que eles combaterem forças da União Soviética.

“Os requerentes de vistos eram recrutas para a guerra no Afeganistão contra as forças armadas da União Soviética. Além disso, com o passar do tempo os combatentes treinados nos Estados Unidos, passaram a outros campos de batalha: a Iugoslávia, Iraque, Líbia e Síria, divulgou à Sputnik ex-chefe do departamento de vistos dos EUA na Arábia Saudita.

Segundo o artigo em NYT, o financiamento de mujahidins foi realizado por via de contas bancárias na Suíça administradas pela CIA. As contas foram uma parte do programa Al-Yamamah criada em 1985 que previa o contrato de permuta de petróleo por armas entre britânicos e sauditas e visava criar "contas negras" grandes em offshores, inclusive nas Ilhas Cayman. Estas contas, de acordo com os dados recém-revelados, foram usadas como a principal fonte de financiamento de vários insurgentes, inclusive durante a guerra no Afeganistão contra militares soviéticos.

Mike Springmann: “Eu sei. Estive lá. Emiti os vistos”

Em entrevista exclusiva à Sputnik, Mike Springmann, que trabalhou entre 1987 e 1989 como o chefe do departamento de visas dos EUA em Jeddah (Arábia Saudita) partilhou da sua experiência de emissão de vistos norte-americanos a pessoas que tinham se tornado terroristas mais cedo.

No livro que ele escreveu, diz:

“Durante os anos 1980, a CIA recrutou e treinou agentes muçulmanos para lutar contra a invasão soviética do Afeganistão. Mais tarde, a CIA transferia os agentes do Afeganistão para os Balcãs, e depois para o Iraque, Líbia e Síria, viajando usando vistos ilegais dos Estados Unidos. Estes combatentes apoiados pelos EUA e treinados depois se transformaram em uma organização que é sinônima de terrorismo jihadista: al-Qaeda.”

Ao chegar ao aeroporto de Jeddah, Springmann descobriu que, como um agente consular, ele era esperado para processar mais de cem aplicações por dia, separando-os em categorias diferentes: "emissões", "recusa", e o que ele mais tarde denominou como "passagens gratuitas para agentes da CIA".

Na entrevista à Sputnik Springmann divulgou sobre batalhas quase diárias com vários oficiais e funcionários do departamento, que todo o tempo exigiram emitir visas para pessoas às quais a lei e regulamentos previam recusar.

Segundo ele divulgou na entrevista, eventualmente ele veio a perceber que seu dever de trabalho em Jeddah foi principalmente para garantir vistos para agentes da CIA, ou seja, estrangeiros recrutados pelos funcionários norte-americanos.

Springmann tentou protestar contra as práticas ilegais de emissão de vistos nos mais altos níveis do governo há mais de 20 anos, mas foi repetidamente atacado.




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