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Adeus a tecnologias 'stealth': novo radar russo pode detectar aviões furtivos

Tecnologias russas capazes de detectar aviões furtivos do inimigo podem vir a fazer parte do sistema da defesa antiaérea unida da OTSC – Organização do Tratado de Segurança Coletiva, declarou o chefe do Estado-Maior Conjunto da aliança, Anatoly Sidorov.
Sputnik

Inovações russas capazes de desativar tecnologias furtivas do inimigo podem vir a ser usadas na criação do sistema de defesa antiaérea unida da OTSC, declarou militar, citado pelo jornal Rossiyskaya Gazeta. Sidorov comentou que essas inovações seriam eficazes tanto contra aviação do inimigo como contra ataques com mísseis.



O sistema Rezonans-NE funciona graças ao princípio de reflexão ressonante de ondas de rádio da superfície de aparelhos aéreos, facilitando vigilância de aeronaves e mísseis do inimigo, explicou Aleksandr Scherbinko, vice-diretor executivo da empresa de design Rezonans.

"Este modelo pode ser de grande interesse, levando em consideração criação do sistema de defesa antiaérea unida da OTSC, cuja inauguração est…

Ancara nega a Moscou permissão para voo de observação

Questionamento sobre quais bases da Otan estão localizadas na Turquia e no interesse de quem são usadas aumenta após recusa de Ancara em liberar voo de observação russo.


Evguêni Krutikov | Vzgliad | Gazeta Russa

No início do mês, a Rússia deveria ter realizado um voo de observação ao longo da fronteira turco-síria, mas o acesso ao espaço aéreo turco foi negado pelas autoridades locais. 


Próxima a locais com potencial de conflitos, base de Incirlik é estratégica para Otan Foto:AP

Ao negar o voo de observação, porém, Moscou alega que Ancara violou o tratado internacional de céus abertos assinado entre os países que visa a prevenir tensões militares, permitindo que as nações observem destacamentos militares dentro das zonas fronteiriças.

Em nota publicada após a recusa, o Ministério da Defesa russo se referiu às ações da Turquia “como um precedente perigoso e uma tentativa de ocultar a atividade militar ilegal perto da fronteira com a Síria”.

A decisão também aumenta as suspeitas sobre o possível uso de instalações da Otan pela Turquia para fins próprios, sugere um especialista militar entrevistado pela Gazeta Russa. A seguir, ele descreve as estruturas da Otan na região e a serviço de quem estariam trabalhando.

Base aérea de Incirlik

Com o início dos combates no Iraque, a base aérea de Incirlik – usada tanto por turcos, como por norte-americanos – começou a patrulhar o espaço aéreo a norte do paralelo 36.

Para isso, foi, então, ali posicionada a chamada 39º unidade (Air Wing) de apoio às Forças Aéreas dos Estados Unidos na Europa, com um contingente de até cinco mil pessoas.

Em troca, a Turquia utiliza a aeronave de reabastecimento aéreo Boeing KC-135 Stratotanker para fins pessoais.

Considerando que esta base é relativamente próxima de locais com elevado potencial de conflitos, ela também é de grande importância para a Otan.

Sede em Izmir

Izmir abriga a sede que coordena os palcos de combate a partir do sudeste do país. Mas, ao que tudo indica, a parte russa não pretendia sobrevoar Izmir – além de estar longe da atual zona militar, as cerca de 300 aeronaves turcas ali estacionadas operam principalmente contra a Grécia.

Existe ainda a base aérea de Konya, onde está posicionada a unidade de reconhecimento por radar. No total, existem 20 aeródromos turcos com diferentes pistas de pouso que podem ser usadas ​​pela Otan em tempos de paz e outros 100 para uso quando em guerra.

As bases aéreas de Erzurum, Murted e Balıkesir, assim com a de Incirlik, possuem armamento nuclear. De acordo com estimativas variadas, apenas no território da Turquia, as forças da Otan possuem centenas de dispositivos nucleares de diferentes potências.

No final de 2014, a Turquia e os Estados Unidos concordaram em usar Incirlik também para a implantação de drones militares norte-americanos, com o objetivo de apoiar as operações da coalizão ocidental contra o Estado Islâmico (Ei).

Interesse próprio

Em geral, o interesse dos Estados Unidos em relação à base de Incirlik ora diminuía, ora aumentava de novo, dependendo do grau de atividade de preparação das operações ofensivas no Curdistão, incluindo as repetidas tentativas para reconquistar a cidade de Mosul do Estado Islâmico.

Nos momentos em que Washington recusava apoio aos curdos, passava então para o uso da aviação tradicional com concentração de porta-aviões no Golfo Pérsico. Mas bastava começar de novo a se falar em uma ofensiva ao Curdistão iraquiano para surgir a necessidade de se usar a base geograficamente mais próxima.

Já a Turquia, tem minado consistentemente as tentativas norte-americanas de consolidação em Incirlik, pois isso significaria uma cooperação mais estreita dos Estados Unidos com os curdos – o que Ancara rejeita veementemente.

A recusa da parte turca em permitir que os aviões russos sobrevoem a base não é prova, portanto, de “preocupação da aliada” em relação às posições dos EUA na região, mas pode indicar que Ancara estaria usando a base da Otan para interesses exclusivamente próprios.



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