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Turquia adverte exército sírio contra entrada em Manbij

O comunicado foi divulgado poucos dias depois de pelo menos quatro soldados americanos terem sido mortos em um atentado suicida na cidade de Manbij, no norte da Síria, cuja responsabilidade foi assumida pelo Daesh (grupo terrorista proibido em Rússia e em vários outros países).
Sputnik

O porta-voz do Ministério das Relações Exteriores turco, Hami Aksoy, alertou as Forças Armadas do governo sírio para que não tentassem entrar na cidade de Manbij, localizada no norte da Síria.


"Às Unidades de Proteção Popular curdas na Síria (YPG) não deveria ser permitido deixar que as forças do regime [do presidente sírio Bashar Assad] entrem em Manbij", disse Aksoy em uma entrevista coletiva na sexta-feira (18). Ele também destacou que "a retirada das tropas norte-americanas da Síria não deveria ajudar os terroristas das YPG e do Partido de União Democrática curdo (PYD)".

As declarações foram feitas depois que nesta quarta-feira (16) na cidade síria de Manbij ocorreu uma explosão em u…

Assad não descarta invasão turca na Síria: ‘Erdogan é um fanático’

O presidente sírio, Bashar Assad, conversou com a agência AFP sobre os acontecimentos na Síria e na região.


Sputnik


Ao comentar uma possível invasão estrangeira na Síria, Assad não descartou a possibilidade de uma intervenção por parte da Arábia Saudita e da Turquia. “Logicamente, uma intervenção não é possível, mas às vezes a realidade briga com a lógica, especialmente quando há pessoas irracionais liderando um certo país. É por isso que não descarto (uma intervenção), por um simples motivo: Erdogan é um fanático com inclinações à Irmandade Muçulmana. Ele está vivendo o sonho otomano. Para ele, o colapso que houve em Tunísia, Líbia, Egito e Síria é algo pessoal.” 


Bashar al-Assad, presidente da Síria
Bashar Assad © AFP 2016/ AFP PHOTO / HO / SANA

Segundo Assad, “isso ameaça seu futuro político por um lado e suas ambições islâmicas fanáticas por outro. Ele acredita ter uma missão islâmica em nossa região. O mesmo se aplica à Arábia Saudita. O colapso dos terroristas na Síria é um colapso de suas políticas. Eu digo a você que este processo seguramente não será fácil para eles, e nós certamente vamos confrontá-lo”, disse o líder sírio, citado pela agência de notícias local SANA.

Ao abordar a atual situação em seu país e a cobertura da imprensa ocidental, Assad declarou que “a causa de tudo este sofrimento são os terroristas, não os bombardeios russos, como alegado pela imprensa ocidental. Quando uma causa para imigração é um embargo de quase cinco anos contra o povo da Síria, naturalmente minha primeira tarefa é lutar contra o terrorismo usando essencialmente as capacidades sírias, mas também usando o apoio de nossos amigos na luta contra o terrorismo. É por isso que digo que o problema dos refugiados sírios, assim como o problema da fome dentro da Síria, é um problema causado pelo terrorismo, por políticas ocidentais e pelo embargo imposto contra o povo sírio.”

Sobre o papel da Rússia na persuasão para que Assad deixe o poder, o presidente sírio ressaltou o respeito que sempre recebeu dos russos.

“Se olharmos as políticas e os oficiais russos da mesma maneira que olhamos para oficiais e políticos ocidentais sem princípios, é uma possibilidade (que a Rússia o encoraje a deixar o poder). Mas o fato é exatamente o contrário, por uma simples razão: os russos nos tratam com enorme respeito. Eles não nos tratam como uma superpotência lidando com um país pequeno, mas como um país soberano lidando com outro. É por isso que essa questão não foi levantada de nenhuma maneira.”

Durante a entrevista, Assad foi questionado se pretende manter-se como presidente até o fim da vida, como fez seu pai. O atual chefe de estado respondeu que “primeiramente, a presidência não é um hobby que apreciamos. É uma responsabilidade, especialmente nestas circunstâncias. Sobre a seleção de meu sucessor, este país não é uma fazenda nem uma empresa. Se eu quiser continuar presidente, isso deve depender de dois fatores: primeiro, do meu desejo de ser presidente, e depois, do desejo do povo. Quando as próximas eleições chegarem e eu sentir que o povo não me quer, não ficarei. É por isso que é muito cedo para falar sobre isso. Ainda temos anos até as próximas eleições.”

E como o nome de Bashar Assad ficará na história? Como um homem que salvou a Síria ou como aquele que destruiu seu país?

“Isso depende de quem vai escrever a história. Se for o Ocidente, me darão os piores atributos. O que é importante é como eu penso. Certamente, buscarei, e é isto que estou fazendo agora, proteger a Síria, e não proteger a cadeira em que estou me sentando.”



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