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Análise: presidente ucraniano mata sua indústria ao introduzir novas sanções contra Rússia

O presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, assinou um decreto sobre as sanções contra a Rússia adotadas pelo Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia. O especialista Eduard Popov falou com a Sputnik e indicou qual o principal objetivo perseguido pelo governo ucraniano com tal iniciativa.
Sputnik

Em 2 de maio, o Conselho de Defesa e Segurança Nacional da Ucrânia ampliou as medidas restritivas em relação a diversas pessoas físicas e jurídicas russas, bem como prolongou a vigência das sanções introduzidas anteriormente.

Segundo informou a assessoria de imprensa da entidade, as sanções são aplicadas a pessoas "relacionadas com a agressão no ciberespaço e no campo informacional" contra a Ucrânia, "ações criminosas" contra os cidadãos ucranianos detidos na Rússia, bem como aos deputados da Duma de Estado e do Conselho da Federação da Rússia.

O diretor do Centro de Cooperação Pública e Informativa "Europa", Eduardo Popov, disse ao serviço russo da Rádio Sp…

Assad não descarta invasão turca na Síria: ‘Erdogan é um fanático’

O presidente sírio, Bashar Assad, conversou com a agência AFP sobre os acontecimentos na Síria e na região.


Sputnik


Ao comentar uma possível invasão estrangeira na Síria, Assad não descartou a possibilidade de uma intervenção por parte da Arábia Saudita e da Turquia. “Logicamente, uma intervenção não é possível, mas às vezes a realidade briga com a lógica, especialmente quando há pessoas irracionais liderando um certo país. É por isso que não descarto (uma intervenção), por um simples motivo: Erdogan é um fanático com inclinações à Irmandade Muçulmana. Ele está vivendo o sonho otomano. Para ele, o colapso que houve em Tunísia, Líbia, Egito e Síria é algo pessoal.” 


Bashar al-Assad, presidente da Síria
Bashar Assad © AFP 2016/ AFP PHOTO / HO / SANA

Segundo Assad, “isso ameaça seu futuro político por um lado e suas ambições islâmicas fanáticas por outro. Ele acredita ter uma missão islâmica em nossa região. O mesmo se aplica à Arábia Saudita. O colapso dos terroristas na Síria é um colapso de suas políticas. Eu digo a você que este processo seguramente não será fácil para eles, e nós certamente vamos confrontá-lo”, disse o líder sírio, citado pela agência de notícias local SANA.

Ao abordar a atual situação em seu país e a cobertura da imprensa ocidental, Assad declarou que “a causa de tudo este sofrimento são os terroristas, não os bombardeios russos, como alegado pela imprensa ocidental. Quando uma causa para imigração é um embargo de quase cinco anos contra o povo da Síria, naturalmente minha primeira tarefa é lutar contra o terrorismo usando essencialmente as capacidades sírias, mas também usando o apoio de nossos amigos na luta contra o terrorismo. É por isso que digo que o problema dos refugiados sírios, assim como o problema da fome dentro da Síria, é um problema causado pelo terrorismo, por políticas ocidentais e pelo embargo imposto contra o povo sírio.”

Sobre o papel da Rússia na persuasão para que Assad deixe o poder, o presidente sírio ressaltou o respeito que sempre recebeu dos russos.

“Se olharmos as políticas e os oficiais russos da mesma maneira que olhamos para oficiais e políticos ocidentais sem princípios, é uma possibilidade (que a Rússia o encoraje a deixar o poder). Mas o fato é exatamente o contrário, por uma simples razão: os russos nos tratam com enorme respeito. Eles não nos tratam como uma superpotência lidando com um país pequeno, mas como um país soberano lidando com outro. É por isso que essa questão não foi levantada de nenhuma maneira.”

Durante a entrevista, Assad foi questionado se pretende manter-se como presidente até o fim da vida, como fez seu pai. O atual chefe de estado respondeu que “primeiramente, a presidência não é um hobby que apreciamos. É uma responsabilidade, especialmente nestas circunstâncias. Sobre a seleção de meu sucessor, este país não é uma fazenda nem uma empresa. Se eu quiser continuar presidente, isso deve depender de dois fatores: primeiro, do meu desejo de ser presidente, e depois, do desejo do povo. Quando as próximas eleições chegarem e eu sentir que o povo não me quer, não ficarei. É por isso que é muito cedo para falar sobre isso. Ainda temos anos até as próximas eleições.”

E como o nome de Bashar Assad ficará na história? Como um homem que salvou a Síria ou como aquele que destruiu seu país?

“Isso depende de quem vai escrever a história. Se for o Ocidente, me darão os piores atributos. O que é importante é como eu penso. Certamente, buscarei, e é isto que estou fazendo agora, proteger a Síria, e não proteger a cadeira em que estou me sentando.”



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