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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Conflito com Turquia cria 'saia justa' para EUA na Síria

Os atritos entre a Turquia e os curdos se tornaram o principal problema militar para Washington na Síria, garante um artigo publicado nesta segunda-feira (15) pelo jornal The Wall Street Journal.


Sputnik

A publicação destaca que as forças armadas norte-americanas cooperam com combatentes curdos no norte da Síria. Esses grupamentos, no entanto, são tratados como organizações terroristas pela Turquia, juntamente com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), atuante em território turco.


Barack Obama, presidente dos Estados Unidos (EUA)
Barak Obama © AP Photo/ Gerald Herbert

Assim, no sábado (13), ataques da artilharia turca contra posições curdas na Síria provocam mais um conflito diplomático entre Washington e Ancara. Altos representantes do governo americano instaram Turquia a interromper a ofensiva. Em contrapartida, Ancara apresentou dados indicando que grande parte das armas fornecidas pelos EUA para a chamada "oposição moderada" na Síria acabam parando em território turco, nas mãos do Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK). As alegações turcas foram negadas por Washington.

"Tanto em Washington, como em Ancara, representantes dos governos apontam para uma crescente discordância entre Turquia e EUA, e isso cria novos problemas para a coalizão internacional liderada pelos EUA contra o Daesh (Estado Islâmico)" – destaca o The Wall Street Journal.

Nas palavras do especialista do Conselho do Atlântico para a Síria, Stein Aaron, o Pentágono não possui ferramentas suficientes para pressionar os curdos, que preferem contar com o apoio da aviação russa para realizar suas operações terrestres na Síria.

"A Turquia está perdendo a batalha pelo corredor de Azaz. A atividade aérea da aviação da Rússia está limitando as opções de Ancara. Agora os EUA terão que buscar uma maneira de sair desta difícil situação" – escreveu o artigo citando as palavras do especialista.


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