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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Coreia do Norte lança foguete e países condenam "violação de resolução" da ONU

RFI

A Coreia do Norte anunciou ter realizado na manhã deste domingo (7) o lançamento de um foguete de longa distância. Oficialmente, o regime de Pyongyang indica que o objetivo foi de colocar em órbita um satélite de observação terrestre pacífico. A operação, que viola resoluções da ONU, foi fortemente condenada pela comunidade internacional e uma reunião de emergência deve ser realizada em Nova York com as grandes potências do Conselho de Segurança da ONU. 


media
Imagens do lançamento do foguete pela Coreia do Norte neste domingo, 7 de janeiro de 2016. 
REUTERS/Kim Hong-Ji

A televisão pública norte-coreana informou que o lançamento do foguete, ordenado pessoalmente pelo dirigente Kim Jong-Un, permitiu "colocar com sucesso em órbita nosso satélite de observação da Terra Kwangmyong 4".

A Coreia do Norte apenas exerce seu direito legítimo de utilização "pacífica e independente" do espaço, afirmou a apresentadora de televisão.

Mas os países vizinhos da Coreia do Norte suspeitam que o lançamento é uma fachada par um teste de míssil e de tecnologia balística visando desenvolver um sistema de armamento para conseguir atingir o território americano.

O departamento de defesa dos Estados Unidos garante que um míssil entrou no espaço e Seul confirmou a entrada em órbita de um objeto, contrariando notícias da rede de tevê japonesa NHK de que o lançamento havia fracassado.

Condenações imediatas contra violação


As condenações da comunidade internacional foram imediatas. Pequim, aliado de Pyongyang, lamentou o lançamento e pediu calma para não alimentar as tensões na região. Tóquio considerou o lançamento "absolutamente intolerável".

Moscou condenou a operação e a considera "prejudicial à segurança". O governo francês afirma que se trata uma "provocação insensata", uma "violação flagrante" das resoluções da ONU e pede um reação rápida e firme a partir de hoje.

O secretário de Estado norte-americano, John Kerry, também denunciou uma "violação flagrante" das resoluções da ONU. O secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon julgou o anúncio "profundamente deplorável". A presidente da Coreia do Sul, Park Geun-Huye, reclama "medidas punitivas fortes" do Conselho de Segurança da ONU

Dirigentes da Coreia do Sul e dos Estados Unidos anunciaram a abertura oficial de discussões para instalar na península coreana um sistema de defesa antimíssil americano.

O último lançamento de foguete da Coreia do Norte foi feito em dezembro de 2012. Os serviços de informações internacionais suspeitam que o satélite colocado em órbita na ocasião nunca tenha funcionado corretamente. A hipótese reforça a convicção dos que acreditam que o objetivo científico da operação tenha sido apenas uma fachada para o desenvolvimento de tecnologia militar balística. 


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