Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

Lavrov : Rússia apresentou aos EUA 'plano absolutamente concreto' sobre a Síria

A Rússia propôs aos EUA um plano específico para a resolução da crise síria, informou o chanceler russo, Sergei Lavrov, em entrevista publicada nesta terça-feira (9) pelo jornal Moskovsky Komsomolets.


Sputnik


"Ao contrário daqueles que constantemente se limitam a exigir um cessar-fogo, incluindo nossos parceiros norte-americanos (…), nós [a Rússia] propusemos a Washington um esquema absolutamente concreto que eles [os norte-americanos] estão examinando”, disse o ministro das Relações Exteriores russo.
Segundo Lavrov, os EUA já começaram a perceber que a recusa à coordenação com a Rússia é contraproducente na luta contra o Daesh (autodenominado Estado Islâmico), que ambos os países consideram uma organização terrorista. 


Ministro das Relações Exteriores da Rússia, Sergei Lavrov, durante a entrevista coletiva em Moscou, 26 de janeiro de 2016
Sergei Lavrov © Sputnik/ Grigory Sysoyev

"Eles parecem estar aceitando que se recusar a cooperar é contraproducente. Mas ainda temos de alcançar resultados reais", observou o chanceler.

Segundo o ministro, a Rússia está recebendo pedidos de ajuda dos EUA para resolver os conflitos na Síria e na Ucrânia.

"Ninguém está nos ‘evitando’, nem quando se trata da Síria e da Ucrânia. Pelo contrário, a desesperança e tal retórica são acompanhadas por pedidos muito pragmáticos por nossa ajuda. Estamos prontos [para ajudar], mas vamos, é claro, ser guiados por princípios e acordos específicos sobre a paz na Ucrânia e na Síria", disse Lavrov.

No entanto, o chanceler russo ressaltou que a OTAN e uma série de países europeus continuam alimentando às raias da “histeria” o mito da ameaça russa.

"Os líderes da OTAN e uma série de países europeus, especialmente a Grã-Bretanha, os escandinavos, nossos vizinhos do Báltico, a Polônia, a Romênia e outros Estados, levam o mito sobre a ameaça russa ao nível da histeria", disse ele.

Além disso, Lavrov declarou ainda que Moscou está surpresa com o apoio incondicional que a Alemanha ofereceu à Turquia no que diz respeito à atuação do país na Síria.

"Quanto à Turquia, fomos surpreendidos pelo apoio incondicional a Ancara anunciado pela chanceler alemã, Angela Merkel, durante sua visita (à Turquia)", disse o ministro russo.

De acordo com ele, “toda a culpa pelo que está acontecendo [na Síria] foi posta sobre a Rússia porque seus ataques aéreos supostamente aumentam os fluxos migratórios”, mas “nada foi dito, ao menos em público, sobre fatos óbvios, tais como o de que a ameaça terrorista na Síria está sendo alimentada por contrabando através da fronteira turca em ambas as direções”.

Segundo o chefe da dilpomacia russa, entretanto, a remoção dos curdos das negociações sobre a resolução da crise na Síria demonstra uma posição arrogante da Turquia que não é compartilhada por ninguém.

"O fato de que eles [os curdos] são removidos das conversações sírias é uma posição tão excepcionalmente arrogante da Turquia que ninguém compartilha", disse Lavrov.


Postar um comentário