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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Momento decisivo : curdos libertam Tel Rifaat e aproximam-se das posições do Daesh

As tropas das Forças Democráticas da Síria, que incluem as Unidades de Proteção Popular curdas (YPG) continuam a sua ofensiva no norte da província síria de Aleppo e pretendem enfrentar todos os grupos terroristas na região.


Sputnik


O comandante de uma unidade das Forças Democráticas da Síria na área de Azaz Ebu Omer disse, em uma entrevista à Sputnik, que as tropas curdas conseguiram tomar o controle da povoação de Tel Rifaat, um ponto estratégico importante localizado perto da fronteira turca, no norte da província de Aleppo, a seis quilômetros da cidade de Azaz. Este passo aproximou as Forças Democráticas da Síria da libertação desta cidade. 


Um soldado da YPG perto de el-Hasakeh, não longe da fronteira entre Síria e Iraque, em novembro
Soldado do YPG © AFP 2016/ DELIL SOULEIMAN

“Libertamos a povoação de Tel Rifaat dos militantes do Ahrar al-Sham e da Frente al-Nusra. Neste momento realizamos trabalhos de reconstrução na povoação e patrulhamos o território vizinho. Tel Refaat é um ponto estrategicamente importante. Agora vamos enfrentar o Daesh porque, após a libertação da povoação, nos aproximamos de perto das fronteiras dos territórios controlados pelos militantes do Daesh – a aldeia curda de Ahras. Pretendemos lutar contra todos os grupos terroristas na região”.

“Ajuda” turca


As forças curdas já tinham denunciado anteriormente os ataques da artilharia turca contra as suas posições. Omer também se queixou das ações hostis de Ancara:

“A Turquia efetua permanentemente golpes contra os territórios controlados por nós. Hoje foi alvejada a aldeia de Endekyi, que nós tínhamos libertado ontem. Na sequência do ataque das Forças Armadas turcas, foram feridos dois dos nossos soldados e dois civis”.

A Síria está em estado de guerra civil desde 2011. O governo do país luta contra fações de oposição e contra grupos islamistas radicais como o Daesh (também conhecido como “Estado Islâmico”) e a Frente al-Nusra.

O grupo terrorista Daesh (proibido na Rússia e reconhecido como terrorista pelo Brasil) autoproclamou-se "califado mundial" em 29 de junho de 2014, tornando-se imediatamente uma ameaça explícita à comunidade internacional e sendo reconhecida como a ameaça principal por vários países e organismos internacionais. Porém, o grupo terrorista tem suas origens ainda em 1999, quando um jihadista da tendência salafita, o jordaniano Abu Musab al-Zarqawi, fundou o grupo Jamaat al-Tawhid wal-Jihad. Depois da invasão norte-americana no Iraque em 2003, esta organização começou a fortalecer-se, até transformar-se, em 2006, no Estado Islâmico do Iraque. A ameaça representada por esta entidade foi reconhecida pelos serviços secretos dos EUA ainda naquela altura, mas reconhecida secretamente, e nada foi feito para contê-la. Como resultado, surgiu em 2013 o Estado Islâmico do Iraque e do Levante, que agora abrange territórios no Iraque e na Síria, mantendo a instabilidade e fomentando conflitos.

Não há uma frente unida de combate contra o Daesh: contra o grupo lutam as forças governamentais da Síria (com apoio da aviação russa) e do Iraque, a coalizão internacional liderada pelos EUA (limitando-se a ataques aéreos), assim como milícias xiitas libanesas e iraquianas. Uma das forças mais eficazes que combatem o Daesh são as milícias curdas, tanto no Curdistão iraquiano, como no Curdistão sírio.


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