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Especialistas: aumenta o risco de guerra entre os EUA, a Rússia e a China

O desenvolvimento de novos tipos de armas nucleares de "baixa potência" aumenta o risco de uma guerra entre os EUA, a Rússia e a China, segundo especialistas consultados por Newsweek.
Sputnik

O Pentágono está desenvolvendo dois novos tipos de armas nucleares, para acompanhar os progressos da Rússia e da China nesse terreno. Os especialistas tiveram acesso às minutas do projeto de doutrina nuclear norte-americana, que acusa Moscou e Pequim de ampliar as suas capacidades nucleares. 


Esse documento afirma a necessidade de "desenvolver e incorporar novos meios de contenção e de defesa dos objetivos, quando a contenção não funciona".

Entre outras medidas, o projeto revela a intenção de desenvolver ogivas nucleares de baixa potência para mísseis Trident, utilizados por submarinos da classe Ohio. Além disso, o departamento de Defesa dos EUA planeja desenvolver um míssil nuclear de baixa potência para suas bases marítimas.

O Pentágono considera o atual arsenal nuclear a disposi…

Presença de Daesh na Líbia é legado da OTAN

A tomada da cidade de Sirte por radicais islâmicos é um "resultado da intervenção da OTAN em 2011" na Líbia, disse à agência Sputnik, o jornalista e acadêmico líbio, Mustafa Fetouri.


Sputnik 


Estima-se que 4.000 combatentes do Daesh (Estado Islâmico) controlam este distrito no leste da Líbia, estrategicamente localizado na costa do Mediterrâneo e a poucos quilômetros da exploração de petróleo. 


Rebelde em frente à refinaria de petróleo, após captura pelas forças opositoras ao governo da cidade de Ras Lanouf, no Leste da Líbia
Rebelde em frente a refinaria de petróleo no leste da Líbia © AP Photo/ Hussein Malla

Fetouri chega a prever um novo ataque aéreo por parte do Ocidente para "proteger-se de uma ameaça tão próxima à Europa".

"Mas a intervenção não vai resolver nada", acrescenta.

"Não há nenhuma maneira de derrotar o Daesh com bombardeios em Sirte, eles não estabeleceram uma sede, campos de treinamento e depósitos de armas estão espalhadas entre a população local e as bombas matam civis", disse o analista em uma entrevista por telefone de Tripoli.

Muitos combatentes fugiram da Síria e, de acordo com o jornalista líbio, a maioria é composta por estrangeiros da Tunísia, Argélia, Mali, Chade e Níger.

O especialista acredita que as pessoas em Sirte, predominantemente os muçulmanos sunitas, poderia expulsar os islamitas de sua região, se "tiverem a confiança de que receberão proteção internacional".

Pelo contrário, como frisou, os líbios "se sentem abandonados" cinco anos após a revolta no país e os ataques aéreos subsequentes por parte do Reino Unido, França e Estados Unidos.

"Qualquer intervenção militar é errada e, no caso da Líbia, ocorreu sem conhecer bem o país e sem um plano para o dia após a ofensiva", observou o acadêmico.

Fetouri denunciou as "mentiras" que serviram de justificação humanitária para entrar no conflito da Líbia em 2011, quando o "principal objetivo era derrubar o Gaddafi".

Desde então, o país está fragmentado, com as milícias controlando o oeste em torno de Trípoli e extremistas do Daesh aumentam o seu poder em uma zona no leste, enquanto prosseguem as negociações da ONU para formar um governo estável de unidade nacional.



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