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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Presença de Daesh na Líbia é legado da OTAN

A tomada da cidade de Sirte por radicais islâmicos é um "resultado da intervenção da OTAN em 2011" na Líbia, disse à agência Sputnik, o jornalista e acadêmico líbio, Mustafa Fetouri.


Sputnik 


Estima-se que 4.000 combatentes do Daesh (Estado Islâmico) controlam este distrito no leste da Líbia, estrategicamente localizado na costa do Mediterrâneo e a poucos quilômetros da exploração de petróleo. 


Rebelde em frente à refinaria de petróleo, após captura pelas forças opositoras ao governo da cidade de Ras Lanouf, no Leste da Líbia
Rebelde em frente a refinaria de petróleo no leste da Líbia © AP Photo/ Hussein Malla

Fetouri chega a prever um novo ataque aéreo por parte do Ocidente para "proteger-se de uma ameaça tão próxima à Europa".

"Mas a intervenção não vai resolver nada", acrescenta.

"Não há nenhuma maneira de derrotar o Daesh com bombardeios em Sirte, eles não estabeleceram uma sede, campos de treinamento e depósitos de armas estão espalhadas entre a população local e as bombas matam civis", disse o analista em uma entrevista por telefone de Tripoli.

Muitos combatentes fugiram da Síria e, de acordo com o jornalista líbio, a maioria é composta por estrangeiros da Tunísia, Argélia, Mali, Chade e Níger.

O especialista acredita que as pessoas em Sirte, predominantemente os muçulmanos sunitas, poderia expulsar os islamitas de sua região, se "tiverem a confiança de que receberão proteção internacional".

Pelo contrário, como frisou, os líbios "se sentem abandonados" cinco anos após a revolta no país e os ataques aéreos subsequentes por parte do Reino Unido, França e Estados Unidos.

"Qualquer intervenção militar é errada e, no caso da Líbia, ocorreu sem conhecer bem o país e sem um plano para o dia após a ofensiva", observou o acadêmico.

Fetouri denunciou as "mentiras" que serviram de justificação humanitária para entrar no conflito da Líbia em 2011, quando o "principal objetivo era derrubar o Gaddafi".

Desde então, o país está fragmentado, com as milícias controlando o oeste em torno de Trípoli e extremistas do Daesh aumentam o seu poder em uma zona no leste, enquanto prosseguem as negociações da ONU para formar um governo estável de unidade nacional.



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