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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

Rússia será principal fornecedor para os Mistral do Egito

Após quebra de contrato com Paris, Moscou entrará com equipamentos projetados especialmente para os navios de assalto Mistral. Entrega é estimada para metade do ano.


Ekaterina Zguirôvskaia | Gazeta Russa

A Rússia será o principal fornecedor de equipamentos adicionais para os dois navios de assalto Mistral do Egito, construídos pela França por encomenda da Rússia, porém nunca entregues por razões políticas. O anúncio foi feito pelo embaixador russo no Egito, Serguêi Kirpitchenko. 


Acordo com a Rússia será definido após recebimento dos Mistral pelo Egito | Foto:Reuters

“Há um entendimento de que o equipamento desses navios de guerra deve ser, em sua maioria, fornecido pela parte russa. A questão dos helicópteros tem sido discutida”, disse Kirpitchenko à agência RIA Nôvosti.

Mais cedo, o chefe da administração do Kremlin, Serguêi Ivanov, já havia declarado que a ideia era fornecer os elementos sem os quais “os Mistral, sinto dizer, são apenas ‘latas flutuantes’”.

A negociação entre Rússia e Egito para o fornecimento de equipamentos e helicópteros de bordo Ka-52K, construídos especialmente para uso no Mistral, vinha se arrastando desde outubro de 2015, quando foi assinado o contrato entre a francesa DCNS e o Ministério da Defesa do Egito.

Os dois porta-helicópteros partirão dos estaleiros franceses da STX, em Saint-Nazaire, rumo ao seu novo porto, no Egito, no verão de 2016, segundo informações da DCNS.

O envio deve ser realizado após a formação dos marinheiros, cuja conclusão é prevista para o primeiro semestre do ano. Em breve, os Mistral receberão o primeiro pequeno grupo de marinheiros egípcios para realização de uma ação de formação.

Os generais egípcios teriam exigido que seus marinheiros fizessem exatamente o mesmo programa de formação que os russos, revelou uma fonte ao jornal Gazeta.ru.

Acordo original

O acordo de 1,2 bilhões de euros para a construção dos dois Mistral, o Vladivostok e o Sevastopol, foi assinado entre Moscou e Paris em 2011.

A transferência do primeiro porta-helicópteros, o Vladivostok, deveria ter acontecido no segundo semestre de 2014. Porém, o presidente francês François Hollande decidiu suspender a entrega dos navios à Rússia devido aos acontecimentos no sudeste da Ucrânia.

O acordo entre Paris e Moscou foi oficialmente anulado em agosto de 2015. Os pagamentos resultantes da rescisão do contrato totalizaram aproximadamente 950 milhões de euros.

A revenda dos Mistral, também avaliada em 950 milhões de euros, teve de passar pela aprovação da Rússia. Antes de transferir os navios para novos proprietários, foi estipulada a remoção de todos os equipamentos russos, em particular, os sistemas de comunicação.

Treinamento (e lazer)

Em entrevista ao Gazeta.ru, um marinheiro russo que participou como membro da tripulação de um dos porta-helicópteros ainda em 2014 elogiou o programa de treinamento do Mistral.

As duas tripulações russas chegaram a Saint-Nazaire, em junho de 2014, a bordo do navio de treinamento Smolni e só voltaram para casa em 30 de dezembro.

A carga de treinamento, segundo ele, era definida “pelo princípio francês”, isto é, um dia de trabalho e três de descanso.

Além do programa, os franceses também organizavam atividades de lazer, e todo final de semana eram programadas excursões de grupos com 40 a 60 pessoas.

“Visitamos diferentes cidades, castelos, vinícolas. Todo mundo ficou encantado. Os franceses queriam muito que a gente ficasse com esses navios. Os professores que nos davam classes, até mesmo os representantes militares diziam: ‘esperamos entregá-los a vocês’”, conta.

“O povo de Saint-Nazaire também ficou triste quando viemos embora – fomos muito bem tratados lá.”


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