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Por que negociações entre Washington e Pyongyang estão condenadas ao fracasso?

Em vez de proferir mais ameaças, a administração Trump deve mostrar que é um parceiro de negociação confiável, escreve o The National Interest, acrescentando que é importante enviar sinais claros agora.
Sputnik

O presidente norte-americano Donald Trump continua tratando a sua administração como uma brigada de salvamento para a diplomacia internacional, mas os norte-coreanos não são estúpidos e não confiam em promessas, afirma o autor do The National Interest Doug Bandow no seu recente artigo.


"O desmantelamento nuclear da Líbia, em muito forçado pelos EUA no passado, se revelou um modo de agressão por meio da qual os norte-americanos convenceram os líbios com tais palavras doces como 'garantia de segurança' e 'melhoramento das relações' para desarmar o país e depois destruí-lo pela força", conforme notou o Ministério das Relações Exteriores da Coreia do Norte, acrescentando que os norte-coreanos percebem as intenções dos EUA.

O autor, lembrando o caso da Líbia, …

Rússia será principal fornecedor para os Mistral do Egito

Após quebra de contrato com Paris, Moscou entrará com equipamentos projetados especialmente para os navios de assalto Mistral. Entrega é estimada para metade do ano.


Ekaterina Zguirôvskaia | Gazeta Russa

A Rússia será o principal fornecedor de equipamentos adicionais para os dois navios de assalto Mistral do Egito, construídos pela França por encomenda da Rússia, porém nunca entregues por razões políticas. O anúncio foi feito pelo embaixador russo no Egito, Serguêi Kirpitchenko. 


Acordo com a Rússia será definido após recebimento dos Mistral pelo Egito | Foto:Reuters

“Há um entendimento de que o equipamento desses navios de guerra deve ser, em sua maioria, fornecido pela parte russa. A questão dos helicópteros tem sido discutida”, disse Kirpitchenko à agência RIA Nôvosti.

Mais cedo, o chefe da administração do Kremlin, Serguêi Ivanov, já havia declarado que a ideia era fornecer os elementos sem os quais “os Mistral, sinto dizer, são apenas ‘latas flutuantes’”.

A negociação entre Rússia e Egito para o fornecimento de equipamentos e helicópteros de bordo Ka-52K, construídos especialmente para uso no Mistral, vinha se arrastando desde outubro de 2015, quando foi assinado o contrato entre a francesa DCNS e o Ministério da Defesa do Egito.

Os dois porta-helicópteros partirão dos estaleiros franceses da STX, em Saint-Nazaire, rumo ao seu novo porto, no Egito, no verão de 2016, segundo informações da DCNS.

O envio deve ser realizado após a formação dos marinheiros, cuja conclusão é prevista para o primeiro semestre do ano. Em breve, os Mistral receberão o primeiro pequeno grupo de marinheiros egípcios para realização de uma ação de formação.

Os generais egípcios teriam exigido que seus marinheiros fizessem exatamente o mesmo programa de formação que os russos, revelou uma fonte ao jornal Gazeta.ru.

Acordo original

O acordo de 1,2 bilhões de euros para a construção dos dois Mistral, o Vladivostok e o Sevastopol, foi assinado entre Moscou e Paris em 2011.

A transferência do primeiro porta-helicópteros, o Vladivostok, deveria ter acontecido no segundo semestre de 2014. Porém, o presidente francês François Hollande decidiu suspender a entrega dos navios à Rússia devido aos acontecimentos no sudeste da Ucrânia.

O acordo entre Paris e Moscou foi oficialmente anulado em agosto de 2015. Os pagamentos resultantes da rescisão do contrato totalizaram aproximadamente 950 milhões de euros.

A revenda dos Mistral, também avaliada em 950 milhões de euros, teve de passar pela aprovação da Rússia. Antes de transferir os navios para novos proprietários, foi estipulada a remoção de todos os equipamentos russos, em particular, os sistemas de comunicação.

Treinamento (e lazer)

Em entrevista ao Gazeta.ru, um marinheiro russo que participou como membro da tripulação de um dos porta-helicópteros ainda em 2014 elogiou o programa de treinamento do Mistral.

As duas tripulações russas chegaram a Saint-Nazaire, em junho de 2014, a bordo do navio de treinamento Smolni e só voltaram para casa em 30 de dezembro.

A carga de treinamento, segundo ele, era definida “pelo princípio francês”, isto é, um dia de trabalho e três de descanso.

Além do programa, os franceses também organizavam atividades de lazer, e todo final de semana eram programadas excursões de grupos com 40 a 60 pessoas.

“Visitamos diferentes cidades, castelos, vinícolas. Todo mundo ficou encantado. Os franceses queriam muito que a gente ficasse com esses navios. Os professores que nos davam classes, até mesmo os representantes militares diziam: ‘esperamos entregá-los a vocês’”, conta.

“O povo de Saint-Nazaire também ficou triste quando viemos embora – fomos muito bem tratados lá.”


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