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Militares dos EUA prometem responder a possível ataque turco contra cidade síria de Manbij

Os militares norte-americanos prometeram responder a qualquer ataque contra a cidade síria de Manbij à luz de uma possível operação turca na área, afirmou o comandante do Conselho Militar de Manbij, que faz parte das Forças Democráticas da Síria (FDS), Ebu Adil.
Sputnik

Em entrevista à Sputnik Turquia, Ebu Adil comentou a resposta dos EUA às preocupações expressas pelos representantes do Conselho Militar de Manbij devido a um possível ataque contra a cidade síria por parte de Ancara.


"Há dois anos, em conjunto com as forças da coalizão liderada pelos EUA, nós limpamos Manbij do Daesh [organização terrorista proibida na Rússia e em vários outros países]. Desde então, na cidade se encontram forças da coalizão. Algum tempo atrás, nós falamos com os militares norte-americanos sobre um possível ataque da Turquia contra Manbij. Os militares dos EUA prometeram responder a qualquer ataque contra a cidade, de onde quer que ele provenha", afirmou o comandante do conselho.

Além disso, ele …

Turquia prende líder do Segundo Exército após tentativa de golpe

General Adem Huduti é o oficial mais graduado a ser apreendido até agora.
Tentativa de golpe na Turquia deixou 265 mortos, entre civis e militares.


Reuters


As autoridades turcas detiveram neste sábado (16) o comandante do Segundo Exército, relacionado à tentativa de golpe militar, de acordo com a agência de notícias Anadolu. O confronto entre parte da população e as Forças Armadas deixou 265 mortos - 161 civis e 104 militares contrários ao governo.

O general Adem Huduti é o oficial mais graduado a ser apreendido até o momento. O Segundo Exército, com sede em Malatya, protege as fronteiras da Turquia com a Síria, o Iraque e o Irã.


Bombardeio causou destruição no Parlamento da Turquia (Foto: Burhan Ozbilici/AP)
Bombardeio causou destruição no Parlamento da Turquia (Foto: Burhan Ozbilici/AP)

Mudanças no Exército

 
Outras reformulações também foram feitas pelo presidente. Erdogan já planejava, há muito tempo, afastar alguns militares do poder, segundo fontes. Após a tentativa de golpe, o presidente turco demitiu 5 generais, 29 coronéis e substituiu o chefe maior das Forças Armadas, capturado por militares rebeldes.

Embora a lei do país não preveja este tipo de punição, já se fala em pena de morte para os apoiadores do golpe.

Na noite em que tentaram derrubar o governo, militares de baixo e médio escalão bloquearam portos e pontes e usaram aviões de guerra para sobrevoar a cidade de Ancara. Sedes do veículo jornalístico CNN foram invadidas por homens armados. Um helicóptero atirava em pessoas comuns.

Durante a tentativa de golpe, o presidente Erdogan gravou um vídeo em que pedia apoio da população para conter o avanço dos militares. Enquanto isso, sobrevoava o país em um avião. Parte do povo acatou a ordem e saiu às ruas para defender o governo, enfrentando os militares. Tanques foram tomados pela multidão, que retirava à força os membros das Forças Armadas de seus blindados.

Após o confronto, que deixou mais de 1.400 feridos e 2.800 presos, alguns militares se renderam e pediram asilo político. Nesta manhã (16), ainda havia explosões e sinais de confronto no país.

Estrutura do Exército

 
Com 510.600 ativos, o Exército turco é o segundo em termos de efetivos da Otan, atrás apenas do Exército dos Estados Unidos, e é considerado uma das forças mais bem treinadas do mundo. Na sexta-feira à noite, militares rebeldes tentaram aplicar um golpe de Estado, mas que acabou sendo frustrado.

As Forças Armadas turcas reúnem 402.000 homens no Exército (77.000 profissionais e 325.000 recrutas), cerca de 48.600 na Marinha (14.100 e 34.500) e 60.100 na Aeronáutica (28.600 e 31.500), de acordo com o relatório 2016 do Instituto de reflexão estratégica IISS, com sede em Londres.

A esta capacidade, é possível somar mais de 102.200 membros da Guarda Nacional, de acordo com dados de 2015.

Além disso, a Turquia conta com 378.700 reservistas nos três corpos das suas Forças Armadas.

Depois de um período de constante declínio, o número de militares, que somavam mais de 800.000 ativos em 1985, estabilizou-se nos últimos anos.

Desde a chegada ao poder do presidente turco Recep Tayyip Erdogan, a hierarquia militar foi purgada várias vezes.

O Exército deste país estratégico da Otan, que conta com 80 milhões de habitantes, já realizou três golpes de Estado (1960, 1971, 1980) e forçou um governo de inspiração islâmica a deixar, sem derramamento de sangue, o poder em 1997.

Neste sábado de manhã, o general Ümit Dündar, chefe interino do Exército turco, anunciou que o golpe militar havia sido "frustrado". Ele acrescentou que 104 golpistas foram mortos e 1.563 militares tinham sido presos.

Em termos de equipamentos, as Forças Armadas turcas estão bem equipadas para consolidar a sua defesa territorial, particularmente contra a ameaça dos separatistas curdos.

A Turquia também está participando na coalizão internacional contra os extremistas do grupo Estado Islâmico.

Parte de seu arsenal, no entanto, é considerada pelos especialistas como antiquada, mesmo que, de acordo com o instituto IHS Jane's, com sede em Londres, tenha feito progressos significativos desde o início de 1990.

De acordo com o IISS, a força aérea dispõe de 364 aviões de combate, em sua grande maioria modelos Falcon F-16 e os antigos Phantom F-4.

Quanto à Marinha, ela tem boas capacidades em termos de combate a submarinos e de guerra de superfície, de acordo com especialistas. Ela dispõe de 13 submarinos, 18 fragatas e seis corvetas.


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