Pular para o conteúdo principal

Postagem em destaque

EUA criticam bombardeiros russos na Venezuela: "Nós mandamos navio-hospital"

O coronel Robert Manning, porta-voz do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, criticou com veemência nesta segunda-feira o envio de bombardeiros russos à Venezuela e citou o envio de navio-hospital à região como exemplo do compromisso de Washington com a região.
EFE

Washington - "O enfoque dos EUA sobre a região difere do enfoque da Rússia. No meio da tragédia, a Rússia envia bombardeiros à Venezuela e nós mandamos um navio-hospital", declarou Manning durante uma entrevista coletiva realizada hoje no Pentágono.


O militar se referia com estas palavras ao USNS Comfort, que partiu em meados de outubro rumo à América Central e à América do Sul para oferecer ajuda sanitária aos milhares de refugiados venezuelanos amparados por diversos países da região.

"Enquanto nós oferecemos ajuda humanitária, a Rússia envia bombardeiros", lamentou Manning em referência ao envio uma esquadrilha de aviões russos, incluindo dois bombardeiros estratégicos T-160, capazes de carregar bomb…

Filipinas ameaçam 'confronto sangrento' com Pequim no Mar do Sul da China

O bombástico presidente filipino Rodrigo Duterte aumentou as tensões no Mar do Sul da China, sabendo que os EUA têm a obrigação estabelecida por um tratado de defender as Filipinas em caso de guerra com a China.


Sputnik


Duterte, conhecido como o "Donald Trump do Pacífico", acirrou o tom da retórica esta semana, ameaçando acender um fósforo sobre o barril de pólvora do Mar do Sul da China com uma "confrontação sangrenta" contra qualquer país que viole a soberania de Manila e sugerindo que ele "surraria alegremente" qualquer parte que tente assumir o controle do disputado recife de Huangyan (Scarborough, em inglês). 


Presidente das Filipinas, Rodrigo Duterte
Presidente das Filipinas Rodrigo Duterte © REUTERS/ Romeo Ranoco


As ameaças do líder filipino se acrescentam a outras declarações polêmicas feitas no início desta semana sobre o país sair da Organização das Nações Unidas, caso a comunidade internacional continue a reclamar sobre sua agressiva "guerra às drogas", que já deixou mais de 1.900 mortos nos últimos 8 semanas. 

Duterte também se referiu ao secretário de Estado dos EUA, John Kerry, como "louco", enquanto ria dizendo que deveria ter insultado mais o chefe da diplomacia norte-americana para que os EUA dessem ainda mais dinheiro para seu país. 

"Eu garanto (para a China), se vocês entrarem aqui, será sangrento, e nós não vamos ceder a eles facilmente. Serão os ossos de nossos soldados, e você pode incluir os meu", disse Duterte à Associated Press, acrescentando que as Filipinas não admitiriam “serem enganadas” por nenhum país. 

As tensões no Mar da China Meridional foram desencadeadas quando as Filipinas unilateralmente apresentaram sua reivindicação às águas e territórios disputados na região perante o tribunal de arbitragem de Haia, a mando dos EUA. 

Em sua decisão, o tribunal invalidou a antiga reivindicação da China pelas águas, através das quais passa cerca de 40% do tráfego mundial de navios de comércio a cada dia, e sobre os territórios locais que servem a um imperativo militar crítico para Pequim. 


A China detém superioridade militar clara sobre as Filipinas, ostentando o maior exército permanente do mundo, com 2,3 milhões de soldados ativos, uma frota naval altamente modernizada, e alguns dos aviões de combate mais sofisticados do mundo. No entanto, as Filipinas têm uma aliança militar de longa data com os EUA, e as tropas americanas são obrigadas a vir em auxílio de seus colegas filipinos caso o país seja atacado pela China, segundo os termos do Tratado de Defesa Mútua assinado em 30 de agosto de 1951. 

A retórica belicosa do líder filipino, portanto, deve manter as autoridades de defesa norte-americanas alertas ao longo dos próximos meses, particularmente com a China já sinalizando a possibilidade de reivindicar o recife de Huangyan nas próximas semanas, a fim de contrariar a decisão desfavorável de Haia. 

Tem sido relatado que o raciocínio entre os altos oficiais militares de Pequim é de que os EUA estarão muito distraídos com a política interna e ficarão reticentes para protestar de forma muito agressiva caso a China se movimente em seus interesses nacionais.

Postar um comentário

NOTÍCIAS MAIS LIDAS

Postagens mais visitadas