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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Marinha segue sem pistas sobre piloto e caça que desapareceram no RJ

Apesar da tecnologia e equipes empregadas, não há vestígios do acidente.

Caso aconteceu na terça-feira (26); aeronaves teriam se chocado no ar.


Gustavo Garcia | G1 Região dos Lagos

A Marinha segue sem pistas sobre o paradeiro do piloto e do caça AF-1 Skyhawk que desapareceram em Saquarema, Região dos Lagos, na última terça-feira (26), após um acidente aéreo durante um treinamento padrão de ataque a alvos de superfície. As buscas pelo militar seguem sem interrupção nesta segunda-feira (1º) por água e por terra, mas de acordo com a Marinha, nenhum vestígio foi encontrado até o momento. O comandante do Corpo de Bombeiros acredita que a mudança na corrente marítima possa facilitar o processo.

Um navio-sonda continua atuando próximo à costa da Praia de Jaconé. Helicópteros estão sobrevoando o mar para tentar encontrar vestígios do caça AF-1 Skyhawk.

Correntes mudaram

 
De acordo com o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Marcos Sarto Bastos, as correntes mudaram desde o dia do acidente e estão mais favoráveis neste momento para que as buscas sejam realizadas. A corporação atua nas buscas pela areia da Praia de Jaconé.

"Na terça-feira que o avião desapareceu, as correntes estavam de sul para leste, que, no caso, levam as coisas para dentro do oceano. Neste momento, estão de leste para sul, e jogam as coisas para fora. Por isso, eu acredito que é mais provável encontrar algo agora", disse.

Apesar da mudança das correntes, no entanto, o coronel reconhece que as chances de encontrar destroços na areia são bem remotas.

"Nós não temos certeza de nada. Mas continuamos com os quadriciclos na areia por via das dúvidas", declarou.

Procedimento interno de investigação foi aberto

 
Um Inquérito Policial Militar foi aberto pela Marinha do Brasil logo após o acidente para apurar as causas do choque entre os dois caças. Segundo a corporação, não há nenhuma conclusão até a manhã desta segunda-feira. O prazo para a apresentação de um parecer é de até 60 dias.

A aeronave que caiu no mar é do modelo AF-1 Skyhawk da Marinha do Brasil. O outro caça envolvido no acidente, do mesmo modelo, voltou com segurança para a Base Aérea Naval de São Pedro da Aldeia, de onde ambos haviam saído.

Navio-sonda


Navio-sonda Vital Inter ajuda na localização do piloto do caça da Marinha (Foto: Reprodução/Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação)
Navio-sonda Vital Inter ajuda na localização do piloto do caça da Marinha (Foto: Reprodução/Ministério da Ciência Tecnologia e Inovação)

 
O Navio de Pesquisa Hidroceanográfico "Vital de Oliveira", da Marinha do Brasil, chegou na tarde de quarta-feira (27) ao litoral de Saquarema. O navio tem 78 metros de comprimento, possui cinco laboratórios e tem capacidade para 130 pessoas.

Entre os equipamentos estão ecobatímetros multifeixe, perfilador de velocidade do som e sonar de varredura lateral. A embarcação pode ser operada remotamente.


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