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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Progresso russo-iraniano : mísseis de cruzeiro e base de Hamadã

A instalação dos bombardeiros russos que participam da operação anti-terrorista na Síria para a base de Hamadã, no Irã, tornou-se um marco nas relações bilaterais que abrirá o caminho para "parceria estratégica" entre Moscou e Teerã, Vladimir Evseev, vice-diretor do Instituo do CEI, escreveu para a agência RIA Novosti.


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Em 16 de agosto, pela primeira vez bombardeiros russos atacaram terroristas na Síria a partir da base iraniana de Hamadã. 


A base aérea de Hamadã no território do Irã
Tupolev Tu-22 M3 na base aérea de Hamadã © AP Photo/ WarfareWW

Esta decisão "terá mais implicações", notou Evseev. Isso não somente terá um impacto positivo sobre a situação na Síria, mas a cooperação entre Rússia e Irã também contribuirá para a estabilidade regional, pois prevenirá os EUA e os seus aliados de lançamento de intervenções militares no Oriente Médio.

Recentemente, as forças sírias conseguiram cercar terroristas em Aleppo, cidade que estava sendo controlada por terroristas desde o fim de julho.

Em 6 de agosto, grupos terroristas conseguiram abrir um corredor estreito no distrito de Ramouseh, em Aleppo, cercando tropas do Exército sírio. As forças sírias conseguiram empurrar para trás os militantes em 9 de agosto, mas os jihadistas receberam grande reforço de armas e munições.

Especialistas acreditam que o destino da Síria está relacionado com o resultado deste combate.

Neste contexto "a Rússia ficou perante uma escolha difícil", sublinhou o analista. O país precisa "aumentar a sua presença militar na Síria por causa da escalada de combates, mas entende que isso também impedirá o diálogo interno sírio e a busca pela paz no país".

É por isso que Moscou decidiu desistir de ideia de instalar mais aviões na base de Hmeymim na Síria e resolveu, em acordo com o Irã, utilizar a base de Hamadã. Outras opções possíveis da Rússia incluem o uso de mísseis de cruzeiro Kalibr-NK a partir do mar Cáspio. O Iraque e o Irã já permitiram à Rússia usar o seu espaço aéreo para realização de ataques.

Além disso, planeja-se que o único porta-aviões russo, Admiral Kuznetsov, chegue ao mar Mediterrâneo em setembro.

Como resultado de tudo isso, "o caso da Rússia e Irã está se movendo mais rapidamente, mudando de simples diálogo estratégico para parceria estratégica", acrescentou.


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