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Especialistas: aumenta o risco de guerra entre os EUA, a Rússia e a China

O desenvolvimento de novos tipos de armas nucleares de "baixa potência" aumenta o risco de uma guerra entre os EUA, a Rússia e a China, segundo especialistas consultados por Newsweek.
Sputnik

O Pentágono está desenvolvendo dois novos tipos de armas nucleares, para acompanhar os progressos da Rússia e da China nesse terreno. Os especialistas tiveram acesso às minutas do projeto de doutrina nuclear norte-americana, que acusa Moscou e Pequim de ampliar as suas capacidades nucleares. 


Esse documento afirma a necessidade de "desenvolver e incorporar novos meios de contenção e de defesa dos objetivos, quando a contenção não funciona".

Entre outras medidas, o projeto revela a intenção de desenvolver ogivas nucleares de baixa potência para mísseis Trident, utilizados por submarinos da classe Ohio. Além disso, o departamento de Defesa dos EUA planeja desenvolver um míssil nuclear de baixa potência para suas bases marítimas.

O Pentágono considera o atual arsenal nuclear a disposi…

Rebeldes sírios afirmam que quebraram cerco em Aleppo

Cerco durava três semanas nos bairros controlados pelos insurgentes.
Mais de 500 insurgentes, jihadistas e forças pró-regime morreram em 7 dias.


France Presse

A coalizão da oposição síria anunciou neste sábado (6) que os rebeldes conseguiram romper o cerco imposto há três semanas pelo regime nos bairros controlados pelos insurgentes na cidade de Aleppo (norte).


Aleppo é controlada por rebeldes desde 2012 (Foto: Reuters/Abdalrhman Ismail)
Aleppo é controlada por rebeldes desde 2012 (Foto: Reuters/Abdalrhman Ismail)

"Os rebeldes romperam o cerco", afirmou, em um tuíte, a coalizão da oposição, estabelecida no exterior.

Um dos principais grupos islamitas envolvido nos combates, Ahrar al Sham, afirmou, por sua parte, no Twitter, que o avanço dos rebeldes abriu o caminho para Aleppo.

Além disso, a nordeste de Aleppo, a coalizão de forças árabes-curdas apoiada por países ocidentais protagonizou uma grande vitória contra os extremistas do Estado Islâmico (EI), ao conquistar seu reduto de Minbej.

Em Aleppo, mais de 500 combatentes - entre insurgentes, jihadistas e forças pró-regime - morreram em uma semana, segundo informou o Observatório Sírio de Direitos Humanos (OSDH).

"Mais de 500 combatentes nas fileiras do regime e nas dos jihadistas e rebeldes islamitas perderam a vida em Aleppo desde domingo", informou a ONG.

"A maioria dos mortos são de insurgentes devido aos bombardeios aéreos", acrescentou a fonte.

Aleppo, a segunda maior cidade do país, está dividida desde 2012 em duas partes: uma sob o controle dos rebeldes, a leste, e outra em mãos do regime, a oeste.

Um novo capítulo?

 
Para conduzir a sua operação em Aleppo, os extremistas fizeram explodir vários carros-bomba e se valeram de ataques suicidas contra o muro ao redor do complexo de escolas militares, abrindo brechas através das quais entraram na área, informou o jornal pró-regime Almasdarnews.

A Frente Fateh al-Sham (ex-Frente al-Nosra, que renunciou aos seus laços com a Al-Qaeda) faz parte do Exército da Conquista. Neste sábado, o grupo anunciou que tinha tomado o controle de duas academias militares e de uma terceira posição militar no mesmo setor.

A televisão oficial síria informou, entretanto, que os combates prosseguiam em três lugares.

"Deus proverá uma vitória gloriosa para nossos combatentes, que vão quebrar o cerco de Aleppo", afirmou em uma mensagem de áudio divulgada em sites extremistas, Abu Mohammad al-Jolani, o líder da Frente Fateh al-Sham. "O resultado da batalha será muito maior do que um levantamento do cerco. Ela vai mudar o equilíbrio de forças e preparar um novo capítulo na guerra", ressalta.

No total, desde 31 de julho, pelo menos 112 civis, entre eles 33 crianças, morreram nos bombardeios em Aleppo, segundo o OSDH.

EI perde Minbej

 
Cerca de 60 km a nordeste de Aleppo, combatentes árabes e curdos reunidos nas Forças Democráticas da Síria (FDS) entraram em Minbej, reduto do Estado Islâmico, com apoio aéreo da coalizão internacional liderada pelos Estados Unidos.

Manbij era a principal rota de abastecimento do EI, entre a fronteira turca e Raqqa, a capital de facto dos extremistas na Síria, situada mais ao leste.

As FDS "controlam Minbej e patrulham o centro da cidade em busca dos últimos extremistas que possam estar escondidos", disse OSDH.

No entanto, o porta-voz do Conselho Militar de Minbej, um membro das FDS, Sherfan Darwish, disse à AFP que suas forças controlavam 90% da cidade, mas que os combates prosseguiam no centro.

Desde sua deflagração em 2011, após a sangrenta repressão a manifestações pacíficas pró-reformas, a guerra na Síria deixou mais de 280.000 mortos e milhões de deslocados.


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