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Venezuela está disposta a 'defender soberania e independência de Nicarágua'

Jorge Arreaza, chanceler da Venezuela, avisou da capital nicaraguense, Manágua, que o presidente Nicolás Maduro está disposto a apoiar a Nicarágua em defesa de sua soberania se for necessário.
Sputnik

"Se [nós] o povo bolivariano, os revolucionários da Venezuela, tivéssemos que vir à Nicarágua para defender a soberania e a independência nicaraguense, e oferecer nosso sangue pela Nicarágua, iríamos como Sandino, até à montanha de Nueva Segovia", expressou Arreaza.

O ministro das Relações Exteriores da Venezuela fez essas declarações durante a comemoração dos 39 anos do triunfo da Revolução Sandinista em Nicarágua, país para o qual viajou em 19 de julho.

O socialismo, enfatizou Arreaza, é o caminho certo, e assegurou que a Venezuela passou por uma situação semelhante da qual a Nicarágua enfrenta desde abril deste ano.

"Caros compatriotas, dizemos-lhes porque vivemos essa mesma experiência que vocês vivem nos últimos meses, nós as chamamos de guarimbas [termo para protesto popu…

Rússia pode romper relações diplomáticas com Ucrânia

Moscou está analisando as possíveis opções de resposta à tentativa da inteligência ucraniana de levar a cabo atos de sabotagem na Crimeia, está sendo discutida a possibilidade de ruptura das relações diplomáticas com Kiev, escreve diário russo Izvestia, citando fontes nos círculos diplomáticos russos.


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Anteriormente, o Serviço de Segurança da Rússia informou ter evitado vários ataques terroristas alegadamente organizados pela Direção Principal de Inteligência do Ministério da Defesa da Ucrânia. Durante a detenção foram mortos dois militares russos. O presidente da Rússia, Vladimir Putin, comentando a morte dos oficiais, disse que "não vamos ficar de braços cruzados perante isto". 


Moscou
Moscou © AFP 2016/ JOEL SAGET

O Izvestia escreve que, em resposta, Moscou pode fechar a embaixada russa em Kiev e retirar todos os diplomatas.

"Uma das opções possíveis de resposta dura pode ser romper as relações diplomáticas. Em Moscou esta opção esta sendo examinada. No entanto, a última palavra é do chefe do Estado, que tomará a decisão com base nos dados recolhidos", disse uma fonte do jornal.

"Quanto ao rompimento de relações diplomáticas, esta é uma prerrogativa do chefe de Estado. Moscou tem que repensar a relação com Kiev devido aos últimos acontecimentos", explicou ao Izvestia o vice-chefe do Comitê Internacional do Conselho da Federação, Vladimir Dzhabarov.

As autoridades ucranianas ainda não confirmaram a candidatura do novo embaixador designado por Moscou, sendo os interesses da Rússia na Ucrânia temporariamente representados por Sergei Toporov.

A Rússia pediu recentemente a acreditação de Mikhail Babichev, que deveria substituir Mikhail Zurabov. Em resposta, a vice-chefe da chancelaria ucraniana Elena Zerkal disse que Kiev não analisou ainda este assunto.

O porta-voz do presidente russo, Dmitry Peskov disse que Moscou ainda propõe a nomeação de um novo embaixador mas, se Kiev está disposto a baixar o nível de relações diplomáticas, é a sua escolha.

Ontem (11) o presidente da Ucrânia, Pyotr Poroshenko, colocou as Forças Armadas em estado de alerta e todas as unidades preparadas para combate nas áreas da fronteira com a Crimeia e na linha de contato em Donbass. Depois, o líder da Ucrânia pediu à sua chancelaria que organizasse uma conversa com Vladimir Putin.



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