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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Analista: se Turquia cruzar a linha vermelha na Síria, poderá desencadear nova guerra

O analista político sírio, Mehmet Yuva, comentou à Sputnik a declaração do líder turco sobre a Síria e a operação Escudo do Eufrates na sessão da Assembleia Geral da ONU, bem como o possível desenvolvimento das relações de Ancara e Moscou sobre a vertente síria. 


Sputnik

O Presidente da Turquia Erdogan, durante a 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, fez uma série de declarações importantes sobre a situação na Síria. Ele, em particular, destacou a intenção das Forças Armadas turcas de continuar a operação Escudo do Eufrates no território sírio e reiterou que a "presença de Assad no poder, impossibilita a resolução do conflito sírio e o estabelecimento da paz no país". 


Veículos blindados turcos enviados para a Síria para lutar contra o grupo terrorista Daesh
Veículos turcos na Síria © Sputnik/ HIKMET DURGUN

Mehmet Yuva, analista político sírio de origem turca e professor da Universidade de Damasco, dividiu sua opinião sobre o assunto com a Sputnik Turca: 

"O principal objetivo da operação Escudo do Eufrates é garantir a segurança de suas áreas de fronteira, bem como a eliminação da região dos insurgentes do Daesh e outras organizações terroristas. A operação é realizada pelas forças de combatentes da oposição do Exército Sírio Livre (FSA), com o apoio do exército turco. É óbvio que a Turquia está empenhada em desempenhar um papel significativo na definição do futuro político da Síria. <...>; Enquanto isso, a Turquia ainda não está demonstrando abertamente o desejo de estabelecer contato com a liderança síria para resolver a crise no país".

Segundo o especialista, esta é uma das principais preocupações da Rússia e Irã, que esperam da parte turca mais ação e contato direto com Damasco. Perante tudo isto, Ancara não pode esquecer que sua presença na Síria foi possível “graças a Moscou”, que não interfere na realização da operação Escudo do Eufrates.

A Rússia sempre insistiu que o exército do governo sírio controle a linha que se estende de Aleppo e Idlib, ao norte de Latakia. Sendo esta, a linha vermelha para a Rússia. E se, supõe Mehmet Yuva, as tropas turcas ultrapassarem a linha, isto pode mudar radicalmente a situação na região, levando ao início de uma "guerra híbrida", ou seja, um conflito direto entre as forças estrangeiras na Síria. Em outras palavras, o começo de uma nova guerra mundial.



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