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Israel prende o governador palestino de Jerusalém

Motivo da detenção foram crimes cometidos na Cisjordânia ocupada, segundo a Organização para a Libertação da Palestina.
France Presse

Israel prendeu o governador palestino de Jerusalém por crimes que teria cometido na Cisjordânia ocupada, que não foram especificados, informou a Organização para a Libertação da Palestina (OLP).

O governador Adnan Gheith foi detido no sábado (20) à noite no bairro palestino de Beit Hanina, em Jerusalém Oriental, ocupada e anexada por Israel. Será apresentado a um tribunal dentro de quatro dias, afirma a OLP em um comunicado.

Para o dirigente da OLP Saeb Erakat, a detenção é "um novo passo contra a presença palestina em Jerusalém" e constitui uma violação da legislação israelense a respeito das instituições palestinas da cidade.

"As ameaças contra dirigentes palestinos, sua detenção, inclusive o 'sequestro' do governador Gheith, são parte de um plano que pretende sufocar todas as bases de uma solução política com dois Estados e com as f…

Analista: se Turquia cruzar a linha vermelha na Síria, poderá desencadear nova guerra

O analista político sírio, Mehmet Yuva, comentou à Sputnik a declaração do líder turco sobre a Síria e a operação Escudo do Eufrates na sessão da Assembleia Geral da ONU, bem como o possível desenvolvimento das relações de Ancara e Moscou sobre a vertente síria. 


Sputnik

O Presidente da Turquia Erdogan, durante a 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, fez uma série de declarações importantes sobre a situação na Síria. Ele, em particular, destacou a intenção das Forças Armadas turcas de continuar a operação Escudo do Eufrates no território sírio e reiterou que a "presença de Assad no poder, impossibilita a resolução do conflito sírio e o estabelecimento da paz no país". 


Veículos blindados turcos enviados para a Síria para lutar contra o grupo terrorista Daesh
Veículos turcos na Síria © Sputnik/ HIKMET DURGUN

Mehmet Yuva, analista político sírio de origem turca e professor da Universidade de Damasco, dividiu sua opinião sobre o assunto com a Sputnik Turca: 

"O principal objetivo da operação Escudo do Eufrates é garantir a segurança de suas áreas de fronteira, bem como a eliminação da região dos insurgentes do Daesh e outras organizações terroristas. A operação é realizada pelas forças de combatentes da oposição do Exército Sírio Livre (FSA), com o apoio do exército turco. É óbvio que a Turquia está empenhada em desempenhar um papel significativo na definição do futuro político da Síria. <...>; Enquanto isso, a Turquia ainda não está demonstrando abertamente o desejo de estabelecer contato com a liderança síria para resolver a crise no país".

Segundo o especialista, esta é uma das principais preocupações da Rússia e Irã, que esperam da parte turca mais ação e contato direto com Damasco. Perante tudo isto, Ancara não pode esquecer que sua presença na Síria foi possível “graças a Moscou”, que não interfere na realização da operação Escudo do Eufrates.

A Rússia sempre insistiu que o exército do governo sírio controle a linha que se estende de Aleppo e Idlib, ao norte de Latakia. Sendo esta, a linha vermelha para a Rússia. E se, supõe Mehmet Yuva, as tropas turcas ultrapassarem a linha, isto pode mudar radicalmente a situação na região, levando ao início de uma "guerra híbrida", ou seja, um conflito direto entre as forças estrangeiras na Síria. Em outras palavras, o começo de uma nova guerra mundial.



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