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Pyongyang: 3 porta-aviões perto da Coreia do Norte são uma ameaça de guerra nuclear

A ONU "fecha os olhos aos exercícios de guerra nuclear dos EUA, que estão empenhados em causar um desastre catastrófico para a humanidade", declarou o embaixador norte-coreano na ONU, Ja Song-nam.
Sputnik

As autoridades norte-coreanas classificaram na segunda (13) o deslocamento sem precedentes de 3 grupos de porta-aviões dos EUA para a zona da península da Coreia como uma "postura de ataque".


O representante norte-coreano permanente na ONU, Ja Song-nam, expressou em uma carta enviada ao secretário-geral da ONU o descontentamento do seu governo com os exercícios militares de Seul, Tóquio e Washington. Estes, segundo o diplomata, estão criando "a pior situação para a península da Coreia e seus arredores".

"Os EUA são os principais responsáveis por escalar as tensões e comprometer a paz", declarou Ja Song-nam.

Além da presença de 3 porta-aviões estadunidenses (Nimitz, Ronald Reagan e Theodore Roosevelt), Washington continua realizando voos de bombarde…

Analista: se Turquia cruzar a linha vermelha na Síria, poderá desencadear nova guerra

O analista político sírio, Mehmet Yuva, comentou à Sputnik a declaração do líder turco sobre a Síria e a operação Escudo do Eufrates na sessão da Assembleia Geral da ONU, bem como o possível desenvolvimento das relações de Ancara e Moscou sobre a vertente síria. 


Sputnik

O Presidente da Turquia Erdogan, durante a 71ª sessão da Assembleia Geral da ONU em Nova York, fez uma série de declarações importantes sobre a situação na Síria. Ele, em particular, destacou a intenção das Forças Armadas turcas de continuar a operação Escudo do Eufrates no território sírio e reiterou que a "presença de Assad no poder, impossibilita a resolução do conflito sírio e o estabelecimento da paz no país". 


Veículos blindados turcos enviados para a Síria para lutar contra o grupo terrorista Daesh
Veículos turcos na Síria © Sputnik/ HIKMET DURGUN

Mehmet Yuva, analista político sírio de origem turca e professor da Universidade de Damasco, dividiu sua opinião sobre o assunto com a Sputnik Turca: 

"O principal objetivo da operação Escudo do Eufrates é garantir a segurança de suas áreas de fronteira, bem como a eliminação da região dos insurgentes do Daesh e outras organizações terroristas. A operação é realizada pelas forças de combatentes da oposição do Exército Sírio Livre (FSA), com o apoio do exército turco. É óbvio que a Turquia está empenhada em desempenhar um papel significativo na definição do futuro político da Síria. <...>; Enquanto isso, a Turquia ainda não está demonstrando abertamente o desejo de estabelecer contato com a liderança síria para resolver a crise no país".

Segundo o especialista, esta é uma das principais preocupações da Rússia e Irã, que esperam da parte turca mais ação e contato direto com Damasco. Perante tudo isto, Ancara não pode esquecer que sua presença na Síria foi possível “graças a Moscou”, que não interfere na realização da operação Escudo do Eufrates.

A Rússia sempre insistiu que o exército do governo sírio controle a linha que se estende de Aleppo e Idlib, ao norte de Latakia. Sendo esta, a linha vermelha para a Rússia. E se, supõe Mehmet Yuva, as tropas turcas ultrapassarem a linha, isto pode mudar radicalmente a situação na região, levando ao início de uma "guerra híbrida", ou seja, um conflito direto entre as forças estrangeiras na Síria. Em outras palavras, o começo de uma nova guerra mundial.



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