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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

Filosofia de dominância dos EUA levou à guerra no Iraque

A intervenção dos EUA no Iraque em 2003 provocou a criação imediata do grupo terrorista Daesh. 


Sputnik

A invasão norte-americana do Iraque em 2003 contribuiu significativamente para a criação do grupo terrorista Daesh, disse à Sputnik Internacional o cineasta Jacques Charmelot. 


Aviões F-18E Super Hornets da Força Aérea dos EUA voando sobre o norte do Iraque
Boeing F-18 Super Hornet da USAF © AFP 2016/ Comando Central da Força Aérea dos EUA


Charmelot, que tinha trabalhado como jornalista na região do Oriente Médio, nos Balcãs e na África é também conhecido por seu filme documental "Iraque, uma verdadeira impostura".

De acordo com ele, a intervenção de Washington no Iraque se baseou num pretexto falso e foi impulsionada pelas ambições financeiras dos seus executantes.

"A intervenção foi certamente um erro para os americanos, que sofreram perdas no Iraque, mas não foi um erro para aqueles que capitalizaram os três ou cinco trilhões de dólares que foram gastos", disse ele. 


Assim, Charmelot aponta o dedo aos neoconservadores. 

"Eles acreditam que o desaparecimento do principal rival (dos EUA) significa que os EUA se tornaram a maior e única potência mundial, e que isso deve ser usado para proteger eficazmente os interesses dos EUA em todo o mundo", disse ele.

Segundo Charmelot, "a filosofia da dominância" dos EUA resultou na guerra prolongada no Oriente Médio.

"No que diz respeito à interferência dos EUA no Iraque, isto contribuiu consideravelmente para a emergência de militares extremistas, que hoje se chamam Daesh e ontem se chamavam al-Qaeda. Estes extremistas irão ser durante muito tempo os atores principais do jogo geopolítico no Oriente Médio", concluiu Jacques Charmelot. 


Entretanto, o secretário da Defesa dos EUA Ashton Carter declarou que Washington está enviando mais 615 soldados para participarem nas operações contra o Daesh no norte do Iraque. No momento, os EUA têm aí cerca de 5 mil militares. 

A cidade de Mossul é a segunda maior cidade do país. Desde o verão de 2014 que a cidade está sob controle dos militantes do Daesh e agora é o centro principal dos terroristas no Iraque. Desde março de 2016, o exército do Iraque e os destacamentos curdos e xiitas, apoiados pela aviação da coalizão internacional, estão realizando uma operação para a liberação da cidade.



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