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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Por que 'é pouco provável' que bombardeio dos EUA contra tropas sírias tenha sido acidente

A série de ataques da coalizão internacional, liderada pelos EUA, contra tropas do governo sírio realizada em 17 de setembro, não podendo ser considerada inesperada, teria sido pelo contrário bem planejada. 


Sputnik

Os ataques deixaram pelo menos 62 militares sírios mortos e cerca de 180 feridos.


Cidade síria de Deir ez-Zor (arquivo)
Cidade de Deir ez-Zor, na Síria © flickr.com/ Jose Javier Martin Espartosa


Tim Anderson, ativista, escritor e professor de Economia Política na Universidade de Sidney, Austrália, durante uma conversa com a Sputnik Internacional, classificou os recentes acontecimentos em Deir ez-Zor como um "massacre", já que acha pouco provável que os bombardeios tenham sido um acidente. Ele mantém essa opinião não obstante as declarações contrárias de Pentágono, que afirma que os ataques não foram planejados.

O especialista se baseia nos fatos que coletou durante observações da situação no local. 


"[Daesh] e o Exército sírio têm estado envolvidos em combates na região por muito tempo. Os EUA nunca intervieram para evitar que o Daesh se expandisse para ocidente, por exemplo quando eles tomaram Palmira no ano passado. Então este é um passo muito inesperado e parece deliberado," notou.

Tim Anderson também opina que os ataques aéreos foram calculados, porque os Estados Unidos "nunca tiveram coragem" de lançar uma operação militar de larga escala na Síria. De fato, é geralmente conhecido que a Casa Branca já por muito tempo propaga a ideia de não-intervenção, de não enviar tropas terrestes para a Síria.

Mesmo a série de ataques do passado fim da semana não parece ter mudado esta posição da administração de Obama.


"Agora que a Síria e os seus aliados estão avançando, não é claro o que os EUA têm na mente. Eu não acho que eles tenham coragem para uma escalação da situação. Eles não têm coragem para começar outra guerra," disse.

Os ataques da coalizão deterioraram também as relações de Washington e Moscou, já pouco fáceis, acham diversos especialistas estrangeiros e russos. Mais do que isso, estes acontecimentos até podem minar ou até mesmo destruir completamente a base para a cooperação russo-americana na Síria.

Não devemos nos esquecer do acordo de cessar-fogo na Síria, recentemente atingido e anunciado após as negociações de chanceleres russo e americano Sergei Lavrov e John Kerry, respectivamente. 


"É verdade que Lavrov e Kerry parecem ter boas relações, não obstante as tensões óbvias, mas é muito difícil ver como você poderia retornar às negociações em tais circunstâncias. Os EUA são estranhos lá. Eles nunca tiveram qualquer base legal para ficar na Síria, fosse qual fosse o seu status. <…> É muito indeterminado o que pode acontecer agora," disse Tim Andersen. 

O general-major Igor Konashenkov, representante oficial do Ministério da Defesa da Rússia, informou que os bombardeios da coalizão foram realizados por dois caças F-16 e dois A10 contra tropas do exército sírio cercadas por jihadistas do Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia). Após os ataques, os terroristas começaram uma ofensiva. Os aviões americanos tinham decolado do território do Iraque.

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