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Ministério das Relações Exteriores russo acusa EUA de ajudar terroristas na Síria

Ao reforçar seu interesse em liquidar o Daesh [organização terrorista proibida na Rússia] da face da Terra, Moscou se mostrou preocupada com o fato de os EUA demonstrarem o contrário através de suas ações, ressalta Sergei Ryabkov, vice-ministro do ministério.
Sputnik

"Apesar de tudo, alguns objetivos políticos e geopolíticos são mais importantes para Washington, o que está declarado no plano de lealdade à luta antiterrorista", disse Ryabkov a jornalistas. Segundo ele, a Rússia espera que Washington prove na prática a sua lealdade à luta contra o terrorismo na Síria.


Além disso, o diplomata chamou a morte do tenente-general Valery Asapov de preço pago pela Rússia pela hipocrisia dos EUA na questão da resolução da crise síria. Asapov, que chefiava o grupo dos conselheiros militares russos, morreu na região de Deir ez-Zor durante bombardeio do Daesh.

Na véspera, o Ministério da Defesa da Rússia publicou fotos aéreas dos bairros a norte de Deir ez-Zor controlados pelos terroristas d…

Turquia vs. curdos sírios: disputa entre dois lados tem um claro vencedor, os EUA

Ao mesmo tempo que dois aliados de Washington no Oriente Médio – a Turquia e os curdos sírios – são adversários na luta contra o Daesh (grupo terrorista proibido na Rússia), os EUA tentam apoiar ambos. 


Sputnik

Mehmet Yegin, especialista e pesquisador das relações turco-americanas, analisou a situação durante uma conversa com a Sputnik Internacional. 


Ofensiva da Turquia na Síria
Tropas turcas na Síria © REUTERS/ Revolutionary Forces of Syria Media Office


Segundo ele, o objetivo principal de Washington é lidar com o Daesh e "quem quer que seja aliado dos EUA, isso não muda o resultado final".

Quem quer que seja — o Partido de União Democrática (RYD, na sigla em curdo) ou Ancara — "isso não muda a equação", acha o entrevistado, se estas forças estão lutando contra o grupo jihadista que continua controlando partes da Síria e Iraque, eles "serão aceitas pelos EUA".

O governo turco considera o RYD como oposição armada e as Unidades de Proteção Popular (YPD em curdo) como organização terrorista. O presidente turco Recep Tayyip Erdogan e os seus apoiantes acusam o RYD de ligações com o Partido dos Trabalhadores do Curdistão (PKK), a organização terrorista que tenta obter mais autonomia da Turquia para o povo curdo.


Mais do que isso, os Estados Unidos parecem se aproveitar da rivalidade entre os turcos e os curdos. 

"É um tipo de disputa entre os dois lados, na qual o vencedor claro é EUA", disse Mehmet Yegin.

Ao mesmo tempo, as relações turco-americanas estão melhorando com o apoio que a operação turca "Escudo de Eufrates" recebeu dos EUA: na semana passada as forças especiais americanas se juntaram às tropas turcas e aos seus aliados rebeldes sírios durante libertação de áreas fronteiriças no norte da Síria, antes ocupadas pelo Daesh.

Na questão curda, a Turquia e os EUA parecem atingir consenso também, notou o especialista:


"Os EUA e a Turquia parecem ter atingido um 'modus vivendi' em relação à questão [dos curdos]… A situação atual que vemos é que os EUA apoiam os esforços turcos, então eu acho que acontecerá certa reaproximação." 

Mehmet Yegin destacou também que os dois lados não pararam a coordenação de esforços mesmo quando as suas relações pioraram, durante a tentativa de golpe de Estado que teve lugar na Turquia em 15 de julho. 

Além disso, o pesquisador nota que existe a possibilidade de uma aliança trilateral — Rússia, Turquia e EUA — com o objetivo conjunto de resolver a atual crise síria.


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