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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Erdogan: 'Mossul pertence à Turquia historicamente'

A cidade de Mossul, um dos últimos bastiões do Daesh (Estado Islâmico) no Iraque, "pertence à Turquia a partir de um ponto de vista histórico", disse neste sábado (22) o presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, segundo informa o jornal Hurriyet. 


Sputnik

"Algumas pessoas ignorantes vêm e dizem: 'O que você poderia ter com relação ao Iraque?' Essas geografias de que falamos hoje fazem parte da nossa alma", disse Erdogan em um discurso citado pela Reuters, acrescentando que, "mesmo que pese sobre os nossos corações, respeitamos as fronteiras geográficas de todos os países".


Presidente da Turquia Recep Tayyip Erdogan durante discurso
Recep Tayyip Erdogan, Presidente da Turquia © AFP 2016/ ADEM ALTAN / AFP


Enquanto isso, relatou-se que Bagdá e Ancara haviam chegado a um entendimento preliminar na sexta-feira (21) sobre a participação da Turquia na ofensiva para retomar Mossul, de acordo com anúncio do chefe do Pentágono, Ashton Carter. Porém, o adido de imprensa do governo iraquiano Saad al-Khudaisi desmentiu essas informações e comunicou à Sputnik Internacional que nenhum entendimento foi alcançado a esse respeito.

No início da semana, o exército iraquiano e as milícias pró-governamentais iniciaram uma ofensiva para libertar a cidade com o apoio da Força Aérea da coalizão antiterrorista liderada pelos Estados Unidos. Segundo a mídia local, cerca de 30 mil soldados iraquianos e 4 mil efetivos das unidades peshmerga participam da operação. 


Mossul já foi parte do Império Otomano e, hoje, é a segunda maior cidade do Iraque, com uma população de mais de 1,3 milhão de pessoas. Ela foi tomada pelos jihadistas do Daesh em junho de 2014.


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