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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Especialista americano destaca alto potencial da Frota russa do Mar Negro

A operação militar na Síria demonstrou a alta capacidade da Frota do Mar Negro, no entanto, alguns navios russos exigem grandes meios financeiros para a sua manutenção, disse o diretor do Instituto de Estudos do Potencial Marítimo-Militar Russo, professor Michael Petersen. 


Sputnik

"Uma das coisas que eu acho muito interessante nas operações da Rússia na Síria é o fato de que a Rússia demonstrou o potencial expedicionário da Frota do Mar Negro. Eu não acho que eles poderiam ter feito isso dez anos atrás, mas agora a intervenção na Síria é realizada utilizando as capacidades da Frota do Mar Negro", disse Michael Petersen à Sputnik Internacional. 


Frota do mar Negro e do mar Cáspio participando dos exercícios militares Kavkaz 2016
Frota do Mar Negro no exercício Kavkaz 2016 Ministério da Defesa da Rússia


De acordo com o especialista, nos últimos anos, a Marinha russa atingiu um progresso significativo na utilização de tecnologias e no treinamento de pessoal.

"Mas eu acredito que a manutenção de algumas plataformas talvez seja muito cara para a Rússia. Para sustentar submarinos de classe Severodvinsk é preciso muito dinheiro, elas [autoridades russas] ainda estão resolvendo os problemas com os mísseis balísticos Bulava com que equipam os submarinos e, além disso, elas têm problemas com os contratos de motores a jato por causa da questão da Ucrânia", acrescentou Petersen.

Petersen também abordou a questão da intensificação da presença russa no Ártico. Segundo ele, os EUA e a OTAN devem acompanhar de perto o aumento das capacidades militares da Rússia na região. 


"A Rússia, do meu ponto de vista, embora alguns não estejam de acordo com isso, no geral segue as regras do jogo no Ártico; eles mostraram um nível de cooperação útil lá… Eu ainda acredito que nós podemos encontrar áreas para a cooperação", acrescentou o especialista.


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