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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Marinha diz que há espaço para novos fornecedores para o Prosub

Indústria de Defesa & Segurança

O Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) da Marinha do Brasil conta com participação de empresas nacionais para a fabricação de peças e a nacionalização dos itens dos submarinos. Segundo o Coordenador-Geral do programa, Almirante Max Hirschfeld, “há com certeza” espaço para novas empresas participarem da rede de fabricantes de equipamentos e sistemas dos submarinos. “Nunca está fechado. Eu estou começando o de propulsão nuclear agora e vai começar todo esse processo (de negociação) com outras empresas, outros equipamentos. No convencional também (haverá novos contratos), evidentemente”, garante. 


A Marinha tem procurado fornecedores e mostrado suas necessidades em encontros empresariais nas federações das indústrias dos estados e na Abimde. (Foto: Divulgação)
A Marinha tem procurado fornecedores e mostrado suas necessidades em encontros empresariais nas federações das indústrias dos estados e na Abimde. (Foto: Divulgação)

A Marinha tem procurado fornecedores e mostrado suas necessidades em encontros empresariais nas federações das indústrias dos estados e na Abimde (Associação Brasileira das Indústrias de Materiais de Defesa e Segurança). Porém, qualquer empresa pode participar do programa. As empresas interessadas em atender as demandas apresentadas pela Força Naval precisam passar também pela aprovação do estaleiro francês DCNS, que é o autor do projeto dos submarinos convencionais modelo Scorpène.

Ainda segundo o coordenador do Prosub, a maioria das empresas da rede do programa são médias e pequenas do interior dos estados do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo, Paraná e Rio de Janeiro. Uma delas é a Micromazza, empresa especializada na fabricação de válvulas de fundo. A fábrica do município de Vila Flores (RS) foi selecionada para a nacionalização do item dos S-BR. Os técnicos da empresa gaúcha receberam as especificações da DCNS na França e, depois, desenvolveram o conteúdo nacional para a fabricação das válvulas na sede no Rio Grande do Sul.

O Almirante Max Hirschfeld conta que a maioria dos itens nacionalizados dos submarinos são de uso dual (civil e militar) e podem ser empregados em outros setores da economia, além da indústria naval. A produção de peças, equipamentos, materiais e sistemas dos submarinos por empresas brasileiras faz parte do pacote de nacionalização previsto nos contratos com a DCNS.

PROSUB

O Prosub (Programa de Desenvolvimento de Submarinos) da Marinha do Brasil foi criado decorrente da Estratégia Nacional de Defesa. O objetivo da produção de cinco submarinos no Brasil – 4 convencionais e um de propulsão nuclear – é a defesa da chamada Amazônia Azul. A Marinha do Brasil conta hoje com cinco submarinos construídos na década de 1980 e 1990 para defesa desse território marítimo. De acordo com a Marinha, à medida que os novos submarinos forem finalizados, os antigos serão aposentados.



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