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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Mísseis Iskander contra Patriot: Polônia está entre EUA e Rússia

A decisão tomada durante a cimeira da OTAN em Varsóvia relativamente à instalação de tropas perto à fronteira da Rússia resultou na instalação de mísseis russos Iskander na região de Kaliningrado.


Sputnik

Caso este tipo de corrida armamentista continue, a Polônia não terá sistemas de mísseis Patriot suficientes para neutralizar os Iskanderes russos. 


Soldado polonês junto às bandeiras da OTAN, Polônia e EUA
Soldado polonês junto das bandeiras dos EUA, Polônia e OTAN © REUTERS/ Kacper Pempel


Na conversa com a Sputnik Polônia o cientista político polonês Kazimierz Kik esclareceu: 

"Se a Polônia continuar realizando uma política, na qual a segurança polonesa se torna refém das relações, ou melhor dizer, da competição entre EUA e Rússia, neste caso a Polônia perderá o controle sobre a garantia da sua própria segurança. Por esta via ela cedê-lo-á a um conflito que está a um nível muito superior: fora do limite das nossas capacidades e fora de controle dos poloneses."

O especialista opinou que os Estados Unidos estão “demonstrando seus músculos” militares ao aproximar a aliança militar para mais perto das fronteiras da Rússia. Nesta situação, destacou, caso a Polônia interfira, só poderá observar, sem poder fazer nada, as capacidades da política externa russa ou até mesmo as de seu exército.

Kik vê uma solução num respeito mais profundo pelos interesses nacionais poloneses:


"Na minha opinião, na direção oriental não existe suficiente unidade na forma de pensar. Quer dizer, não há uma suficiente unidade russo-polaca. Não se trata de nós, poloneses, separadamente nos juntarmos aos russos. A ideia é dividir de forma adequada para nós, e para nossos interesses nacionais, as necessidades de uma Europa em integração".

O especialista admite que na Europa existem diferentes posições relativamente também à OTAN, mas seja como for, é a Polônia que deve decidir por si mesma o seu rumo futuro.

"Por mais que a Polônia peça Patriots e outros sistemas de defesa da OTAN, outros tantos (ou mesmo um pouco mais) Iskanderes aparecerão junto das fronteiras da Polônia", argumentou. 


Cabe lembrar que a seu tempo a França e a Alemanha conseguiram superar suas divergências e em consequência construir uma política única europeia.



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