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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Moscou apresentará protesto se Washington deslocar suas tropas do Iraque para Síria

A Rússia não está de acordo com os planos dos EUA para deslocar forças americanas adicionais, depois de tomar Mossul no Iraque, para conquistar Raqqa, disse à RIA Novosti Igor Morozov, membro do comitê para os assuntos internacionais do Conselho Federação da Rússia. 


Sputnik

A candidata presidencial do Partido Democrata, Hillary Clinton, declarou durante os últimos debates que depois de liberar Mossul dos extremistas do Daesh (grupo terrorista, proibido na Rússia) será necessário liberar a capital terrorista síria de Raqqa. 


Raqqa
Raqqa, Síria © flickr.com/ Beshr Abdulhadi


"A Rússia será completamente contra. Ela irá apresentar um protesto contra a deslocação ilegal de forças americanas sem um pedido oficial das autoridades sírias. Apenas existindo esse convite poderão os EUA deslocar meios aéreos adicionais para a Síria", sublinhou Morozov. 

Ele também frisou que esta alteração de cenário de esforços conjuntos na luta contra terrorismo internacional por parte de Washington contradiz os acordos de Genebra e poderá resultar em "um conflito militar de grande escala".

"Existem os acordos de Genebra para a Síria. Apesar dos americanos se recusarem em colaborar com a Rússia na Síria, os acordos devem continuar vigorando e regulando as ações das forças armadas da Síria, da força aeroespacial da Rússia e das forças da coalizão. Se os americanos começarem de modo unilateral alterando, com as forças da sua coalizão, o cenário dos esforços conjuntos para a destruição do Daesh, isso poderá resultar no conflito de grande escala sobre qual todo mundo fala e que deve ser evitado de todas as formas", disse Morozov.


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