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Japão defende aumento pressão sobre Pyongyang após oferta de dialogo dos EUA

O Japão defendeu nesta quarta-feira que se aumente a pressão sobre a Coreia do Norte, com o objetivo de que esta "mude suas políticas", e reiterou seu apoio total aos Estados Unidos, após a notícia de um possível diálogo bilateral sem condições prévias entre Washington e Pyongyang.
EFE

"Os dois líderes de Japão e Estados Unidos definiram sua política sobre a Coreia do Norte e esta inclui a máxima pressão sobre o país (...) Além disso, a Casa Branca confirmou que não mudou sua postura a respeito", afirmou hoje o ministro porta-voz do governo japonês, Yoshihide Suga.


Durante uma entrevista coletiva, Suga ressaltou "a estreita relação entre Estados Unidos e Japão", depois que o secretário de Estado americano, Rex Tillerson, afirmou que a ameaça da Coreia do Norte é "a mais imediata" e que continuará com a diplomacia "com a esperança de êxito até que caia a primeira bomba".

Neste sentido, Tillerson se pronunciou ontem sobre a possibilidade de …

Operação em Mossul provocará certas dificuldades a Assad e seus aliados

A operação da colisão chefiada pelos EUA provocou mais perguntas do que respostas, tendo em conta que os militantes do Daesh (grupo terrorista, proibido na Rússia) que abandonam a cidade iraquiana de Mossul para Raqqa representam um sério desafio para o Exército de Bashar al-Assad. 


Sputnik

Daniel Byman, analista do Brookings Institution, considera que a operação em Mossul não será nada fácil para a coalizão.


Forças iraquianas em direção a Mossul © AFP 2016/ AHMAD AL-RUBAYE

"Embora os militares norte-americanos estimem que o número de extremistas do Daesh em Mossul seja de apenas entre 3.000 e 4.500, em comparação com as dezenas de milhares de membros das forças da coalizão, e apesar da vantagem do poder aéreo dos EUA, os jihadistas desfrutam de vantagens consideráveis devido à sua posição na cidade", salienta Byman.

O analista explica que os curdos iraquianos começaram a liberar as povoações a leste de Mossul, enquanto as tribos sunitas, as forças iraquianas e as milícias xiitas também participam da ofensiva.


"Esta mistura heterogênea é uma grande parte do problema. Enquanto a ameaça do Daesh se reduz, as fações iraquianas continuam lutando para decidir quem fica com quê. O Daesh tentará se aproveitar desses problemas… As vitórias podem acabar ou pelo menos enfraquecer, e pode ser que o Daesh tente fazer crescer o terrorismo internacional, enquanto cede seu território", diz o especialista. 

Por outro lado, é possível que a intenção dos EUA seja que os terroristas abandonem Mossul se retirando para a Síria para áreas controladas pelo Daesh, diz Salman Rafi Sheikh, analista político da New Eastern Outlook. 

"Se Mossul cair, o 'Exército do Califado' do Daesh pode avançar contra o governo de Assad e seus aliados, em um cenário que certamente irá agradar a Washington." 

Situações semelhantes já foram observadas, ressalta o especialista, lembrando que quando a cidade iraquiana de Fallujah foi retomada pelo exército do Iraque, as forças do Daesh se dirigiram à Síria e recomeçaram sua luta contra o exército sírio.

Anteriormente, o representante do Partido Democrático do Curdistão, Said Mamuzini, disse à Sputnik Turquia que no quadro da ofensiva da coalizão liderada pelos EUA para liberar a cidade de Mossul, no Iraque, será criado um corredor humanitário para que os terroristas fujam para a Síria.

Hoshawi Babakr, membro do Partido Democrático do Curdistão, confirmou à RIA Nóvosti que as milícias curdas poderiam permitir aos combatentes de Daesh abandonar a cidade, para garantir uma vitória conjunta do exército iraquiano e das organizações curdas.


Esta situação é, no entanto, problemática para o exército sírio que "eventualmente se verá forçado a entrar em mais um combate", diz Sheikh. Esta situação pode ser usada pelos EUA para regressarem a solo sírio, de onde foram excluídos pela Rússia, e começarem uma operação militar justificando a "necessidade" de continuar o que foi iniciado em Mossul, opina o especialista.

Enquanto isso, os EUA dão sinais de quererem usar os extremistas contra Assad, razão pela qual não estão dispostos a separar a chamada oposição moderada dos jihadistas ou a aceitar as propostas russas na ONU.


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