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China: 'Relatório do Pentágono distorce nossas intenções estratégicas'

A China rejeita firmemente as conclusões do relatório do Departamento de Defesa dos EUA sobre a situação militar e de segurança no país asiático, disse em comunicado o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Lu Kang.
Sputnik

"Em 17 de agosto, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou o relatório sobre a situação militar e de segurança na China, interpretando mal as intenções estratégicas da China e apresentando a chamada ‘ameaça militar chinesa' […] Os militares chineses expressam sua firme oposição a esse respeito", diz a declaração.

"As alegações do relatório dos EUA são pura especulação", disse Kang, explicando que o programa de modernização do Exército chinês se destina a defender "os interesses da soberania, segurança e desenvolvimento do país" e para "providenciar a paz, estabilidade e prosperidade globais".

O porta-voz do ministério chinês também reiterou a posição firme de seu país em relação a Taiwan, que ele definiu como u…

Posturas antiamericanas crescem na Turquia devido à questão dos curdos sírios

O governo turco tem reiterado por diversas vezes que a cooperação militar entre os militares americanos e as unidades das Forças de Autodefesa Curda da Síria é inaceitável, mas os EUA continuam colaborando com essas unidades.


Sputnik


Oktay Aksoy, ex-chefe da chancelaria do ministro das Relações Exteriores turco, chefe da Direção de Problemas Internacionais do Instituto de Política Externa de Ancara e ex-Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Turquia na Finlândia, Suécia e Jordânia deu uma entrevista exclusiva à Sputnik Turquia, falando sobre as divergências nas posturas turca e norte-americana. 


Militares curdos
Militares curdos © AFP 2016/ Marwan Ibrahim

Ele destaca que "a Turquia ficou sozinha, sem encontrar entendimento por parte dos seus aliados" e, como consequência, no país estão crescendo as atitudes antiamericanas. "Ancara não é capaz de dar uma resposta a Washington, mas denuncia suas ações dirigidas contra a Turquia", ressalta Aksoy. "O governo turco tem informado por diversas vezes os seus colegas norte-americanos que o uso de combatentes curdos na luta contra o grupo terrorista Daesh é inaceitável. Mas os EUA ignoraram o pedido da Turquia", explica o especialista. Segundo ele, as orientações políticas dos dois países divergiram radicalmente e Washington não quer mudar sua linha.


Neste contexto, Aksoy acha necessário que a Turquia "tome determinadas medidas". Mas a dificuldade é que a Turquia "não poderá fazer nada de sério contra os EUA sozinha". Contudo, os EUA poderão perder a Turquia que poderá buscar outras alternativas de cooperação.

Entretanto, o especialista indica que "os interesses de Ancara e de Washington na região nem sempre podem coincidir". "A Turquia, tendo em conta seus próprios interesses, se opôs às ações americanas na Síria e os EUA precisam de pensar sobre isso", frisa. Aksoy lamenta que os EUA tenham perdido um aliado tão importante como Turquia.


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