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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Posturas antiamericanas crescem na Turquia devido à questão dos curdos sírios

O governo turco tem reiterado por diversas vezes que a cooperação militar entre os militares americanos e as unidades das Forças de Autodefesa Curda da Síria é inaceitável, mas os EUA continuam colaborando com essas unidades.


Sputnik


Oktay Aksoy, ex-chefe da chancelaria do ministro das Relações Exteriores turco, chefe da Direção de Problemas Internacionais do Instituto de Política Externa de Ancara e ex-Embaixador Extraordinário e Plenipotenciário da Turquia na Finlândia, Suécia e Jordânia deu uma entrevista exclusiva à Sputnik Turquia, falando sobre as divergências nas posturas turca e norte-americana. 


Militares curdos
Militares curdos © AFP 2016/ Marwan Ibrahim

Ele destaca que "a Turquia ficou sozinha, sem encontrar entendimento por parte dos seus aliados" e, como consequência, no país estão crescendo as atitudes antiamericanas. "Ancara não é capaz de dar uma resposta a Washington, mas denuncia suas ações dirigidas contra a Turquia", ressalta Aksoy. "O governo turco tem informado por diversas vezes os seus colegas norte-americanos que o uso de combatentes curdos na luta contra o grupo terrorista Daesh é inaceitável. Mas os EUA ignoraram o pedido da Turquia", explica o especialista. Segundo ele, as orientações políticas dos dois países divergiram radicalmente e Washington não quer mudar sua linha.


Neste contexto, Aksoy acha necessário que a Turquia "tome determinadas medidas". Mas a dificuldade é que a Turquia "não poderá fazer nada de sério contra os EUA sozinha". Contudo, os EUA poderão perder a Turquia que poderá buscar outras alternativas de cooperação.

Entretanto, o especialista indica que "os interesses de Ancara e de Washington na região nem sempre podem coincidir". "A Turquia, tendo em conta seus próprios interesses, se opôs às ações americanas na Síria e os EUA precisam de pensar sobre isso", frisa. Aksoy lamenta que os EUA tenham perdido um aliado tão importante como Turquia.


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