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Radicais sírios estariam recebendo armamento dos EUA através da fronteira com Jordânia

Enquanto o exército sírio parece estar pronto para uma grande ofensiva na província de Daraa, os grupos radicais que operam na região estariam recebendo grandes remessas de material bélico "Made in USA".
Sputnik

Os grupos militantes que atuam no sul da Síria receberam uma grande quantidade de armas e munições fabricadas nos EUA, incluindo mísseis antitanque TOW, informou a agência de notícias FARS.

De acordo com a FARS, o armamento foi entregue através da fronteira com a Jordânia no âmbito de um novo plano dos EUA para assegurar mais apoio a estes grupos na Síria.

A agência informou também que os grupos militantes na província de Daraa começaram a se preparar para impedir a ofensiva do exército sírio.

No início deste mês, o exército sírio intensificou as ações no sudoeste do país, controlado por radicais, perto da fronteira com a Jordânia e as Colinas de Golã, ocupadas por Israel.

O Ministério da Defesa da Rússia acrescentou que as forças do governo sírio, apoiadas por um grande a…

The Guardian: se fechar céu da Síria o Ocidente enfrentará guerra com Rússia

A Câmara dos Comuns do Reino Unido discute a perspectiva de introdução de uma zona de exclusão aérea sobre Aleppo e tais métodos da regularização da situação síria são apoiados pela candidata à presidência dos EUA Hillary Clinton. 


Sputnik

A ideia de uso da "força no ar" pode parecer atraente para os países ocidentais, mas na Síria esse passo esconde uma ameaça séria, opina o observador do jornal The Guardian Jonathan Steele. 


Aviões F-18E Super Hornets da Força Aérea dos EUA voando sobre o norte do Iraque
F/A-18 Super Hornet da USAF | © AFP 2016/ Comando Central da Força Aérea dos EUA


Em 1991, Londres e Washington criaram com sucesso uma zona de exclusão aérea no norte do Iraque para proteger os curdos, sublinha o jornalista. Ao mesmo tempo, os EUA isolaram Saddam Hussein do apoio internacional tirando-lhe a vontade de se confrontar com os EUA e finalmente o derrotaram no Kuwait.

Na altura o fechamento do céu deu certo porque Saddam não organizou uma resistência séria e nenhum avião da coalizão foi abatido, mas no caso da Síria a situação é diferente.


"A Força Aérea da Síria participa totalmente do jogo e ela não pretende acabar com a campanha de eliminação dos seus adversários em Aleppo. Após três anos de equilíbrio militar, Bashar Assad sente que ganhou vantagem e ele pretende recuperar a maior cidade do país", diz o artigo. 

O que é ainda mais importante, continua o observador, no ar também está ativa a Rússia, assim, a criação de uma zona de exclusão aérea será de fato uma proclamação de guerra tanto contra o regime sírio como contra Moscou. E, ao mesmo tempo, o Ocidente pode até nem contar com um mandato do Conselho de Segurança da ONU. 

Resumindo, Jonathan Steele nomeia três "possibilidades razoáveis" de salvar a população civil da Aleppo e que possam regularizar a situação sem confronto militar entre a Rússia e o Ocidente. Uma deles é a saída voluntária dos terroristas, que usam os habitantes como escudo humano e bloqueiam as saídas da cidade. A outra opção prevê o retorno ao controle total do governo. E a última variante é uma trégua, cuja realização permanece uma tarefa muito difícil no contexto do fracasso dos acordos anteriores entre a Rússia e os EUA.


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