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'Temos armas hipersônicas': Rússia dará resposta à saída dos EUA do Tratado INF, diz Putin

A Rússia não deixará a decisão dos Estados Unidos de retirar-se unilateralmente do tratado de armas nucleares sem resposta, garantiu o presidente russo Vladimir Putin, acrescentando que o país não precisa se unir a outra corrida armamentista.
Sputnik

Moscou ainda está pronta para continuar dialogando com Washington sobre o tratado bilateral que proíbe os mísseis de médio alcance, que se tornou uma das pedras angulares do desarmamento nuclear, disse o líder russo em uma reunião do governo em Sochi. Ainda assim, os EUA devem "tratar esta questão com total responsabilidade", disse o presidente, acrescentando que a decisão de Washington de retirar-se do acordo "não pode e não ficará sem resposta".


Estas não são ameaças vazias, advertiu Putin. Ele disse que a Rússia já havia advertido os EUA contra a saída do tratado ABM que regulamenta os sistemas de mísseis e avisou Washington sobre possíveis retaliações. "Agora, temos armas hipersônicas capazes de penetrar qualquer…

Especialista explica por que T-15 russo é o veículo bélico ideal para guerras atuais

O veículo blindado de infantaria T-15 se difere radicalmente dos seus antecessores e, provavelmente, adequa-se mais aos conflitos no Oriente Médio ou na Europa do que os seus análogos americanos. 


Sputnik

Os especialistas que dão atenção especial para o tanque T-14, acabam ignorando o promissor veículo blindado T-15 com base na mesma plataforma Armata. No entanto, o veículo blindado de infantaria T-15 se difere radicalmente dos seus antecessores e, provavelmente, adequa-se mais aos conflitos no Oriente Médio ou na Europa do que os seus análogos americanos, diz Sebasten Roble, colunista da revista analítica norte-americana The National Interest.


Preparativos do tanque T-15 Armata para a exposição internacional de equipamento militar Russia Arms Expo
T-15 © Sputnik/ Alexey Malgavko

O T-15 combina as características dos dois tipos dos veículos militares – veículos blindados de infantaria e veículos pesados de transporte de pessoal, segundo Roble. A lógica de tal arma é refletida no conceito da obra, que busca se adequar às mudanças das condições de combate: se durante a Guerra Fria, os tanques assumiam a posição de armas dominantes no teatro de guerra europeu devido à capacidade de manobra e rápida locomoção, nas condições atuais (após a Guerra Fria), os exércitos modernos travam combates prolongados no meio urbano (por exemplo, em Beirute, Grozny, Fallujah, Gaza ou em Aleppo), onde os veículos de infantaria ficam vulneráveis, pois não podem receber apoio da infantaria. Além disso, armas modernas antitanque são capazes de destruir quase todos os tanques.

O veículo T-15 é blindado, pesa 49 toneladas e é capaz de atingir aceleração de até 70 km/h, ultrapassando as capacidades do análogo norte-americano Bradley, que pesa cerca de 30 toneladas, de acordo com o autor da publicação. Além disso, o T-15 é armado com um dos mais poderosos sistemas de mísseis antitanque no mundo, o Kornet. 


"Quantos T-15 vão ser produzidos? Eles vão substituir os veículos de infantaria BMP, vão ser utilizados nos regimentos blindados ou vão constituir unidades independentes? <…> Em qualquer caso, o T-15 é inovador, mais bem preparado para competir com armas antitanque pesadas nos conflitos atuais", observa o analista. 

Combates em áreas urbanas, como Aleppo ou Mosul, são a principal preocupação dos estrategistas militares. Os veículos blindados pesados, como o T-15, parecem ser ideais para tais tarefas, conclui o colunista da revista norte-americana The National Interest.

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