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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Estônia receia 'homens verdes' da Rússia - paranoia ou provocação?

Uma nota interna para a Comissão de Segurança do governo estônio avisando sobre uma possível ocorrência do "cenário de Donbass" no nordeste do país, na fronteira com a Rússia, foi vazada para a mídia nacional na quarta-feira (15). Enquanto alguns especialistas chamam isso de "paranoia", outros dizem que pode ser uma provocação deliberada. 


Sputnik

A nota foi vazada um ano depois da sua publicação. 


O documento elaborado pelo conselheiro de defesa psicológica da Estônia e coordenador de comunicações do governo Ilmar Raag avisa sobre a possibilidade de um "cenário de Donbass" e de um "cenário de Irlanda do Norte" no município nordeste de Ida-Viru ou Ida-Virumaa, na fronteira com a Rússia.

Soldados estonianos durante a parada militar em Narva, Estônia, fevereiro de 2015
Soldados estonianos © AFP 2016/ RAIGO PAJULA

A nota de três páginas diz que no caso de um conflito com a Rússia, a Estônia pode perder o controle sobre a região que tem sido russificada há alguns anos.

A nota supõe que 60 mil pessoas de uma população de 150 mil assistiriam o conflito de forma passiva, enquanto cerca de 1,5 mil pessoas poderiam participar de forma ativa do conflito. 


Segundo o cenário de "Irlanda do Norte" a nota afirma que um "confronto ideológico" pode ser provocado por "uma forte rede terrorista local de 200 pessoas apoiada do exterior". 

O documento diz que a crise na região pode ser provocada também pela situação social pouco favorável porque tem um alto nível de desemprego e criminalidade. Os autores destacaram também que os residentes da região são leais à Rússia. 

Estas informações provocaram discussões na mídia local e da Rússia. 

O diretor-geral do Departamento da Polícia e de Guardas-Fronteiriços, Elmar Vaher, disse ao jornal nacional Eesti Ekspress que o seu departamento tem estudado o cenário de "uma invasão pelos pequenos homens verdes".

Raul Rebane, especialista em comunicações estratégicas do Serviço de Segurança Interna da Estônia disse que a nota não está apenas mal fundamentada, mas descreve uma situação de crise potencial que "felizmente não será uma realidade".

O membro do parlamento estônio Andres Ammas disse ao Baltic News Service que a nota pode ser interpretada como o governo vendo os residentes do município de Ida-Virumaa como terroristas potenciais e por isso estar planejando alguma repressão na região. 


Entretanto, o deputado pela região no parlamento, Mikhail Stalnukhin, disse ao jornal online russo Vzglyad que os autores da nota já foram chamados de paranoicos. 

Ele disse que não há condições prévias para repetição do cenário de Donbass na Estônia, mas algumas organizações exploram o cenário da ameaça russa. 

O político afirmou que este vazamento pode ser uma provocação contra os residentes falantes de russo e os políticos pro-russos na Estônia.

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