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Militares norte-americanos acreditam que EUA entrarão em guerra

Quase metade do Exército dos EUA está confiante de que durante o ano de 2019 seu país estará envolvido em um grave conflito armado, de acordo com o Military Times.
Sputnik

Segundo uma pesquisa recente, 46% dos participantes não duvidam que o confronto militar ocorrerá no próximo ano.


A título de comparação, em 2017, apenas 5% dos militares dos EUA esperavam um conflito armado, enquanto 50% descartaram um cenário de guerra e 4% não responderam.

Quanto aos inimigos mais prováveis, os soldados dos EUA mencionaram principalmente a Rússia e a China. Respectivamente, 72% e 69% dos entrevistados escolheram esses dois países.

Além disso, cerca de 57% estão preocupados com a presença de extremistas islâmicos nos Estados Unidos. Em particular, 48% destacaram uma possível ameaça por parte dos grupos terroristas Daesh e Al Qaeda (proibidos na Rússia e em outros países).

Governo sírio e Rússia voltam a bombardear Aleppo e Idleb

Hospital infantil e banco de sangue foram alvos de bombardeio nesta quarta.
Ao menos 21 pessoas morreram e 50 ficaram feridas.


Do G1, em São Paulo
 
Ao menos 21 pessoas, entre elas quatro crianças, morreram em um ataque do regime sírio na região no leste da cidade de Aleppo, no norte da Síria, nesta quarta-feira (16). De acordo com a CNN, o bombardeio atingiu hospitais e um banco de sangue. 


Moradores checam imóveis no vilarejo de Kfar Jales, nos arredores de Idlib. Região foi alvo de ataques aéreos nesta quarta-feira (16) (Foto: Omar haj kadour / AFP)
Moradores checam imóveis no vilarejo de Kfar Jales, nos arredores de Idlib. Região foi alvo de ataques aéreos nesta quarta-feira (16) (Foto: Omar haj kadour / AFP)

Um hospital infantil, o Al-Bayan e o banco de sangue foram atingidos no bairro de Al-Shaar, segundo relato feito pela Associação Médica Americana da Síria (SAMS). Edifícios nas proximidades ficaram completamente destruídos. Pelo menos 50 outros foram feridos, afirmou o grupo ativista Aleppo Media Center.

O diretor do Hospital Infantil afirmou que os funcionários tentaram proteger os pacientes se escondendo no subsolo. “É um dia horrível para o Hospital das Crianças. Eu, meu pessoal e todos os pacientes estamos sentados em um quarto no subsolo. Tentamos proteger nossos pacientes", disse Hatem, que é pediatra, em um comunicado.

Eles aguardam para deixar o local porque aviões ainda sobrevoam a região. “Rezem pela gente, por favor”, afirmou.

O diretor da unidade do Hospital Cirúrgico Al Bayan, Mahmoud Rahim Abu Bakr, afirmou à agência Efe que a unidade foi alvo de bombardeios e disparos de artilharia. “A área onde fica o hospital, o bairro de Al Shaar, foi atacada pelo regime com todo tipo de arma, desde aviões até foguetes", declarou.

Madrugada

 
Durante a madrugada, aviões do regime sírio e de sua aliada Rússia bombardearam nesta quarta-feira (16) a área rebelde de Aleppo e a província de Idleb, segundo a France Presse. A ação acontece um dia depois de Moscou ter anunciado uma nova ofensiva militar na Síria, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

O diretor do OSDH, Rami Abdel Rahmane, afirmou que os aviões militares russos atacaram toda a noite e até a manhã Idleb, uma província do noroeste da Síria controlada por uma aliança de rebeldes e jihadistas.

Após uma pausa de um mês, o regime de Bashar al-Assad retomou na terça-feira a campanha contra o setor rebelde da ex-capital econômica síria, no mesmo dia em que Moscou anunciou uma nova ofensiva, oficialmente contra os extremistas de Idleb e de Homs (centro).

Os bombardeios russos foram executados a partir do porta-aviões Almirante Kuznetsov, que chegou na semana passada às costas sírias para reforçar o dispositivo militar russo no país em guerra desde 2011.

Moscou apoia as forças do regime sírio, enquanto Washington auxilia a rebelião considerada moderada.

Aleppo, onde 250 mil pessoas vivem cercadas nos bairros da zona leste há quase quatro meses, é uma cidade chave tanto para o regime de Bashar al-Assad como para seus opositores, que se enfrentam em uma guerra que já deixou mais de 300 mil mortos.



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