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Argentina concorda em construir bases norte-americanas em seu território

O presidente da Argentina, Mauricio Macri, aprovou a construção no país de várias bases militares dos EUA, informou no sábado (21) o portal mexicano Aristegui Noticias com referência a fontes informadas.
Sputnik

De acordo com o portal, trata-se de ao mínimo três bases militares a serem construídas nas províncias de Neuquén (onde fica a jazida de gás de xisto Vaca Muerta), Misiones e Tierra del Fuego, de onde se pode controlar a Antártida.

A sua criação deve ser financiada pelo Comando Sul dos EUA. Um dos principais adeptos da criação de bases seria a ministra da Segurança da Argentina, Patricia Bullrich.

Além disso, nota o portal mexicano, a ministra elogiou a chegada ao país de instrutores americanos que efetuam a preparação dos policiais argentinos antes da cúpula do G20 em novembro. Isso viola as atuais leis argentinas, porque é necessário obter a autorização do Congresso para tais ações, algo que não foi feito.

MP abre inquérito para investigar viagens de ministros em voos da FAB

Segundo 'Estado de S. Paulo', ministros ignoraram regras em 238 voos.

Planalto considerou apuração 'normal' e informou que ministros vão colaborar.


Mariana Oliveira | TV Globo, em Brasília

O procurador Paulo José Rocha Junior, do Ministério Público Federal no Distrito Federal, instaurou um inquérito civil, a pedido de parlamentares de oposição, para investigar o uso de aviões da Força Aérea Brasileira (FAB) por ministros do governo Michel Temer em 238 voos.


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Ao instaurar a apuração, na quinta-feira (10), o procurador enviou um ofício à FAB no qual pediu informações sobre os deslocamentos dos ministros e deu prazo de 15 dias para receber as informações. À TV Globo, o Palácio do Planalto informou que a apuração é um procedimento normal e que os ministros vão colaborar.

A representação da oposição, movida na terça (8), se baseou em em reportagem do jornal "O Estado de S. Paulo" de segunda (7), segundo a qual 21 ministros ignoraram normas e viajaram em aviões FAB sem justificativa adequada nas agendas oficiais. O levantamento feito pelo jornal abrange o período de 12 de maio a 31 de outubro.

Para os parlamentares da oposição, esses 21 ministros violaram a Lei de Improbidade Administrativa.

Os alvos da representação da oposição são os ministros:

  • Eliseu Padilha (Casa Civil), 
  • Alexandre de Moraes (Justiça), 
  • Raul Jungmann (Defesa), 
  • José Serra (Relações Exteriores), 
  • Henrique Meirelles (Fazenda), 
  • Maurício Quintella (Transportes), 
  • Blairo Maggi (Agricultura), 
  • Mendonça Filho (Educação), 
  • Marcelo Calero (Cultura),
  • Osmar Terra (Desenvolvimento), 
  • Ricardo Barros (Saúde), 
  • Marcos Pereira (Indústria), 
  • Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), 
  • Dyogo Oliveira (Planejamento), 
  • Gilberto Kassab (Ciência e Tecnologia), 
  • Sarney Filho (Meio Ambiente), 
  • Leonardo Picciani (Esporte), 
  • Marx Beltrão (Turismo), 
  • Helder Baralho (Integração), 
  • Bruno Araújo (Cidades) e 
  • Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo).
Ao "Estado de S. Paulo", todos os ministros negaram ter cometido irregularidade nas viagens pela FAB, e que solicitaram as aeronaves por questões de segurança, o que é permitido pelo decreto que disciplina o uso de aviões oficiais.

Os ministros Torquato Jardim (Transparência), Ronaldo Nogueira (Trabalho) e Sérgio Etchegoyen (Segurança Institucional) não são citados pela reportagem.

A representação

 
Na ação movida no Ministério Público Federal no início da semana, a oposição alegou que os auxiliares de Temer descumpriram decreto que suspendeu a possibilidade de ministros viajarem para suas cidades de origem por meio de aviões da FAB, salvo por compromissos de serviço ou razão de segurança.

"Não se pode deixar de destacar que o descumprimento das normas mencionadas ocorre em momento especialmente restritivo, de acordo com a política implementada pelo próprio governo federal e que impõe desmedidos sacrifícios às classes sociais que mais necessitam da atuação estatal e dos instrumentos orçamentários para garantia de políticas públicas voltadas à inclusão social", dizia o documento.

A representação também afirmava que os ministros passaram, de forma sistemática, "a artificializar a rotina de compromissos em suas cidades de origem para assegurar a aparente regularidade dos uso das aeronaves da FAB".



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