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China: 'Relatório do Pentágono distorce nossas intenções estratégicas'

A China rejeita firmemente as conclusões do relatório do Departamento de Defesa dos EUA sobre a situação militar e de segurança no país asiático, disse em comunicado o porta-voz do Ministério da Defesa chinês, Lu Kang.
Sputnik

"Em 17 de agosto, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos divulgou o relatório sobre a situação militar e de segurança na China, interpretando mal as intenções estratégicas da China e apresentando a chamada ‘ameaça militar chinesa' […] Os militares chineses expressam sua firme oposição a esse respeito", diz a declaração.

"As alegações do relatório dos EUA são pura especulação", disse Kang, explicando que o programa de modernização do Exército chinês se destina a defender "os interesses da soberania, segurança e desenvolvimento do país" e para "providenciar a paz, estabilidade e prosperidade globais".

O porta-voz do ministério chinês também reiterou a posição firme de seu país em relação a Taiwan, que ele definiu como u…

Os curdos continuarão promovendo a linha de federalização na Síria, afirmou a política curda Hediye Yusuf.

Os curdos continuarão promovendo a linha de federalização na Síria, afirmou a política curda Hediye Yusuf.


Sputnik


O tema de federalização e desintegração da Síria já se discute há algum tempo. Os especialistas preveem consequências catastróficas de um colapso sírio. O processo de federalização pode ser considerado como um passo nesta direção com início no norte do país onde vivem os curdos sírios. 


Co-presidente do Conselho constituinte do sistema federativo democrático do Norte da Síria, Hediye Yusuf
Co-presidente do Conselho constituinte do sistema federativo democrático do Norte da Síria, Hediye Yusuf © Sputnik/ Hikmet Durgun

A copresidenta do Conselho constituinte do sistema federativo democrático da Síria do Norte, Hediye Yusuf, contou em entrevista à Sputnik qual é a situação no norte da Síria e se seu objetivo é desintegrar o país no final de contas.
 

"Anunciamos a criação de uma federação para proteger o nosso povo de descriminação das autoridades e para resolver problemas da população local e todo o povo sírio", afirmou Yusuf.

Segundo a copresidenta, os residentes do Norte e do território de Rojava, onde vivem os curdos sírios, não podiam desenvolver sua cultura e sua identidade.

"Surgiu a necessidade de criar uma federação para o bem-estar futuro dos povos que vivem no mesmo território. Além disso, consideramos que o sistema federativo é a melhor variante para governar a Síria. Vemos que no âmbito de um sistema federativo, em muitas regiões do mundo, as pessoas vivem bem e de forma livre nos limites territoriais do país", disse Yusuf. 


A política afirmou que seu objetivo não é desintegrar a Síria. 

"Não permitiremos desintegrar a Síria. Tudo o que queremos é uma democratização da Síria <…>", disse. 

Yusuf disse que o Conselho estabeleceu a autonomia democrática nos cantões de Kobani, Jazira e Afrin. Kobani e Jazira se uniram. Se Kobani e Afrin também se unirem, todas as regiões do norte da Síria serão um conjunto integrado. 

A política contou que agora a Federação de Rojava e Norte da Síria desenvolvem a cooperação militar com os EUA e outros membros da coalizão internacional, mas o regime sírio ainda não a reconheceu. Entretanto, nenhum deles acordou prestar ajuda aos curdos no que toca ao funcionamento de federação na Síria. Apesar disso, a Federação quer estabelecer laços com a Rússia.

"O desenvolvimento de contatos com a Rússia, a troca de opiniões sobre assuntos cruciais é um direito nosso. Queremos desenvolver e manter boas relações com a Rússia, EUA, França e outros países que têm um papel fundamental na Síria", disse. Yusuf afirmou que a Federação tentará fazer todo o possível para expressar sua posição por meios diplomáticos.


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