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Qual será resposta síria a novos mísseis 'inteligentes' dos EUA?

A cada declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seus "mísseis inteligentes", os sistemas de defesa antiaérea sírios terão sua própria resposta de mísseis, o que foi demonstrado pelo país em 14 de abril, assegurou à Sputnik o membro do Conselho Público junto ao Ministério da Defesa da Rússia, Igor Korotchenko.
Sputnik

Mais cedo, Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, disse aos jornalistas que os especialistas russos tinham detectado evidências de 22 mísseis terem atingido alvos, de um total de 105 anunciados pelos EUA, na sequência do ataque aéreo dos EUA e seus aliados.


"Os mísseis podem ser 'inteligentes', mas os sistemas da defesa antiaérea podem ser eficientes, por isso, para cada míssil 'astuto' haverá um míssil guiado, o que foi demonstrado pelo ótimo treinamento profissional dos soldados sírios. Nas declarações de Trump há muita publicidade, e para cada tweet de Trump sobre seus '…

Adeus forçado: moradores relatam fuga desesperada de conflitos em Aleppo (video)

Al-Assad celebra "história escrita", e ONU prepara reunião de emergência; moradores relatam drama ao Correio


Rodrigo Craveiro | Correio Braziliense 


O fotógrafo Ahmad Mohsin Morjan, 24 anos, resume o sentimento da maioria dos moradores do leste da segunda maior cidade da Síria. “Eu sairei com o meu corpo, mas minha alma ficará, pendente, em Aleppo”, desabafou ao Correio. Em uma operação monitorada pelo Comitê Internacional da Cruz Vermelha (CICV) e pelo Crescente Vermelho Árabe Sírio, 40 ônibus e ambulâncias retiraram quase 4 mil civis e dezenas de feridos do enclave rebelde conquistado pelas forças sírias, russas e iranianas na terça-feira. Enquanto os civis embarcavam nos veículos carregando poucos pertences, o ditador sírio, Bashar Al-Assad, celebrava a vitória. “Quero assegurar que o que acontece hoje é história e todos os cidadãos sírios a estão escrevendo. A escrita não começou hoje, mas seis anos atrás, quando a crise e a guerra tiveram início”, declarou, em vídeo publicado na página oficial da presidência, no Twitter.

Karam Al-Masri/AFP
Ônibus posicionados em meio aos prédios devastados pela guerra aguardam o embarque de moradores e de rebeldes feridos durante os combates

O primeiro comboio, composto por 15 veículos, saiu do bairro de Al-Amiryah e rumou para o distrito de Al-Rashedeen Al-Khamsa, no oeste de Aleppo. As 13 ambulâncias e os 20 ônibus verdes — com a bandeira da Síria e fotos de Al-Assad no parabrisa — partiram às 14h30 (10h30 em Brasília) com 951 pessoas, incluindo 200 rebeldes, e 108 feridos. Pouco antes, franco-atiradores dispararam contra um caminhão com voluntários dos Capacetes Brancos que participariam da operação, matando uma pessoa e ferindo quatro. “Eu quero partir amanhã. Hoje, esperei para ver como a situação se desenrolaria. Amanhã, se Deus quiser, vou embora”, afirmou à reportagem o professor de matemática Asaad Assi, 30 anos.

O também fotógrafo Basem Ayoubi, 24 anos, disse à reportagem que sentia “dor e pesar” por ter de abandonar Aleppo e admitiu preocupação sobre uma possível traição. “Nós podemos ser mortos a qualquer momento. Há postos de controle espalhado pela cidade.” Por sua vez, o produtor Monther Etaky afirmou acreditar que a retirada vai demorar vários dias. “Não temos a opção de permanecer na cidade. Temos de partir. Há cerca de 50 mil pessoas aguardando a saída”, comentou ao Correio. A interrupção dos bombardeios, na madrugada de ontem, não aliviou a tensão. Etaky admitiu o receio de ataques perpetrados pelos iranianos e pelos russos e contestou a declaração de vitória de Al-Assad. “Matar milhares de pessoas sitiadas, condená-las à fome e destruir hospitais é um triunfo?”

Três perguntas para Asaad Hanna, oficial político da Divisão Norte do Exército Sírio Livre (FSA), grupo de oposição a Al-Assad

Bashar Al-Assad disse que a queda de Aleppo é a vitória do regime e a derrota dos “terroristas”. Como vê isso?

Como ele pode chamar isso de uma vitória, quando toda a cidade foi destruída pela aviação e pelas milícias iranianas e libanesas, que vieram para ajudá-lo a devastar Aleppo, a queimá-la. Os combatentes estrangeiros desalojaram uma população nacional e histórica da cidade apenas para manter Bashar Al-Assad no poder.

Como o senhor analisa o processo de retirada dos civis?

É uma coisa fora do direito internacional, quando você move os moradores de uma cidade, em vez de lhes dar uma vida segura, interrompendo os ataques aéreos.

O colapso de Aleppo representa o fim da guerra na Síria e a continuação do regime?

Não há uma guerra na Síria, mas uma revolução. O regime costumava matar os civis. Então, eles passaram a portar armas para se proteger, derrubar esse regime criminoso e liberar o país. A queda de Aleppo não terminará nada. Nós continuaremos combatendo para obtê-la novamente, como temos feito há anos. Os combatentes de Aleppo estarão prontos para lutar novamente.




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