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Adeus a tecnologias 'stealth': novo radar russo pode detectar aviões furtivos

Tecnologias russas capazes de detectar aviões furtivos do inimigo podem vir a fazer parte do sistema da defesa antiaérea unida da OTSC – Organização do Tratado de Segurança Coletiva, declarou o chefe do Estado-Maior Conjunto da aliança, Anatoly Sidorov.
Sputnik

Inovações russas capazes de desativar tecnologias furtivas do inimigo podem vir a ser usadas na criação do sistema de defesa antiaérea unida da OTSC, declarou militar, citado pelo jornal Rossiyskaya Gazeta. Sidorov comentou que essas inovações seriam eficazes tanto contra aviação do inimigo como contra ataques com mísseis.



O sistema Rezonans-NE funciona graças ao princípio de reflexão ressonante de ondas de rádio da superfície de aparelhos aéreos, facilitando vigilância de aeronaves e mísseis do inimigo, explicou Aleksandr Scherbinko, vice-diretor executivo da empresa de design Rezonans.

"Este modelo pode ser de grande interesse, levando em consideração criação do sistema de defesa antiaérea unida da OTSC, cuja inauguração est…

Assembleia da ONU aprova resolução pedindo suspensão de hostilidades na Síria

Medida tem peso político apenas; Rússia disse nesta sexta que cerco a Aleppo continua até que rebeldes sejam totalmente retirados da cidade.


G1


A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por 122 a 13 uma resolução demandando a cessação imediata das hostilidades na Síria, o acesso à ajuda humanitária em todo o país e o fim de todos os cercos, incluindo o de Aleppo. 


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Aleppo, Síria

Trinta e seis países se abstiveram na votação da resolução redigida pelo Canadá sobre o conflito sírio, de quase seis anos. As resoluções da Assembléia Geral não são vinculantes (não são de cumprimento obrigatório pelos países), mas podem ter peso político.

A aprovação ocorre no mesmo dia em que a Rússia afirmou que a ofensiva militar do regime sírio na cidade de Aleppo seguirá após a paralisação desta quinta para permitir a saída de civis, e se prolongará até a completa saída dos grupos rebeldes.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, deu conta da postura da Rússia e seu aliado, o presidente sírio Bashar al-Assad, em um encontro com os veículos de imprensa por causa do conselho da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), que termina nesta sexta após dois dias de sessões e encontros em Hamburgo (nordeste da Alemanha).

A suspensão das ações de quinta nunca esteve projetada para ser duradoura, esclareceu Lavrov, mas foi uma medida conjuntural dado o volume de civis que queriam fugir dos bairros no leste da cidade síria, os controlados desde 2012 pelos rebeldes, por causa dos intensos bombardeios.

Neste sentido, acrescentou que "com toda segurança" o Exército sírio reativará sua ofensiva quando terminar esta emergência humanitária e que a manterá "até que os bandidos abandonem o leste de Aleppo".

De fato, o Observatório Sírio de Direitos Humanos informou sobre quatro novos bombardeios --por enquanto, sem vítimas-- nos bairros assediados do leste da cidade síria de Aleppo, controlados pelos rebeldes.

Lavrov negou, além disso, que estejam ocorrendo "táticas dilatórias" à espera da chegada ao poder da nova administração nos EUA e lembrou que nos últimos dois dias manteve três encontros pessoais e quatro conversas telefônicas com o secretário de Estado americano, John Kerry.

Graças a estes contatos, no sábado serão retomadas as negociações em nível diplomático e militar em Genebra entre Rússia e Estados Unidos para abordar a saída dos rebeldes do leste de Aleppo.

Estas novas conversas, prosseguiu o ministro russo, são uma "grande oportunidade" para melhorar a cooperação entre Washington e Moscou.

O ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, que exerce a presidência rotatória da OSCE, disse que "não estamos onde deveríamos" na questão síria, mas qualificou este acordo de "um pequeno passo adiante".

A reabertura dos contatos entre Rússia e EUA em torno de Aleppo é o único resultado concreto a curto prazo do conselho da OSCE, apesar de que -por competências- não foi um assunto abordado propriamente nas sessões oficiais.



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