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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

Assembleia da ONU aprova resolução pedindo suspensão de hostilidades na Síria

Medida tem peso político apenas; Rússia disse nesta sexta que cerco a Aleppo continua até que rebeldes sejam totalmente retirados da cidade.


G1


A Assembleia Geral das Nações Unidas aprovou por 122 a 13 uma resolução demandando a cessação imediata das hostilidades na Síria, o acesso à ajuda humanitária em todo o país e o fim de todos os cercos, incluindo o de Aleppo. 


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Aleppo, Síria

Trinta e seis países se abstiveram na votação da resolução redigida pelo Canadá sobre o conflito sírio, de quase seis anos. As resoluções da Assembléia Geral não são vinculantes (não são de cumprimento obrigatório pelos países), mas podem ter peso político.

A aprovação ocorre no mesmo dia em que a Rússia afirmou que a ofensiva militar do regime sírio na cidade de Aleppo seguirá após a paralisação desta quinta para permitir a saída de civis, e se prolongará até a completa saída dos grupos rebeldes.

O ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, deu conta da postura da Rússia e seu aliado, o presidente sírio Bashar al-Assad, em um encontro com os veículos de imprensa por causa do conselho da Organização para a Segurança e a Cooperação na Europa (OSCE), que termina nesta sexta após dois dias de sessões e encontros em Hamburgo (nordeste da Alemanha).

A suspensão das ações de quinta nunca esteve projetada para ser duradoura, esclareceu Lavrov, mas foi uma medida conjuntural dado o volume de civis que queriam fugir dos bairros no leste da cidade síria, os controlados desde 2012 pelos rebeldes, por causa dos intensos bombardeios.

Neste sentido, acrescentou que "com toda segurança" o Exército sírio reativará sua ofensiva quando terminar esta emergência humanitária e que a manterá "até que os bandidos abandonem o leste de Aleppo".

De fato, o Observatório Sírio de Direitos Humanos informou sobre quatro novos bombardeios --por enquanto, sem vítimas-- nos bairros assediados do leste da cidade síria de Aleppo, controlados pelos rebeldes.

Lavrov negou, além disso, que estejam ocorrendo "táticas dilatórias" à espera da chegada ao poder da nova administração nos EUA e lembrou que nos últimos dois dias manteve três encontros pessoais e quatro conversas telefônicas com o secretário de Estado americano, John Kerry.

Graças a estes contatos, no sábado serão retomadas as negociações em nível diplomático e militar em Genebra entre Rússia e Estados Unidos para abordar a saída dos rebeldes do leste de Aleppo.

Estas novas conversas, prosseguiu o ministro russo, são uma "grande oportunidade" para melhorar a cooperação entre Washington e Moscou.

O ministro das Relações Exteriores alemão, Frank-Walter Steinmeier, que exerce a presidência rotatória da OSCE, disse que "não estamos onde deveríamos" na questão síria, mas qualificou este acordo de "um pequeno passo adiante".

A reabertura dos contatos entre Rússia e EUA em torno de Aleppo é o único resultado concreto a curto prazo do conselho da OSCE, apesar de que -por competências- não foi um assunto abordado propriamente nas sessões oficiais.



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