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'Sangue e caos': príncipe saudita chama Trump de 'oportunista' por decisão sobre Jerusalém

O ex-chefe da inteligência saudita, o Príncipe Turki al-Faisal, criticou o reconhecimento do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de Jerusalém como a capital de Israel, em uma das mais acentuadas reações do reino aliado de Washington no Oriente Médio.
Sputnik

Em uma carta a Trump publicada em um jornal saudita nesta segunda-feira, o príncipe Turki, um ex-embaixador em Washington que agora não ocupa nenhum cargo do governo, mas continua influente, chamou a decisão de uma estratagema política doméstica que provocaria violência.


"O derramamento de sangue e o caos definitivamente seguirão sua tentativa oportunista de ganhar eleitoralmente", escreveu o príncipe Turki em uma carta publicada no jornal saudita al-Jazeera.

Trump inverteu décadas de política dos EUA e virou do consenso da crítica internacional na semana passada, reconhecendo Jerusalém como a capital de Israel. A maioria dos países diz que o status da cidade deve ser deixado para negociações entre Israel e os pales…

Baluarte de onde terroristas bombardeavam Damasco está em ruínas

Os militantes destruíram praticamente todos os edifícios e relíquias religiosas na cidade de Darayya, de onde bombardeavam a capital síria, Damasco, ao longo de 5 anos. Agora, a povoação foi completamente libertada pelo Exército Sírio e jornalistas russos foram pela primeira vez autorizados a entrar.


Sputnik

Por que Darayya? 

A cidade fica na zona sudoeste da Síria, a alguns quilômetros de Damasco. 

A cidade de Darayya destruída na Síria
Cidade de Darayya, Síria © Sputnik/ Nour Melhem

Em 2011, a população de Darayya somava cerca de 100 mil pessoas, mas agora não há nem um civil aqui. Na entrada à cidade foi aberto um posto de controle, vigiado por segurança de dia e de noite, atrás do qual se pode ver um despejadouro para os ônibus crivados de balas, veículos blindados e carros explodidos.

Ao longo das estradas da povoação, que antigamente era considerada como próspera levando em conta sua com indústria desenvolvida, agora só se podem ver montões de pedras e lixo. O olhar cai em um brinquedo — um urso de pelúcia com cabos saindo pelas suas costas. Os militantes foram embora — mas deixaram centenas de minas caseiras. Decorrem trabalhos para desativação de minas em morarias privadas, prédios e construções.

"Esta cidade era a posição-chave para a ofensiva contra Damasco devido à sua vantajosa situação geográfica. Com a ajuda de uma série de países, os militantes a tornaram em um enclave terrorista, usaram todo o tipo dos armamentos que tinham ao seu dispor. Desde o início, o governo e o Exército Sírio têm visado a reconciliação, mas os militantes se recusaram de quaisquer tentativas políticas e diplomáticas de resolver a crise", afirmou o chefe do grupo operacional do Supremo Comitê Nacional da Síria, general Omran Khaisan. 

Barbaridade medieval 

Os militantes fortificaram bem a cidade. Eles escavaram túneis, organizaram pontos de defesa e concentraram todas as construções defensivas em certos locais. Em pleno centro de Darayya situava-se a Igreja de São Paulo. 

"Os militantes usaram-na em seus interesses, escavaram por perto este túnel para armazenar armas, medicamentos e gêneros alimentícios. Eles saquearam as relíquias", partilhou o tenente coronel do Exército Sírio, Hassan. 

Junto à igreja, os terroristas organizaram um cercado para o gado, sendo que os ícones tirados das paredes da igreja foram usados como sebe. A cerca de 30 metros da igreja havia uma mesquita, que também foi destruída pelos militantes. A cúpula que restou está repleta de buracos enormes que surgiram quando a construção foi atingida por minas. 

E como é a vida sem guerra? 

A libertação da cidade durou cerca de 9 meses, dado que os militares recebiam ajuda dos próprios habitantes, frisou o general do Exército Sírio, Yasser Bazou. Ele pormenorizou que agora os terroristas foram para a província de Idlib, mas eles não têm oportunidade de irromper aqui de novo.

"Cerca de 3 mil militantes com suas famílias voltaram à vida civil, depondo as armas. Para eles o que vigora é a lei da anistia assinada pelo presidente. Mais uns 4 mil militantes partiram para mais longe com o fim de continuar combatendo, sendo que a maioria deles são estrangeiros", adiantou o general Omran Khaisan.

Na cidade não há água e energia elétrica, as estradas são cobertas de destroços. Os ex-habitantes de Darayya foram para os centros de deslocados internos do país. A povoação está sob controle da 4ª divisão das Forças Armadas da Síria.


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