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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

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Caça F-35 vai precisar de 50 horas de manutenção por hora de voo

Por Giovanni de Briganti | Defense Aerospace | Poder Aéreo

Quatro anos após o início de sua carreira operacional, espera-se que os caças F-35 exijam entre 41,75 e 50,1 homem-hora de manutenção (MMH) por hora de voo, ou cerca de três vezes mais do que a maioria das aeronaves de caça atualmente operadas pelas forças aéreas ocidentais. 


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Esta extremamente elevada relação MMH por hora de voo é extrapolada de uma solicitação de 1 de dezembro feita pelo US Naval Air Systems Command (Navair), que afirma que a frota mundial em serviço de F-35 vai exigir 17 milhões de homens-hora de manutenção e apoio nos anos fiscais FY 2018 e FY 2019.

A solicitação “Sources Sought” da Navair, publicada no site Federal Business Opportunities (FBO), estima que a frota de F-35 incluirá 597 aeronaves no final do ano fiscal de FY18 e 760 no final de FY19 (setembro de 2019).

O Corpo de Fuzileiros Navais dos Estados Unidos (USMC) declarou a Capacidade Operacional Inicial (IOC) para seu F-35B em julho de 2015, e a Força Aérea dos EUA fez o mesmo com o seu F-35A em agosto de 2016, então naquele momento a aeronave estará em serviço por três a quatro anos, dependendo da versão.

A tabela a seguir resume o tamanho da frota em serviço do F-35 esperada pelos operadores, conforme declarado pelo Navair em sua solicitação. Estes números estão obviamente sujeitos a alterações, mas dado que o ciclo de produção do F-35 é de três anos, a maioria destas aeronaves já está em produção e, portanto, menos susceptíveis de mudança.

O número de aeronaves em serviço – 597 no final do FY18 e (597 + 163 = 760) no final do FY19) implica que o total solicitado de 17 milhões de homens-hora de apoio equivale a 12,527 por aeronave por ano, ou cerca de 1.043 horas por aeronave por mês.

Dado que a aeronave de combate F-35 deve voar em média 250 horas por ano, a aritmética simples mostra que o Navair espera que o F-35 exija, em média, 50,1 homens-hora de manutenção por hora de voo – teria exigido 41,75 MMH se fizesse 300 horas de voo, como planejado originalmente.

A Força Aérea dos EUA originalmente planejava fazer seus F-35 voarem 300 horas por Primary Aircraft Inventory (PAI) por ano. Posteriormente, reduziu as horas de voo do F-35A de 300 a 250 horas de voo por PAI.

Isso representa várias vezes mais horas de manutenção do que os atuais jatos da linha de frente operados pelos serviços dos Estados Unidos e também bem mais do que o F-22 Raptor, que “estava obrigado a atingir 12 horas de manutenção diretas por hora de voo DMMH/FH) na maturidade do sistema, que devia ocorrer quando a frota de F-22 acumulasse 100.000 horas de voo”, de acordo com uma resposta da US Air Force Association a uma reportagem do Washington Post.

Fatos: Em 2008, o F-22 alcançou 18,1 DMMH/FH que depois melhorou para 10,5 DMMH/FH em 2009. É importante reconhecer que esta métrica deveria ser atingida na maturidade do sistema, que estava projetada para ocorrer no final de 2010. Assim, o F-22 estava melhor do que a exigência bem antes da maturidade.

Claramente, no FY2018, o F-35 só terá estado em serviço “operacional” por três ou quatro anos (IOC em meados de 2015 e meados de 2016) e, portanto, ainda muito longe da maturidade, mas um número tão elevado de horas de manutenção vai fazer explodir os custos operacionais para seus operadores, que foram informados há muito tempo que o F-35 seria barato de operar.



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