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Turquia não considera Patriot como alternativa ao S-400, diz parlamentar turco

Washington está negociando com Ancara quanto à possibilidade de fornecimento dos sistemas de defesa antiaérea norte-americanos Patriot no lugar dos S-400 russos, escreveu a revista turca Sabah, citando a assessora do Secretário de Estado dos EUA em questões políticas, Tina Kaidanow.
Sputnik

Kaidanow relevou que o Departamento do Estado está negociando com a Turquia para "tentar dar a entender aos turcos o que se pode fazer em relação aos Patriot".

"Estamos preocupados que a compra dos sistemas russos de defesa antiaérea seja uma espécie de apoio para a Rússia que, pelo que vimos, não se comporta bem em várias partes do mundo, inclusive na Europa", afirmou a assessora, citada pela edição turca.

Um representante do Ministério das Relações Exteriores turco, que pediu anonimato, comentou à Sputnik Turquia sobre a situação quanto às compras dos S-400 por Ancara, bem como quanto ao diálogo com os EUA.
"A nossa postura em relação aos S-400 foi reiterada por diversas vezes…

Cidades sírias de Al Fuah e Kafarya – três anos de bloqueio, fome e doença

Moradores das cidades sírias de Al Fuah e Kafarya começaram a morrer de fome e falta de medicamentos, com mais de 20 mil civis completamente cercados.


Sputnik

Um correspondente da agência RIA Novosti conseguiu se reunir com o representante do Conselho Popular das cidades sitiadas, que relatou os detalhes da catástrofe humanitária em Al Fuah e Kafarya na província de Idlib, no norte da Síria.


Firmeza das cidades sírias


"Nos comunicamos muito raramente com o nosso povo. Não há comunicações – recebemos informações só através dos nossos próprios canais, muitas vezes através de suborno e do uso de caminhos secretos", diz o representante do Conselho, que conseguiu sair e agora está lutando contra os militantes para romper o cerco.

Crianças das cidades cercadas de Al Fuah e Kafarya
Crianças das cidades cercadas de Al Fuah e Kafarya © Sputnik/ Michael Alaeddin

Os terroristas assaltaram Al Fuah pela última vez em 2012. Eles tentaram romper a linha de defesa com veículos blindados de infantaria juntamente com milhares de terroristas. Os defensores da cidade conseguiram defender suas casas e salvar as vidas dos cidadãos. Desde então, eles estão vivendo cercados.

"Eles nos veem (aos xiitas) como apóstatas do Islã que devem morrer. Se tomarem Al Fuah e Kafarya, eles executarão todos os moradores porque não são sunitas", relata o homem.

O mundo não quer saber de Al Fuah e Kafarya 

Internacionalmente, toda a atenção está atraída para a situação humanitária na cidade de Aleppo, onde se aperta o círculo em torno dos bairros orientais, capturados por militantes. No território controlado por terroristas vivem 200-300 mil civis. A última vez que o Crescente Vermelho sírio foi capaz de entregar ajuda humanitária aos civis foi no final de julho. 

"Em Fuah e Kafarya o povo está perdendo toda a esperança. Em Aleppo até a internet funciona, eles estão sob cerco há um mês e todos estão preocupados. O nosso povo está cercado há mais de três anos e ninguém se importa. Não posso entender porque a ONU e o Ocidente não levantam a questão da assistência para a nossa cidade? Será que não nos consideram seres humanos?", exclamou o ex-morador da Al Fuah ao correspondente da agência RIA Novosti. 

A esperança se esfuma 

Segundo a fonte, não há medicamentos nas cidades. "Não há mesmo as coisas básicas, como para tratar apenas um arranhão. Por causa de envenenamento do sangue, as pequenas feridas de estilhaços apodrecem e pessoas saudáveis morrem daquilo", explica Amir.

"Em Fuah e Kefraya durante o cerco morreram 2,2 mil pessoas, incluindo 400 crianças e 850 mulheres. Foram feridas 4,5 mil pessoas, todas elas poderão morrer se não forem tomadas medidas urgentes.", disse o sírio.

"Comem uma vez por dia, muitas crianças não se lembram o que são frutos e legumes, há uma forte escassez de água potável", relata o representante do Conselho Popular das cidades sitiadas.

Os civis hoje têm uma escolha: morrer lenta e dolorosamente ou viver para ver o dia em que o bloqueio será furado e a ajuda chegar. A esperança de que a segunda situação aconteça é menor a cada dia que passa.


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