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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Constituição e eleições são próximos passos na Síria

Representante permanente da Rússia na ONU, Vitáli Tchúrkin, falou nesta quarta-feira (14) sobre retomada de Aleppo.


Nikolai Litôvkin | Gazeta Russa

O governo recuperou o poder sobre os últimos bairros do leste de Aleppo, declarou o representante permanente da Rússia na ONU, Vitáli Tchúrkin, nesta quarta-feira (14). 


 Aleppo
Fim de conflitos não está próximo, segundo Tchúrkin. Foto:Reuters

Mas o diplomata disse que é cedo para se falar em um fim para a fase ativa dos combates no país.

"Dizer que o conflito sírio está próximo de um fim seria um exagero. Ainda há um longo caminho a percorrer, mas seria bom que esse caminho retomasse as resoluções de dezembro do ano passado, com a redação de uma nova Constituição na Síria e a realização de eleições sob controle internacional", disse Tchúrkin.

Segundo o representante russo na ONU, depois disso será necessário começar uma colossal tarefa de reconstruir o país, assolado por seis anos de guerra civil.

Passos políticos

Depois da liberação de Aleppo, a Rússia tentará colocar todos os representantes da oposição moderada para negociar e iniciar uma nova rodada de negociações internas na Síria.

"O exército sírio tomou o controle da capital, antes sob a oposição armada. Agora temos razões para esperar uma nova rodada no processo de resolução pacífica com as forças dispostas a manter diálogo e a tomar decisões", disse à Gazeta Russa o coronel de reserva e observador militar Mikhaíl Khodoriônok.

Ações do exército

Mais de cem sapadores russos começaram a desminar a cidade, disse à Gazeta Russa o o analista militar do jornal Izvêstia, Aleksêi Ramm.

O Ministério da Defesa russo também estaria se encarregando de oferecer assistência humanitária aos feridos da cidade e de prover material de primeira necessidade, como alimentos, roupa e medicamentos.

"Agora, o mais importante é manter a cidade sob controle e estabelecer um regime muito restrito. Não podemos permitir que grupos terroristas voltem a se formar", diz Ramm.

Para ele, as posições do exército sírio nos subúrbios de Aleppo poderiam receber reforços.

Novos palcos de operações militares

Depois de Aleppo, o comando das Forças Aeroespaciais da Rússia começou a se preparar para a libertação de outra cidade importante: Deir ez-Zor.

"Todos os planos táticos estão mudando, e a chefia decidirá como a operação se desenrolará para a libertação dessa região. Não se pode chegar a Deir ez-Zor sem se libertar Palmira, já que 4000 guerrilheiros do EI atacariam nossa retaguarda", diz Ramm.

De acordo com ele, com a queda de Palmira, a base aérea a oeste da cidade também caiu nas mãos de terroristas.

"Para que a operação em Deir ez-Zor saia-se bem, as tropas precisam manter Aleppo e Palmira sob seu poder. Só então se poderá cercar os guerrilheiros do Estado Islâmico e assegurar retaguardas e expulsar os terroristas da cidade", acrescenta Ramm.

Cooperação com EUA

De acordo com o diretor-adjunto do Instituto dos EUA e Canadá da Academia Russa de Ciências, o general-major de reserva Pável Zolotariov, é mais provável que o posto de secretário da Defesa dos EUA seja dado ao ex-comandante da operação norte-americana no Afeganistão, Jamis Mattis, que deverá colaborar com o Ministério da Defesa da Federação da Rússia no desenvolvimento da operação na Síria.

"Ele é um homem prático e com boa experiência militar, que deverá reorganizar o trabalho da coalizão ocidental na Síria. Acredito que haverá uma maior cooperação militar, e não só reverências políticas entre aliados e inimigos", diz Zolotariov.



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