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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

De que forma Daesh conseguiu se aproximar de Palmira?

O Daesh, organização terrorista proibida na Rússia, conseguiu se aproximar de Palmira porque usou a chamada "tecnologia nebulosa" de deslocação furtiva, pensa o analista militar e docente da cátedra de Ciência Política e Sociológica na Universidade de Economia Plekhanov russa, Aleksandr Perendzhiev. 


Sputnik

Antes, uma fonte bem informada sobre a situação no local, informou à RIA Novosti, que os civis foram evacuados de Palmira, o exército governamental está envolvido em cobates ferozes nos arredores contra os combatentes do Daesh que entraram de novo na cidade. O Centro para a Reconciliação na Síria russo afirmou que mais de 4.000 militantes do Daesh se reagruparam e tentaram recuperar Palmira. 


Captura de imagem de um vídeo publicado pela agência de notícias aliada do Daesh em Palmira em 11 de dezembro de 2016
Captura de imagem de um vídeo do Daesh em Palmira, Síria © REUTERS/


"Na Síria os terroristas usam uma tática aprimorada de deslocação em grupos pequenos, a chamada 'tecnologia nebulosa'. Eles se fingem de beduínos, civis ou até de soldados do exército sírio, vindo de deferentes direções e se concentram num lugar imperceptível. Isso resulta na concentração de uma força enorme num só ponto", afirmou Perendzhiev à RIA Novosti na segunda-feira (12).

Ele acrescentou que na sequência de uso da deslocação dissimulada para perto de Palmira, os terroristas ganharam vantagem do efeito de surpresa, porque o exército sírio não tinha nem forças, nem tempo, para defender a cidade, sob a pressão dos militantes o exército teve que se proteger a si próprio.

"Os terroristas capturaram assim mais do que uma cidade, mas nós ainda não podemos nos opor a isso, a academia de Estado-Maior não elaborou os sistemas definidos e eficazes contra essa táctica, por isso é necessário realizar um enorme trabalho analítico", indicou. 


Segundo disse ele, as tropas sírias, apesar da falta de informação sobre a deslocação dos terroristas, devem estar prontas para uma contraofensiva exatamente na região de Palmira, porque é perto essa cidade, a caminho de Raqqa, que se localizam as torres petrolíferas que os terroristas tencionam defender a qualquer preço. 

"O passo seguinte, depois da conquista de Aleppo, deverá ser a conquista destas jazidas, de onde o petróleo vai para os países árabes — Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos (EAU). Os protetores dos terroristas não tencionam os ceder, por isso foram destacados recursos e o ataque contra Palmira começou. No entanto, os militantes foram apoiados com assistência militar", apontou o interlocutor da agência.

Segundo dados do Centro para a Reconciliação na Síria russo, os militantes deslocaram para Palmira forças significativas a partir da região de Raqqa, onde na semana passada os grupos controlados pelos EUA e pela coalisão internacional pararam as operações militares ativas contra os terroristas. Além disso, o Daesh deslocou reservas grandes e equipamento blindado da região de Deir ez-Zor para Palmira.

De acordo com o centro, antes a inteligência revelou o deslocamento de cerca de 5.000 militantes de Mossul iraquiano para Raqqa e Deir ez-Zor.



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