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EUA confirmam linha estratégica de 'desmembramento da Síria', diz analista

Os EUA declararam que não querem restaurar as regiões na Síria que estão sob o controle de Damasco. O especialista Vladimir Fitin explica na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik o que busca Washington.
Sputnik

Os EUA não querem ajudar na reconstrução das regiões na Síria que ficam sob o controle do presidente sírio Bashar Assad, declarou um alto funcionário dos EUA após o primeiro dia do encontro dos ministros das Relações Exteriores do G7.


Em janeiro, o Departamento de Estado dos EUA afirmou que Washington não iria ajudar a Rússia, o Irã e Damasco oficial na restauração do país, enquanto a "transformação política" da Síria não se realizasse. Segundo declarou o assistente adjunto do secretário de Estado dos EUA para o Médio Oriente, David Satterfield, a condição da ajuda é a reforma constitucional e eleições sob os auspícios da ONU.

O analista do Instituto dos Estudos Estratégicos da Rússia, Vladimir Fitin, na entrevista ao serviço russo da Rádio Sputnik comentou a decla…

'Informações sobre crimes do exército sírio em Aleppo são falsificações fabricadas'

Durante a libertação da parte oriental de Aleppo se verificou que os dados sobre crimes "cometidos" por soldados sírios foram fabricados, que os extremistas cometeram atrocidades contra os civis, declarou Aleksei Borodavkin, representante permanente da Rússia na ONU em Genebra.


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Ele destacou que foi criada uma base de dados para investigar estes crimes. 

Soldados do exército da Síria ajudam famílias a deixar os bairros orientais de Aleppo, controlados por grupos terroristas
Tropas sírias e população deixando Aleppo © AP Photo/ Hassan Ammar

Anteriormente o Escritório do Alto Comissário da ONU para os Direitos Humanos afirmou possuir informação confiável de que as tropas governamentais teriam alegadamente morto 82 pessoas, inclusive 11 mulheres e 13 crianças, durante a libertação de Aleppo. 

"Durante a libertação de Aleppo e a realização da operação humanitária foi revelada uma série de detalhes importantes. Primeiro, se verificou que a informação divulgada ultimamente sobre crimes em Aleppo oriental, cometidos alegadamente por militares sírios, é uma falsificação intencionalmente fabricada", disse Borodavkin. 

Em vez disso foram revelados vários dados que comprovam as atrocidades cometidas pelos terroristas em relação aos civis.

"Em Aleppo oriental, as testemunhas revelam que os terroristas, durante todo o período de domínio da cidade, cometeram crueldades: mataram crianças e mulheres, fuzilaram pessoas em massa de Aleppo oridental, minaram corredores humanitários, atiraram nas pessoas que saíam de Aleppo oriental, bombardearam hospital russo e mataram nossas enfermeiras. E isso é apenas o que foi possível ser registrado. A base dos crimes cometidos já está sendo criada para investigar e punir os responsáveis".

De acordo com ele, os jihadistas não foram privados de receber alimentos e medicamentos, mas mesmo assim fizeram com que os civis em Aleppo morressem de fome. 

"A culpa destes crimes não é somente dos terroristas, mas também dos países que os apoiam. A posição que tomaram alguns dos nossos parceiros, não só é inaceitável do ponto de vista do direito internacional, mas também é vergonhosa do ponto de vista moral", sublinhou Borodavkin.

O representante permanente da Rússia em Genebra destacou que a evacuação de Aleppo foi realizada segundo as normas internacionais e acompanhada pelos representantes da ONU e Organização Mundial de Saúde.

Ele destacou o alto nível de humanismo em relação aos jihadistas por parte das autoridades sírias. 

"Quero também sublinhar o alto nível de humanismo demonstrado pelas autoridades sírias às famílias dos extremistas", adicionou ele. 

Aleksei Borodavkin frisou que em Aleppo oriental foram encontrados cerca de 3 mil jihadistas e não 200 – como tinham declarado os EUA anteriormente.



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