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Águas 'quentes' da Síria: fragata russa persegue submarino nuclear dos EUA

Durante sua última missão no mar Mediterrâneo em abril passado, a fragata Admiral Essen da Marinha russa conseguiu detectar e perseguir um submarino nuclear dos EUA perto da costa síria. Essa informação foi só agora tornada pública.
Sputnik

A fragata Admiral Essen, pertencente à Frota do Mar Negro, perseguiu o submarino estadunidense da classe Ohio durante mais de duas horas, comunica o jornal russo Izvestiya, citando o Estado-Maior da Marinha russa.

A tripulação do navio russo registrou os parâmetros principais do submarino para, em seguida, os adicionar ao retrato acústico do submersível.

A fragata havia partido para o mar Mediterrâneo em março e regressou à base de Sevastopol no fim de junho. Encontrava-se na zona costeira síria quando os EUA, o Reino Unido e a França atacaram a Síria com mísseis.

Além disso, no decurso da missão, a sua tripulação realizou uma série de manobras táticas. Em particular, treinou ataques contra alvos marítimos e aéreos, combate em grupo e isolado, bem como…

Kissinger espera que EUA realizem ciberataques contra a Rússia

Ex-secretário de Estado dos EUA Henry Kissinger comentou "escândalo de hackers" entre Moscou e Washington.


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"Não duvido que os russos nos hackearam. Mas eu espero que nós também lancemos alguns ataques lá", declarou Kissinger em entrevista ao canal de televisão CBS News. 

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Henry Kissinger

O ex-secretário de Estado apontou que "é provável que a inteligência de cada país realize ataques cibernéticos no território de outros países". 

Kissinger comparou o presidente da Rússia, Vladimir Putin, com o personagem do romance de Fyodor Dostoevsky "Crime e Castigo": 

"Ele calcula friamente os interesses nacionais da Rússia tal como ele os entende e que, segundo ele pensa, provavelmente de forma correta, têm algumas peculiaridades especiais", explicou Kissinger, acrescentando que "a questão de identidade da Rússia" é muito importante para Putin. 

A inteligência americana acusou Moscou de tentar influir nos resultados das eleições presidenciais nos EUA. Ao mesmo tempo, nenhuma evidência foi apresentada e Washington afirmou que a atividade de hackers mais alta não foi registrada no dia de votação.

Um grupo de senadores chamou o presidente Barack Obama a tornar pública a informação que, de acordo com Washington, prova que Moscou teria tentado influir nos resultados das eleições. Em resposta, a Casa Branca esclareceu que a Administração atual terminará funções em 20 de janeiro e não tem bastante tempo para fazê-lo.

O presidente russo, Vladimir Putin, sublinhou que nos dados publicados não havia nada que correspondesse aos interesses de Moscou e que a histeria visou desviar a atenção do conteúdo dos documentos. O porta-voz do líder russo, Dmitry Peskov, afirmou várias vezes que as acusações de Washington "não tinham qualquer fundamento".

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