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EUA: sanções contra Venezuela servem como 'alerta para atores externos, incluindo Rússia'

Na última terça-feira (17), o secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, culpou a Rússia e a Venezuela pela crise de refugiados observada no país latino-americano.
Sputnik

O conselheiro de Segurança Nacional dos EUA, John Bolton, anunciou nesta quarta-feira (17) que os EUA estão impondo uma nova rodada de sanções contra a Venezuela, acrescentando o banco central do país à lista de restrições. 

Segundo o conselheiro de Segurança Nacional, as sanções recém-aplicadas deveriam se tornar um alerta para "todos os atores externos, inclusive a Rússia".

Desde o início da crise política na Venezuela no início deste ano, os EUA impuseram várias rodadas de sanções, visando os setores petrolífero e bancário do país, bem como indivíduos ligados às autoridades do país.

A Venezuela está sofrendo grave crise política desde janeiro. Junto com outros países ocidentais, os EUA apoiam Juan Guaidó, que se proclamou presidente interino da Venezuela. Ao mesmo tempo, Rússia, China e Turquia, entre outros…

Lavrov sobre ameaças do 'G6' : 'Estão num beco sem saída'

Segundo o ministro das Relações Exteriores russo, Sergei Lavrov, a chanceler alemã Angela Merkel, o presidente francês François Hollande e outros líderes ocidentais, ou seja, o chamado G6 (G7 sem Japão), divulgou alguns dias atrás uma declaração que contém acusações e ameaças em relação à Rússia.


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''Esta declaração do G6 continha muitas coisas, inclusive acusações diretas de crimes de guerra e incluindo ameaças a todos os que apoiam o governo sírio. Penso que [isso está relacionado com] o beco sem saída [no qual está o Ocidente] e com a incapacidade dos nossos parceiros ocidentais de acalmar os que eles apoiaram, criaram e armaram com o único objetivo de alterar o regime na Síria'', disse Lavrov aos jornalistas.


Reunião de cúpula do G7 na cidade de Kruen, Alemanha, 8 de junho, 2015.
Reunião de cúpula do G7 © REUTERS/ Kevin Lamarque

O chanceler russo considera que os líderes ocidentais se enganaram de novo apoiando extremistas para derrubar Bashar Assad.

''Depois de este objetivo ter sido atingido, contavam tratar também das organizações extremistas. Mas isso nunca acontece, é um erro que os nossos parceiros ocidentais cometem repetidamente'', acrescentou Lavrov. 


Ele afirmou que tais ações levaram à criação da Al-Qaeda, do Daesh e agora se está reforçando mais um grupo – a Frente al-Nusra. 

Na declaração divulgada em 7 de dezembro, os líderes ocidentais apelaram a uma trégua imediata em Aleppo e expressaram sua disposição para considerar a introdução de mais sanções contra os que agem nos interesses do governo de Assad.

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