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Putin passa para Trump a responsabilidade de resolver conflito na Síria

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, passou a bola para que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, seja o responsável por resolver o conflito na Síria.
EFE

Helsinque - Em entrevista coletiva conjunta realizada nesta segunda-feira, em Helsinque, após a primeira cúpula entre os dois líderes, Putin também deu para Trump uma bola oficial da Copa do Mundo.

"No que se refere ao fato de a bola da Síria estar no nosso telhado, senhor presidente, o senhor acaba de dizer que organizamos com sucesso o Mundial de Futebol. Portanto, quero agora entregar esta bola. Agora, a bola está do seu lado", disse Putin.

O presidente russo fazia uma referência a uma frase do secretário de Estado dos EUA, Mike Pompeo, que havia afirmado que a bola para resolver o conflito na Síria estava no telhado do Kremlin.

Trump agradeceu pelo presente e disse estar confiante de que EUA, México e Canadá organizarão em 2026 uma Copa do Mundo tão bem-sucedida como a da Rússia.

Na sequência, o presidente americ…

Novo eixo Moscou-Ancara-Teerã dará xeque-mate ao terrorismo

A morte do embaixador russo na Turquia é um sinal evidente que agora é necessário unir esforços para combater o terrorismo e resolver o conflito na Síria e no Iraque que é a origem desses problemas. 


Sputnik

O novo eixo Moscou-Ancara-Teerã poderá desempenhar um papel crucial na resolução dessas questões, declarou o especialista em Oriente Médio Vladimir Ajzenhamer da Faculdade da Segurança da Universidade de Belgrado. 

Atentado terrorista em Ancara
Atentado terrorista em Ancara, Turquia © AFP 2016/ STRINGER

"Se examinarmos a morte de Andrei Karlov no contexto dos eventos na Europa e no Oriente Médio é evidente que é inútil pensar que alguém esteja numa posição mais privilegiada do ponto de vista da segurança", pensa o interlocutor da Sputnik Sérvia.

Entretanto, o especialista sublinhou que "não é só a Turquia que é responsável pelo que aconteceu em Ancara, aqui se trata de um turbilhão de caos em que estão mergulhados muitos países e pessoas. A prova disso são os atentados terroristas realizados no mesmo dia em Berlim e em Zurique".

Em entrevista à Sputnik, Vladimir Ajzenhamer afirmou que, por esta razão, a colaboração entre a Rússia e a Turquia é vital, especialmente na linha Moscou-Ancara-Teerã, e que essa colaboração é possível. 

"Hoje estamos à beira da criação de um novo eixo que conseguirá, provavelmente, mudar a situação no Oriente Médio para melhor e contribuir para a resolução do conflito o mais rápido possível. As negociações de Genebra sobre a paz na Síria, que decorreram durante vários anos, não deram resultados concretos", apontou o especialista à Sputnik.

Na opinião do especialista da Universidade de Belgrado, "o eixo Moscou-Ancara-Teerã e a deslocação das negociações para Astana seriam um impulso para que os EUA e a Europa participassem mais ativamente nesse processo para não perderem seu protagonismo e se tornassem parte da solução, e não apenas parte do problema".

"Agora é cedo para discutir se os três ataques terão sido coordenados ou se terão sido uma coincidência, mas é claro que existe uma só origem — o conflito na Síria e no Iraque. O sinal é evidente — nem a Turquia, nem a Europa estão em segurança", acrescentou. 

Segundo disse Vladimir Ajzenhamer, "agora é a melhor altura para a cooperação entre as potências principais — EUA e Rússia — contra o terrorismo. Se alguma coisa os puder unir será este tipo de ameaça". 

O que aconteceu ontem é um caso sem precedentes na história contemporânea e nós vemos que os EUA expressaram imediatamente sua compaixão. Está ficando claro que ninguém está protegido de tais ataques e hoje só falta saber quando poderá o conflito no Oriente Médio, que já ganhou dimensões globais, "fazer ricochete" sobre os diplomatas e cidadãos americanos, concluiu. 

Lembramos que os chefes da diplomacia russa, iraniana e turca acordaram em 20 de dezembro uma declaração conjunta sobre a reanimação do processo político para resolver o conflito na Síria, o que permite falar sobre a possível união estratégica entre a Rússia, o Irã e a Turquia no Oriente Médio.

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