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Qual será resposta síria a novos mísseis 'inteligentes' dos EUA?

A cada declaração do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre seus "mísseis inteligentes", os sistemas de defesa antiaérea sírios terão sua própria resposta de mísseis, o que foi demonstrado pelo país em 14 de abril, assegurou à Sputnik o membro do Conselho Público junto ao Ministério da Defesa da Rússia, Igor Korotchenko.
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Mais cedo, Sergei Rudskoy, chefe da Direção-Geral Operacional do Estado-Maior das Forças Armadas russas, disse aos jornalistas que os especialistas russos tinham detectado evidências de 22 mísseis terem atingido alvos, de um total de 105 anunciados pelos EUA, na sequência do ataque aéreo dos EUA e seus aliados.


"Os mísseis podem ser 'inteligentes', mas os sistemas da defesa antiaérea podem ser eficientes, por isso, para cada míssil 'astuto' haverá um míssil guiado, o que foi demonstrado pelo ótimo treinamento profissional dos soldados sírios. Nas declarações de Trump há muita publicidade, e para cada tweet de Trump sobre seus '…

Novo eixo Moscou-Ancara-Teerã dará xeque-mate ao terrorismo

A morte do embaixador russo na Turquia é um sinal evidente que agora é necessário unir esforços para combater o terrorismo e resolver o conflito na Síria e no Iraque que é a origem desses problemas. 


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O novo eixo Moscou-Ancara-Teerã poderá desempenhar um papel crucial na resolução dessas questões, declarou o especialista em Oriente Médio Vladimir Ajzenhamer da Faculdade da Segurança da Universidade de Belgrado. 

Atentado terrorista em Ancara
Atentado terrorista em Ancara, Turquia © AFP 2016/ STRINGER

"Se examinarmos a morte de Andrei Karlov no contexto dos eventos na Europa e no Oriente Médio é evidente que é inútil pensar que alguém esteja numa posição mais privilegiada do ponto de vista da segurança", pensa o interlocutor da Sputnik Sérvia.

Entretanto, o especialista sublinhou que "não é só a Turquia que é responsável pelo que aconteceu em Ancara, aqui se trata de um turbilhão de caos em que estão mergulhados muitos países e pessoas. A prova disso são os atentados terroristas realizados no mesmo dia em Berlim e em Zurique".

Em entrevista à Sputnik, Vladimir Ajzenhamer afirmou que, por esta razão, a colaboração entre a Rússia e a Turquia é vital, especialmente na linha Moscou-Ancara-Teerã, e que essa colaboração é possível. 

"Hoje estamos à beira da criação de um novo eixo que conseguirá, provavelmente, mudar a situação no Oriente Médio para melhor e contribuir para a resolução do conflito o mais rápido possível. As negociações de Genebra sobre a paz na Síria, que decorreram durante vários anos, não deram resultados concretos", apontou o especialista à Sputnik.

Na opinião do especialista da Universidade de Belgrado, "o eixo Moscou-Ancara-Teerã e a deslocação das negociações para Astana seriam um impulso para que os EUA e a Europa participassem mais ativamente nesse processo para não perderem seu protagonismo e se tornassem parte da solução, e não apenas parte do problema".

"Agora é cedo para discutir se os três ataques terão sido coordenados ou se terão sido uma coincidência, mas é claro que existe uma só origem — o conflito na Síria e no Iraque. O sinal é evidente — nem a Turquia, nem a Europa estão em segurança", acrescentou. 

Segundo disse Vladimir Ajzenhamer, "agora é a melhor altura para a cooperação entre as potências principais — EUA e Rússia — contra o terrorismo. Se alguma coisa os puder unir será este tipo de ameaça". 

O que aconteceu ontem é um caso sem precedentes na história contemporânea e nós vemos que os EUA expressaram imediatamente sua compaixão. Está ficando claro que ninguém está protegido de tais ataques e hoje só falta saber quando poderá o conflito no Oriente Médio, que já ganhou dimensões globais, "fazer ricochete" sobre os diplomatas e cidadãos americanos, concluiu. 

Lembramos que os chefes da diplomacia russa, iraniana e turca acordaram em 20 de dezembro uma declaração conjunta sobre a reanimação do processo político para resolver o conflito na Síria, o que permite falar sobre a possível união estratégica entre a Rússia, o Irã e a Turquia no Oriente Médio.

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