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O que acontece quando desaparece um submarino como o argentino ARA San Juan

As autoridades argentinas continuam com as buscas para tentar localizar o submarino ARA San Juan, que estava em uma missão de treinamento e desapareceu na última quarta com 44 tripulantes a bordo.
BBC Brasil


A Marinha argentina revelou que, no último contato, o subcomandante afirmou que a embarcação apresentava um curto-circuito no sistema de baterias.


O submarino fazia o trajeto entre o Ushuaia, no sul do país, e a base naval de Mar del Plata, mais ao norte, quando deixou de se comunicar e sumiu dos radares. Segundo a Marinha, a tripulação teria comida e oxigênio para mais dois dias.

O governo argentino conta com a ajuda de vários países para realizar as buscas, incluindo Brasil e Estados Unidos.

Mas quais são principais dificuldades em uma operação para localizar um submarino? A BBC tenta responder a esta e a outras perguntas sobre o tema.

Por que submarinos não podem ser detectados?


Os submarinos são construídos para serem difíceis de se encontrar. O papel deles é participar, com frequênc…

Por que hospital russo foi atacado em Aleppo?

O ataque de uma hora e meia contra o hospital móvel russo, na cidade síria de Aleppo, que causou a morte de duas médicas russas, indica que grupos radicais não enfrentam quaisquer obstáculos no ataque a postos médicos para perpetuar a guerra no país devastado, disse o analista da RIA Novosti, Aleksandr Khrolenko. 


Sputnik

"Possivelmente, as pessoas que organizaram o ataque, contaram com uma forte resposta das forças governamentais e dos seus aliados encarregados de fechar todas as rotas e corredores [dos distritos em Aleppo oriental] para os rebeldes" que consideram se render, notou o analista.


Vista pelo local do hospital móvel russo em Aleppo depois de ataques dos terroristas, Síria, 5 de dezembro de 2016
Hospital móvel russo bombardeado em Aleppo, Síria © REUTERS/ SANA


Os militantes e os seus financiadores ocidentais estão desesperados por causa do progresso rumo à libertação de Aleppo, afirmou Khrolenko.

As forças governamentais alcançaram grandes êxitos em Aleppo nas últimas semanas, tendo liberado mais da metade dos bairros no leste da cidade. Na quarta-feira (7), o exército sírio e os seus aliados tomaram o controle de todo o centro histórico da cidade.


"Amplamente, os militantes visavam atingir a vida pacífica da cidade, que vem se recuperando da guerra. A assistência médica oferecida aos cidadãos é um dos indicadores da aproximação da paz", disse. 

Ele acrescentou que o ataque levantou assuntos em relação aos objetivos dos países ocidentais e dos seus aliados no Oriente Médio, que estão sendo promovidos na Síria. 

"Se 'o ditador Assad' e os seus aliados estivessem sistematicamente cuidando dos cidadãos sírios, inevitavelmente surgem as questões – o que faz aqui a coalizão de 80 países, liderada pelos EUA, e o que desencadeou a guerra de muitos anos entre os 'oposicionistas' armados e o governo legítimo, exército e povo da República Árabe da Síria?", observou. 

O político curdo, Omar Hassun, indicou que o ataque contra o hospital russo em Aleppo divide os militantes em duas partes. Alguns estão prontos para largar armas e retornar à vida pacífica, enquanto outros mais radicais afirmam que lutarão até o fim.

Segundo Khrolenko, alguns militantes continuarão lutando, pois ainda recebem armas e informações de fora da cidade, embora o exército sírio e os seus aliados já tenham feito de tudo para destruir as rotas de fornecimento para bairros de Aleppo, até então controlados por militantes.

Na segunda-feira (5), o porta-voz do Ministério da Defesa russo, Igor Konashenkov, disse que militantes da chamada "oposição" síria atacaram o hospital móvel russo em Aleppo, que resultou na morte de duas médicas militares russas e deixou ferido outro médico. Além deles, o ataque atingiu residentes locais que aguardavam atendimento médico. 


Ambas as médicas serviam no hospital de Birobidzhan, capital da Região Autônoma Judaica. 

O Comitê Internacional da Cruz Vermelha e do Crescente Vermelho declarou que tais ataques comprovam que as partes beligerantes não são capazes de proteger os médicos.

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