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Erdogan diz que Turquia continuará operação na Síria, pactuada com Moscou

O presidente da Turquia, Recep Tayyip Erdogan, afirmou nesta segunda-feira que seu país não interromperá sua operação militar lançada no sábado contra as milícias curdas aliadas dos Estados Unidos no norte da Síria e insistiu que esta operação está pactuada com a Rússia.
EFE

"Não vamos retroceder em Afrin. Falamos com os russos e há consenso", disse o político islamita em relação à região do norte da Síria nas mãos das milícias curdas Unidades de Proteção do Povo (YPG), que Ancara considera terroristas e aliadas da guerrilha curda da Turquia, o PKK.


Erdogan voltou a acusar os EUA de armar e apoiar as YPG, aliadas de Washington contra o grupo jihadista Estado Islâmico.

"Não são honestos conosco. Continuaremos o nosso caminho no marco das conversações que mantemos com a Rússia", apontou.

"Queríamos comprar armas (com os EUA). Não nos deram e entregaram as mesmas armas a organizações terroristas. Que tipo de aliança estratégica é essa?", afirmou o presidente da T…

Representante dos EUA na OTAN: 'Não acredito que a Rússia planeje atacar a Aliança'

O representante permanente norte-americano junto à OTAN, Douglas Lute, afirmou em uma entrevista ao canal de televisão ABC News que, na opinião dele, a Rússia “não está disposta a atacar” a Aliança.


Sputnik

"Eu não acredito que hoje na Rússia haja quem queira atacar a OTAN. Mas isto não quer dizer que nós não assumimos a responsabilidade de garantir a segurança de aliados nossos como a Estônia, que fica na linha da frente, isto é, tem fronteira terrestre com a Rússia", destacou Lute. 

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Douglas Lute

Segundo disse o diplomata, a Aliança é responsável também por aqueles aliados que eventualmente podem ser sujeitos a "ataques de hackers" ou "campanhas de desinformação" por parte de Moscou.

Lute ressaltou que, embora o problema dos "ciberataques russos" não figure na agenda da sessão do Conselho OTAN-Rússia, que se realizará nesta segunda-feira (19) em Bruxelas, uma série de aliados abordará esta questão.

Mais cedo, os serviços de inteligência norte-americanos acusaram oficialmente Moscou de tentar influir no resultado das presidenciais nos EUA. Porém, nenhumas provas foram apresentadas, enquanto as autoridades de Washington reconheceram que não foi detectado aumento da atividade hacker no dia da eleição. 

Ao comentar a postura norte-americana, o presidente russo, Vladimir Putin, sublinhou que nos dados publicados não havia nada que correspondesse aos interesses de Moscou e que a histeria visa desviar a atenção do conteúdo dos documentos. O porta-voz do líder russo, Dmitry Peskov, afirmou várias vezes que as acusações de Washington "não tinham qualquer fundamento".



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