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Única mulher a bordo do submarino argentino desaparecido é oficial pioneira

Eliana María Krawczyk, de 35 anos, é a 'primeira submarinista' da Argentina. O ARA San Juan desapareceu com 44 tripulantes no Atlântico Sul.
G1

Única mulher no submarino militar argentino desaparecido com 44 tripulantes no Atlântico Sul, Eliana María Krawczyk, de 35 anos, é descrita pela imprensa local como primeira oficial submarinista do país e da América do Sul. Ela ocupa o cargo de chefe de armas do ARA San Juan, que perdeu contato com a terra na sexta-feira (17).

Eliana nasceu em Oberá, na província de Misiones, no nordeste da Argentina, e só conheceu o mar aos 21 anos de idade, destaca o perfil do jornal "Clarín". Após se formar no ensino médio, ela se matriculou na Universidade de Misiones para fazer faculdade de Engenharia Industrial.

Duas tragédias familiares levaram Eliana a desistir do curso: a morte de um irmão, em um acidente de trânsito, e a morte da mãe, em decorrência de um problema cardíaco.

Em um perfil publicado em 2015 na revista "Viva", que …

Ucrânia conduz testes de mísseis perto da fronteira com Crimeia

Planos ucranianos de realizar exercícios no mar Negro nos dias 1º e 2 de dezembro foram recebidos com reprovação e ameaças em Moscou. Especialista sugere motivos que estariam por trás desse ato visto como provocação pelo Kremlin.


Oleg Egorov | Gazeta Russa

A Ucrânia iniciou na quinta-feira (1º) testes de mísseis superfície-ar de longo alcance S-300 sobre o mar Negro, junto às fronteiras da disputada península da Crimeia, gerando uma resposta incisiva do Ministério da Defesa russo. As manobras prosseguiram ao longo desta sexta (2). 


Testes seriam forma de retomar apoio do Ocidente, diz especialista Foto: mil.gov.ua
Testes seriam forma de retomar apoio do Ocidente, diz especialista Foto: mil.gov.ua

Segundo o Kremlin, que alegou que os testes poderiam violar o espaço aéreo do país, Moscou derrubaria os mísseis caso alguma instalação russa estivesse sob ameaça.

No entanto, o governo ucraniano alterou a zona de exclusão aérea sobre o local de teste para longe do espaço aéreo da Crimeia e suas águas, e as autoridades locais afirmaram mais tarde que não havia ameaças aos aviões civis da Rússia.

Um dia antes do início dos exercícios, Moscou já havia posicionado vários navios da frota russa do Mar Negro equipados com sistemas de defesa.

Depois que a Ucrânia mudou o local do teste, o risco de um choque militar entre os dois países desapareceu. Porém, os especialistas russos garantem que as autoridades ucranianas estão tentando aumentar as tensões com a Rússia, tentando retomar a atenção do Ocidente para a questão da Crimeia e mobilizar apoio popular em casa.

Trump e o receio de Kiev

Uma nova escalada do conflito em torno da Crimeia beneficia a Ucrânia porque traz a questão de volta à consciência da comunidade internacional, sugere o analista político russo Serguêi Mikheiev. Para o especialista, a disputa entre Rússia e Ucrânia teria ficado em segundo plano diante da crise síria, e Kiev estaria buscando atenção.

“A perspectiva de algum progresso nas relações entre a Rússia e o Ocidente deixou Kiev sob tensão”, disse Mikheiev à Gazeta Russa. A inesperada vitória de Donald Trump nas eleições presidenciais dos Estados Unidos colocou em risco a aliança entre o Ocidente e a Ucrânia, e Kiev está agora tentando dar impulso ao seu conflito com a Rússia para enfatizar seu papel de “muralha” contra a agressão russa, acredita.

“O apoio político e financeiro do Ocidente é um dos principais fatores que garantem a continuidade das autoridades atuais em Kiev. A perda de interesse do Ocidente pela crise ucraniana pode ter implicações devastadoras para o governo”. diz Mikheiev.

Tentativa de reassumir território

O comando das Forças Armadas da Ucrânia alegou que as ações estão de acordo com o direito internacional, pois os testes de mísseis seriam conduzidos “apenas no espaço aéreo nacional”, o que indica que Kiev ainda considera a Crimeia como seu território.

“A Ucrânia está mostrando que não reconhece as fronteiras da Crimeia e que pode lançar mísseis em qualquer parte da região”, escreveu o especialista militar ucraniano Iúri Butusov em sua página no Facebook.

Ainda segundo Butusov, os testes de mísseis no local devem se tornar frequentes para mostrar aos “invasores que seus direitos não são reconhecidos por ninguém”.

As ações e a declaração do especialista ucraniano não passam, segundo Mikheiev, de demonstração de força “e, em certa medida, uma provocação” para suscitar uma resposta dura de Moscou. “As autoridades em Kiev estão pensando da seguinte forma: ‘Talvez, Moscou reaja com força, e então poderemos chamá-la de Estado opressor”, diz o russo.

Desviando de problemas internos

Uma parte significativa da sociedade ucraniana não está satisfeita com a situação no país. Segundo uma pesquisa realizada em novembro por um instituto ucraniano, 46% dos moradores do país acham que o presidente Petrô Porochenko deveria renunciar.

O próprio líder ucraniano admitiu recentemente que Kiev não conseguiu “aproximar o nível de vida dos índices europeus” nos últimos três anos.

Para Vadim Karasiov, analista político e chefe do Instituto de Estratégias Globais, com sede em Kiev, ao aumentar as tensões com a Rússia, a Ucrânia tenta desviar a atenção da sociedade dos problemas internos que o país enfrenta.

“Os últimos movimentos de Kiev ajudam a unir a sociedade contra uma ameaça externa e a sufocar os protestos”, disse Karasiov em entrevista ao jornal russo “Kommersant”.

Opinião semelhante foi apresentada pela porta-voz do Ministério dos Negócios Estrangeiros russo, Maria Zákharova, ao comentar os lançamentos de mísseis. “Kiev precisa de uma nova rodada da escalada para tirar a cabeça das pessoas da crescente crise política, econômica e social no país”, disse Zákharova.



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