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Especialistas: aumenta o risco de guerra entre os EUA, a Rússia e a China

O desenvolvimento de novos tipos de armas nucleares de "baixa potência" aumenta o risco de uma guerra entre os EUA, a Rússia e a China, segundo especialistas consultados por Newsweek.
Sputnik

O Pentágono está desenvolvendo dois novos tipos de armas nucleares, para acompanhar os progressos da Rússia e da China nesse terreno. Os especialistas tiveram acesso às minutas do projeto de doutrina nuclear norte-americana, que acusa Moscou e Pequim de ampliar as suas capacidades nucleares. 


Esse documento afirma a necessidade de "desenvolver e incorporar novos meios de contenção e de defesa dos objetivos, quando a contenção não funciona".

Entre outras medidas, o projeto revela a intenção de desenvolver ogivas nucleares de baixa potência para mísseis Trident, utilizados por submarinos da classe Ohio. Além disso, o departamento de Defesa dos EUA planeja desenvolver um míssil nuclear de baixa potência para suas bases marítimas.

O Pentágono considera o atual arsenal nuclear a disposi…

Ashton Carter, chefe do Pentágono, considera que as possibilidades para cooperar com a Rússia no ramo militar estão diminuindo.

Ashton Carter, chefe do Pentágono, considera que as possibilidades para cooperar com a Rússia no ramo militar estão diminuindo. 


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"Vejo as áreas em que nós podemos cooperar, mas elas se tornam mais limitadas a cada dia", declarou Carter em uma entrevista à Bloomberg. 

Secretário de Defesa dos EUA, Ashton Carter
Secretário de Defesa dos EUA Ashton Carter © AP Photo/ Manish Swarup

"O território comum onde podemos trabalhar tem diminuído durante os últimos dez anos. É apenas um fato", sublinhou ele. 

Entre as possibilidades que restam, Carter indicou o programa nuclear da Coreia do Norte e do Irã, sem mencionar a luta antiterrorista na Síria. Para além disso, ele lembrou a cooperação entre dois países nos Balcãs nos anos 90. 

O chefe do Pentágono considera que, durante a presidência de Donald Trump, Moscou e Washington poderão cooperar na área do problema da Coreia do Norte.

"Os russos, tal como nós, acham que não precisam de guerra nas suas fronteiras, de novas armas nucleares nas suas fronteiras", explicou Carter.

"Queria muito falar a mesma coisa sobre a Coreia do Norte em relação à China, que tem mais influência sobre regime norte-coreano do que a Rússia e claro que muito mais do que os EUA", acrescentou ele. 

Ashton Carter deixará o cargo em 20 de janeiro. O próximo chefe do Pentágono será James Mattis, cuja candidatura já foi aprovada pelo presidente eleito Donald Trump.


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